SONETITE - Reedição
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SONETITE
*
Sofro de Sonetite... Foi bactéria
Que me achou fraca e muito vulnerável
E que, no seu instinto irrevogável,
Me deixou, no final, nesta miséria...
*
Não era competente na matéria,
Nem sei por que razão indecifrável
O soneto me achou tão desejável
Sendo já entradota e quase etérea
*
Mas veio e infectou-me corpo e alma
E até à saciedade me tomou
De forma tão intensa e radical
*
Que já nem reconheço a mulher calma
Que fui até que o vírus me infectou
Até deixar-me em fase terminal...
*
Mª João Brito de Sousa
Maio 2007
***
(Reformulado)
Não há dúvida que essa "doença" tomou conta de si, mas ainda bem, é a primeira doença que vejo fazer bem às pessoas, à infectada e às que a visitam para verem os sintomas.
ResponderEliminarUm abraço.
L
:) Obrigada, L.!
EliminarApaixonei-me pelo soneto na Primavera de 2007. Este deve ser um dos meus primeiros sonetos... O primeiro não será, porque eu já começava a aperceber-me de que a "doença" tinha vindo para ficar até ao final dos meus dias.. :)
Também é a primeira doença aguda/crónica que gosto muitíssimo que me tenha infectado, rsrsrsrs :)
Forte abraço
Maldita doença que, desejo, seja fictícia.
ResponderEliminarCumprimentos
É inventada por mim, claro, Rykardo :)
EliminarMas se essa "Sonetite" me fez escrever tantos sonetos - milhares? - que são mesmo sonetos, só tenho de lhe ficar muitíssimo grata...
Fraterno abraço!
Cuidados acrescidos
ResponderEliminarpalavras de cariz feridos
assim anda este nosso mundo bonito
mas a cada dia mais trôpego em infelizes
Bom fim de Semana
que por aqui tudo arde, beijinhos
Eu sei que por aí tudo arde, Anjo
EliminarPensei que ainda estivesses em S. Martinho do Porto, mas vejo que estás de volta e é uma triste chegada para quem, como tu, vê a sua linda serra em chamas...
Que tenhas um fim-de-semana tão bom quanto possível e que esse maldito incêndio possa finalmente ser extinto.
Beijinhos!