CATIVEIRO
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CATIVEIRO
*
Como meridiano-de-mulher
Na divisão do Ser em hemisférios,
Sou o imponderável dos mistérios
Que explica o seu mistério a quem quiser
*
Falo a quem me entender, a quem souber
Dentro de si achar outros impérios,
Se farto das prisões e cemitérios
A que a futilidade os quis prender
*
Falar-vos-ei de um tempo-antes-do-tempo
Bem como dos futuros-infinitos
Que ainda estão por vir no mundo inteiro
*
E de um maior, mais justo entendimento...
Tudo quanto se ler nestes escritos
Nasceu da liberdade em cativeiro.
*
Maria João Brito de Sousa
14.05.2008 - 02.53h
***
(Poema ligeiramente reformulado)
"Nascer da liberdade em cativeiro" escrito de poesia de grande beleza, com uma longa história no nosso país.
ResponderEliminarUm abraço.
L
Exactamente, L. : Toda a liberdade nasce de um prévio cativeiro.
EliminarForte abraço!
Abaixo os cativeiros
ResponderEliminarmas viva a liberdade dos porreiros
de assim escrever
Bela tarde MJ, beijinhos
Viva a liberdade, !
EliminarObrigada e beijinhos!
"... um mais justo entendimento..." Precisa-se. É urgente!
ResponderEliminarSem dúvida, Francisco, é muitíssimo urgente!
EliminarObrigada e um fraterno abraço!