Fica a sonoridade ao abandono Quando os passos se cansam de passar E chega a minha Musa ao seu Outono Antes ainda de o Verão chegar * Se a Musa, por acaso, diz ter sono E se afasta de mim pra se ir deitar... Fico zangada mas, em seu abono, Sei bem que está cansada de cantar * Há passos que ao morrer pelos caminhos Abrem em flor e nunca estão sozinhos Por muito que sozinhos digam estar * E há outros que se perdem sem um som... Tudo isto é natural, tudo isto é bom: Triste é que alguns não possam caminhar. * Mª João
Todas as estações do ano têm a sua beleza. O Outono não é exceção. . Cumprimentos poéticos . Pensamentos e Devaneios Poéticos (http://pensamentosedevaneiosdoaguialivre.blogspot.pt/) .
Quis falar do Mondego e, na verdade, É desta foz do Tejo que vos falo, E cresce cá por dentro a voz que calo Pr`a conter as saudades sem saudade. Solta-se o sonho oblíquo à claridade E a linha de horizonte é um cavalo Que não sei se lá está, se imaginá-lo É mera ilusão de óptica, ou vontade, Pois galopa um poente à beira Tejo Rumo a estranhas lonjuras que nem vejo Por estarem tão além do meu futuro Que, do que vi, me sobra o claro espanto De um cavalo-solar que aqui levanto Rasgando, a ferro e fogo, um céu já escuro. Maria João Brito de Sousa – 01.11.2011 – 16.00h
Pronto. Já passou muito tempo e muitas pessoas me têm perguntado como vai o mealheiro para a compra do célebre Portátil 2008. Algumas dessas pessoas nem sequer são bloggers, mas têm acesso à net e gostam de ler o poetaporkedeusker. Aqui vai a última actualização: 310 euros. Um dos elementos do COPROP (Comissão Pró Portátil) encontra-se, neste momento, de férias, mas mal ele regresse sugerirei que se comece a pensar na devolução dos donativos aos Mecenas que contribuíram para a causa do Soneto na Blogosfera. A todos os que já contribuíram, a todos os que pensam ainda contribuir e a todos os que não contribuíram porque os tempos estão mesmo muito díficeis, eu deixo o meu abraço de agradecimento. Um abraço de cometa também para todos os elementos do COPROP que têm sido incansáveis e para a equipe do Sapo que pôs em destaque o Café com Natas quando esse blog lançou um apelo em prol desta causa. Durante mais alguns dias a conta manter-se-á disponível. Espero não ser fuzilada pelos ...
(Soneto em decassílabo heróico) Meu espanto, como bicho degolado, É este quase-nada, este destroço, Que embora reduzido a pele e osso Faz frente a quem o tenha encurralado, É este não temer ser confrontado Com força natural, fera ou colosso, Que nega a frustração do “já não posso!” E muda, à dura sorte, o resultado. Meu espanto mora em mim, comigo vive, Mas pode exacerbar-se onde eu nem estive Se as asas dum poema o transportarem, Porque traz quanta força eu jamais tive Se enfrenta humilhação que o esgote ou prive Da voz que os sonhos meus lhe não negarem. Maria João Brito de Sousa – 30.10.2013 – 15,16h Imagem retirada da página do Partido Comunista Português
Tempo de folhas caídas
ResponderEliminarestaladiças
de um último passo saídas
Bela tarde com alegria Mj, beijinhos
Só há pouco cheguei da consulta, ...
EliminarO medinho estava a passar, mas voltou todinho na consulta de hoje
Beijinhos
Tempo de nostalgia e contemplação da mudança na Natureza.
ResponderEliminarAltura em que a natureza está muito bonita.
A natureza está linda, sim, Mónica.
EliminarMas este poema e esta pintura não saíram das minhas mãos... Acabam de chegar às minhas mãos
Abraço!
🍁🍂👍
ResponderEliminarPeço desculpa pela má qualidade das fotografias, L.
EliminarTentei remediar essa falha fazendo a transcrição do poema, mas não consegui melhorar a imagem...
OBRIGADA!
Folhas já secas do Outono / Passos sonoros de abandono...
ResponderEliminarFica a sonoridade ao abandono
EliminarQuando os passos se cansam de passar
E chega a minha Musa ao seu Outono
Antes ainda de o Verão chegar
*
Se a Musa, por acaso, diz ter sono
E se afasta de mim pra se ir deitar...
Fico zangada mas, em seu abono,
Sei bem que está cansada de cantar
*
Há passos que ao morrer pelos caminhos
Abrem em flor e nunca estão sozinhos
Por muito que sozinhos digam estar
*
E há outros que se perdem sem um som...
Tudo isto é natural, tudo isto é bom:
Triste é que alguns não possam caminhar.
*
Mª João
Abraço, Francisco!
Todas as estações do ano têm a sua beleza. O Outono não é exceção.
ResponderEliminar.
Cumprimentos poéticos
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Pensamentos e Devaneios Poéticos (http://pensamentosedevaneiosdoaguialivre.blogspot.pt/)
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Embora o Outono e o Inverno sejam períodos de grande risco para a minha fraca saúde, reconheço-lhes a extrema beleza, Ryk@rdo.
EliminarUm abraço!
Foi tão bom receber...
ResponderEliminarAbraço
Foi, pois! :)
EliminarForte abraço, Rogério!