UM POENTE DIFERENTE, À BEIRA-TEJO - Cavalo desenhado a ferro e fogo
Quis falar do Mondego e, na verdade, É desta foz do Tejo que vos falo, E cresce cá por dentro a voz que calo Pr`a conter as saudades sem saudade. Solta-se o sonho oblíquo à claridade E a linha de horizonte é um cavalo Que não sei se lá está, se imaginá-lo É mera ilusão de óptica, ou vontade, Pois galopa um poente à beira Tejo Rumo a estranhas lonjuras que nem vejo Por estarem tão além do meu futuro Que, do que vi, me sobra o claro espanto De um cavalo-solar que aqui levanto Rasgando, a ferro e fogo, um céu já escuro. Maria João Brito de Sousa – 01.11.2011 – 16.00h
Tou indo
ResponderEliminarmas primeiro um tinto
para afinar
Afina, então, !
EliminarNasce-se poeta, ou descobre-se a poesia?
ResponderEliminarApreciei a fotografia, julgo que a menina é a Maria João.
Um abraço.
Acredito que se pode nascer poeta, ou seja, não ponho de parte as competências ou tendências inatas de cada um de nós, embora saiba perfeitamente que muitos grandes poetas terão ficado mudos e invisíveis por terem nascido num meio social muito pobre e oprimido, no qual essas competências/tendências não podiam ser minimamente valorizadas. António Aleixo foi uma excepção ao conseguir fazer vingar a sua poesia, apesar de muito pobre., L.
EliminarQuanto à menina, aqui excepcionalmente carrancuda, sim, sou eu com a minha mãe e a Nice na varanda daquela vivenda do Dafundo que me disse ter reconhecido
Um abraço
Com o respeito que é devido e sem desprimor para a pequena Maria João e a Nice, não queria deixar de dizer que a sua mãe era uma mulher muito bonita.
EliminarUm abraço.
Sem dúvida, L., a minha mãe e a sua irmã, a minha tia Fernanda, eram duas mulheres lindíssimas! Eu também era bonitinha, quando jovem, mas não tanto quanto a minha mãe e a minha tia.
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