POEMA/PÃO
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POEMA/PÃO
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Escrevo pra ti que vens de olhos pasmados
Matar nestes meus versos fome e sede:
Possam teus sonhos ser alimentados
Por quanto pão meu espanto te concede
*
Se te não são, nem foram dedicados,
Servi-los-ei à fome que mos pede
Mal a pressinta aqui, de olhos poisados:
Que lhe faça proveito o que me excede!
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E mais razão nenhuma me mantendo,
Não reconheço justa outra razão
Senão a que talvez me vá perdendo
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Mas à qual nunca irei dizer que não:
Pra que o que sinta fome os vá comendo,
Cozinho versos como quem faz pão.
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Mª João Brito de Sousa
In A CEIA DO POETA
Inédito
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As palavras e o pão, uma inspirada associação.
ResponderEliminarUm abraço.
L
Obrigada por ter provado este poema/pão, L.!
EliminarForte abraço!
Soneto deslumbrante que me fascinou ler
ResponderEliminar.
Cumprimentos poéticos.
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Obrigada, Ryk@rdo!
EliminarUm abraço abraço poético!
Olá, querida amiga Maria João!
ResponderEliminarDe fato, a poesia é nosso pão diário.
Além dela mesmo nós alimentar à alma.
Macera, amassa a inspiração e o poema vos será acrescentado.
Tenha dias abençoados!
Beijinhos
Bem-haja, querida Rosélia!
EliminarQue por muitos anos lhe continuem a crescer os poemas de cada dia!
Beijinhos!
E que bom que é um pão acabado de cozer, ainda quente e aromático! Como este delicioso soneto.
ResponderEliminarMuito obrigada, Fernando!
EliminarFico muito feliz por saber que gostou do soneto que provou.
Um abraço!