VIAGEM ESPACIO-TEMPORAL - Reedição

terra vista do espaço.jpg


VIAGEM ESPACIO-TEMPORAL
*



A Marte não posso subir nem descer


Conforme o sentido se entenda no espaço,


Mas posso ir sonhando, se bem me aprouver,


Passear nos astros sem dar um só passo
*


Por lá irei estando enquanto puder


E irei descansando deste meu cansaço


Ao qual sem ter escolha me deixei prender


Até que alguém venha soltar-me do laço
*


A que fiquei presa. E perco-me em Marte,


Na Terra, na Lua e por toda a parte


Vestida de abraços, sorrindo encantada,
*


Por amor à Vida, transmutada em arte


Que não sei exprimir-te nem posso explicar-te


Conquanto me saiba por ela explicada.
*


 


Mª João Brito de Sousa


01.09.2017 – 17.21h
***


(Soneto reformulado)

Comentários

  1. Mas atenção
    que o escafandro é pesado
    e a gravidade faz mal ao coração

    Brinco no desejo de um belo fim de Semana com alegria "agasalhada"
    que hoje está por aqui um frio
    que deixa tudo e todos
    sem pio, beijinhos

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    Respostas
    1. Olá, !

      Está um frio de rachar cântaros, está sim senhor , mas não te preocupes que estas minhas viagens no espaço e no tempo são todas imaginárias e se for preciso também posso vestir um escafandro imaginário

      Além de ter o radiador ligado ainda estou tão cheia de roupa que mais pareço o boneco dos pneus Michelin [<)]

      Feliz tarde também para ti que eu estou a ver se ganho coragem para ir estender um alguidar cheiinho de roupa.

      Beijinhos!

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  2. Está, tão "giro", isso!

    (acho que a Musa regressou de férias...)

    Beijo

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    Respostas
    1. Obrigada, Rogério, mas este soneto é uma reedição de 2017, agora apenas ligeiramente reformulada, porque a técnica não tem estes caprichos de Musa e posso sempre contar com ela :)
      Mas pelo que reli, não tenho dúvida de que estava a trabalhar com a Musa em Setembro desse ano.

      Forte abraço, meu amigo

      Eliminar
  3. Brancas nuvens negras7 de janeiro de 2023 às 00:04

    Prisioneira... nunca! Sempre em viagem pelo espaço que a imaginação concebe.
    Um abraço.
    L

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