MULHER * Passeia-se apenas, sem fitas, sem folhos Trazendo nos olhos sorrisos e penas... Como esta há centenas, encontram-se aos molhos Por entre os restolhos, louras e morenas. * Marias e helenas que contornam escolhos, Com ou sem piolhos, virtuosas, obscenas, São como açucenas; a chave e ferrolhos Franzem os sobrolhos. Grandes ou pequenas * Derrubam empenas, são donas das ruas, Das marés, das luas... Em todos os astros Ergueram os mastros das coisas mais suas * E sempre assim, nuas, deixaram seus rastos Nos muros dos castros, no chão das faluas E até no que intuas dos seus corpos gastos. * Maria João Brito de Sousa - 03.02.2021 - 14.04h *** Gravura de Manuel Ribeiro de Pavia in LIVRO DE BORDO, de António de Sousa.
A palavra férias tem um significado mutante conforme a nossa idade.
ResponderEliminarUm abraço.
É bem verdade, L.
EliminarE, nesse aspecto, eu cheguei muito, muito cedo à terceira idade. :)
Forte abraço!
ah, que delícia ! não fazer nada...
ResponderEliminarDesfrute do sol iluminando sua janela ,nas manhãs de verão
e em todos os tons que prouver.
com carinho, te espero
Adorei o balanço de madeira - quero um rsrs
beijo Flor
Impossível estar sem fazer nada, Lis
EliminarAté o baloiçar do cavalo-de-pau lembra o compasso da poesia metrificada
Tive, há muitas décadas, um cavalinho destes, menos rústico talvez... Também eu quero este para mim, rsrsrsrs
Beijo, Lis