Fica a sonoridade ao abandono Quando os passos se cansam de passar E chega a minha Musa ao seu Outono Antes ainda de o Verão chegar * Se a Musa, por acaso, diz ter sono E se afasta de mim pra se ir deitar... Fico zangada mas, em seu abono, Sei bem que está cansada de cantar * Há passos que ao morrer pelos caminhos Abrem em flor e nunca estão sozinhos Por muito que sozinhos digam estar * E há outros que se perdem sem um som... Tudo isto é natural, tudo isto é bom: Triste é que alguns não possam caminhar. * Mª João
Todas as estações do ano têm a sua beleza. O Outono não é exceção. . Cumprimentos poéticos . Pensamentos e Devaneios Poéticos (http://pensamentosedevaneiosdoaguialivre.blogspot.pt/) .
SONETO - 8 * Pra que amanhã do luto nasça a luta, Rego os cravos vermelhos que secaram Renego os deuses que me desprezaram E transformo a fraqueza em força bruta * Inda que irresolvida, resoluta, Cuspo nessoutros que os cravos pisaram E sobrevivo a quantas dor´s me varam Assim que as mãos retornam à labuta * Revejo-me nos cravos que resistem: Inda que em solo hostil estejam plantados Jamais se vergarão aos que os conquistem * Rompem mordaças, quebram cadeados, Derrubam muros, mesmo os que inexistem, E não se rendem quando espezinhados! * Mª João Brito de Sousa 20.05.2025 - 00.05h * Sonetos da Contagem Decrescente ***
Imagem gerada pelo Chat-GPT a partir da leitura do poema * GAONESA REALENGA DECASSILÁBICA EM ARTE MAIOR * PALAVRAS LANÇADAS AO VENTO * Diz-me, Vento que levas nos teus braços Fragmentos de palavras por dizer, Se estas minhas palavras levarás Até aos povos que estão a sofrer E aos quais não chegam meus humanos passos? Bem sei que o que te peço é impossível Mas tudo o é até deixar de o ser... Tu, Vento, és imparável, invencível, E os meus recursos sempre foram escassos... Promete, Vento, que me ajudarás Nesta tarefa dura e imprevisível Que não quero deixar ficar pra trás * Leva ao Médio Oriente o que não sei Se irá aliviar os moribundos Mas que é tudo o que tenho pra lhes dar: Sou pobre e nunca tive os bolsos fundos Mas ao longo da vida acumulei Silêncios que calar não quero mais, Silêncios graves, pesados, rotundos, Que herdei de meus avós e de meus pais E que agora em palavras transformei, Palavras que só tu podes levar Porque são muitas, pesam-me demais, E eu já não as pos...
Tempo de folhas caídas
ResponderEliminarestaladiças
de um último passo saídas
Bela tarde com alegria Mj, beijinhos
Só há pouco cheguei da consulta, ...
EliminarO medinho estava a passar, mas voltou todinho na consulta de hoje
Beijinhos
Tempo de nostalgia e contemplação da mudança na Natureza.
ResponderEliminarAltura em que a natureza está muito bonita.
A natureza está linda, sim, Mónica.
EliminarMas este poema e esta pintura não saíram das minhas mãos... Acabam de chegar às minhas mãos
Abraço!
🍁🍂👍
ResponderEliminarPeço desculpa pela má qualidade das fotografias, L.
EliminarTentei remediar essa falha fazendo a transcrição do poema, mas não consegui melhorar a imagem...
OBRIGADA!
Folhas já secas do Outono / Passos sonoros de abandono...
ResponderEliminarFica a sonoridade ao abandono
EliminarQuando os passos se cansam de passar
E chega a minha Musa ao seu Outono
Antes ainda de o Verão chegar
*
Se a Musa, por acaso, diz ter sono
E se afasta de mim pra se ir deitar...
Fico zangada mas, em seu abono,
Sei bem que está cansada de cantar
*
Há passos que ao morrer pelos caminhos
Abrem em flor e nunca estão sozinhos
Por muito que sozinhos digam estar
*
E há outros que se perdem sem um som...
Tudo isto é natural, tudo isto é bom:
Triste é que alguns não possam caminhar.
*
Mª João
Abraço, Francisco!
Todas as estações do ano têm a sua beleza. O Outono não é exceção.
ResponderEliminar.
Cumprimentos poéticos
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Embora o Outono e o Inverno sejam períodos de grande risco para a minha fraca saúde, reconheço-lhes a extrema beleza, Ryk@rdo.
EliminarUm abraço!
Foi tão bom receber...
ResponderEliminarAbraço
Foi, pois! :)
EliminarForte abraço, Rogério!