UMA BARCA A VARAR A TEMPESTADE
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UMA BARCA
A VARAR
A TEMPESTADE
*
"Numa chuva de dor tocada a vento"
Vai vendo aproximar-se a tempestade,
Essa a que um ser humano não se evade
Por mais que à sua rota esteja atento
*
E esse bom capitão cujo talento
Não gera um verso - um só! - que desagrade,
Vê turvar-se-lhe a vista: como há-de
Fazer frente a um mar tão turbulento?
*
Não sabe o que ninguém pode saber
E nem o sabe a Musa proteger
De uma tal tempestade interior,
*
Sabe, porém, que a força que lhe resta
Reside no alento que lhe empresta
A Barca cuja proa enfrenta a dor!
*
Mª João Brito de Sousa
04.06.2022 - 14.00
***
Soneto criado a partir do último verso do soneto CÉU CINZENTO de José Manuel Cabrita Neves
Como sempre... poema deslumbrante
ResponderEliminarFeliz domingo
Obrigada e um feliz Domingo também para si, Ryk@rdo!
EliminarAbraço
Brilhante poema, muito de acordo com o meu sentir, que aliás expresso no que deixo escrito.
ResponderEliminarUm abraço.
L
Muito obrigada pelas suas palavras, L.
EliminarÉ sempre muito gratificante saber que há quem se identifique com a mensagem de um poema que escrevemos.
Um grande abraço
Um poema muito sofrido.
ResponderEliminarAbraço, saúde e bom domingo
Sim, amiga, é um poema muito sofrido, à semelhança do soneto cujo último verso o inicia.
EliminarMuito obrigada, muita saúde, uma boa tarde de Domingo e um forte abraço!
Mas a seguir à tempestade
ResponderEliminarvirá a bonança
sempre nesta nossa esperança
Boa e bela tarde de Domingo MJ, beijinhos
Sempre a nossa esperança. sim, Anjo
EliminarFeliz serão de Domingo e, a seguir, bom soninho!
Beijinhos