UM SONETO A POSEIDON
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UM SONETO A POSEIDON- Reedição
*
Não sei se te temo, mas sei que te sinto
Por vezes meu escravo, por vezes meu rei
Se colhes do favo quanto mel te dei
Enquanto perdida no teu labirinto
*
Nas veias do espanto, sorvendo o absinto
Da taça em que o guardas, que ergui, que provei...
Ah, quando me tardas - que és de ouro... de lei! -
Por qu`rer-te e provar-to, me rendo e consinto
*
Que inteira me dobres, a mim que selvagem,
Sozinha desbravo os caminhos do p`rigo
Nas ondas mais bravas - não mais que a coragem! -,
*
Por rotas convulsas de crime e castigo,
Na Barca da Vida que já ruma à margem
Da louca voragem que enfrento contigo.
*
Maria João Brito de Sousa
26.02.2016 - 12.39h
***
O mar em fúria é, ao mesmo tempo, lindíssimo e assustador. Gosto dele assim. Na terra onde nasci era assim mesmo que eu o via quando era criança. Belíssima a sua homenagem a Poseidon: "não sei se te temo mas sei que te sinto"...
ResponderEliminarUma boa semana com muita saúde, minha Amiga Maria João.
Um beijo.
Muito grata pelas suas palavras, Graça!
EliminarCresci entre Algés e o Dafundo, era mais Tejo do que mar aquilo que então via. Porém, quando comecei a fazer viagens diárias entre Algés e Oeiras, nas idas para o liceu, muitas vezes vi o mar galgar as barreiras de pedra que protegiam a linha férrea. Ia sempre com a cabeça muito esticada para fora da janela do comboio e nos dias em que o mar se enfurecia a sério, chegava ao liceu com a cara e o cabelo encharcados.
Boa semana, muita saúde e um beijo
Huuum Maria, escravo e rei, sei bem como é ...
ResponderEliminarE esse deus grego que comanda os mares e abala os rochedos mas
queremos sempre domá-lo, é a 'barca da vida ' e tu desenhas muito bem, Flor .
Saudade de vir te ver. Deixo abraços e que a semana seja leve.
Olá, Lis!
EliminarVi que também tu estiveste em pausa...
Estou muito ligada ao mar, sim... E se ele ora é meu escravo, ora meu rei, também eu me sentia ora sua rainha ora sua escrava, quando nele me banhava.
Obrigada e um grande abraço!
Por muito fortes que sejamos, também temos as nossas debilidades em certos momentos.
ResponderEliminarUm abraço.
L
Sem dúvida, L., todos nós temos as nossas debilidades e a minha extrema debilidade física está a começar a reflectir-se na minha agilidade mental... ou será a nova medicação da reumatologia, ainda não compreendi muito bem, mas a verdade é que agora o meu cansaço começou a ser também intelectual.
EliminarForte abraço!
Bela noite com alegria MJ
ResponderEliminarque esse quando se zanga
é como o Putin
Bom dia,
EliminarDesculpa mas só agora te vejo por aqui... A minha caixa de correio electrónico está mesmo a precisar de uma boa limpeza, que já não me entendo com ela tão cheia...
Beijinhos e agasalha-te bem que vem aí mais um massa de ar polar bem geladinho