NAS TUAS MÃOS
Fotografia de Carlos Ricardo * NAS TUAS MÃOS * Nas tuas mãos eu, ave, te confesso Que esvoaço, sucumbo e, já rendida, Procuro nessas mãos uma guarida Em que a chama que sou não tenha preço * Eu, ave, só te entrego o que não peço: Submeto-me à carícia prometida Nas asas da loucura em mim escondida Que tu não sonharás e eu nem meço * E que outra ave marinha ofertaria Tanta e tão profundíssima alegria, Que outra alma se daria em seda pura? * As tuas mãos… quem mais se atreveria A desvendar-lhes sede e fantasia Para enchê-las de amor e de ternura? * Maria João Brito de Sousa Maio 2007 ***
Olá Mª. João
ResponderEliminarBelo grito! Um grito por amor ao próximo.
Gostei deste exorcismo, que apesar de ser numa forma diferente, acho que nos coloca numa certa sintonía temática em relação ter cuidado com as aparências, e que as ilusões podem ser pagas com a falta de liberdade, ou até a própria vida.
Beijinhos axicorãozados e um grande Xi querida Mª. João!🐦
Sim, as ilusões podem ser muitíssimo perigosas e a consciência de classe é uma enorme riqueza, para quem consegue mantê-la sólida neste mundo líquido a tender para o evaporado, pequena Cotovia.
EliminarMas este poema que encontrei nas memórias do Fb e que reformulei um pouco, foi escrito num ano de eleições e tinha uma função política a desempenhar, o que não quer dizer que tenha ficado colado àquele tempo...
Hoje estou triste porque fiquei a saber que uma das minhas amigas de cafezinho está internada e com um prognóstico muito reservado. Foram vinte anos de convívio, nem que fosse apenas uma horita por dia... Estes últimos anos têm sido de intensa actividade para a senhora da gadanha
Outro beijinho axicoraçãozado
Fico triste com o prognóstico da tua amiga. Tens razão para ficar triste, querida Mª. João.
EliminarForte abraço, muita força, um beijinho axicorãozado para ti.
Partiu há bem pouco tempo a minha única prima irmã, o marido de outra amiga do café de quem eu gostava muito e para quem tenho estado a pensar em criar um blog porque me deixou todos os seus poemas em herança e agora... bem, pode ser que ela vença o braço de ferro com a senhora da gadanha, como eu venci tantas vezes...
EliminarObrigada, pequena Cotovia
Olá Mª. João, é um bonita homenagem que honra a herança que recebeste.
EliminarEsperemos que sim, que possa vencer esse duro combate com a senhora da gadanha.
Abraço forte e beijinho axicorãozado querida Mª João.
Esperemos que sim, pequena Cotovia, embora as probabilidades indiquem o contrário...
EliminarBeijinho axicoraçãozado
A consulta pública serve precisamente para isso, e terão de rever e alterar o projecto de loteamento para cumorir com os índices. Este esquema é comummente utilizado para se fazer um suposto ajuste a uns valores absurdos de uma primeira versão para que pareça que contemplaram as recomendações desse meio legal e assim conseguirem maiscdo que os 0,60 de indice inicial para o promotor, uma "negociata", no fundo é do que se trata, e se não houvesse este movimento, ainda passava tudo em brancas nuvens.
EliminarBeijinhos axicorãozados, Mª. João
Desculpa este comentário, era na sequência do assunto do EIA para o projecto da Fundição de Oeiras que era para ser escrito no meu blog e ficou aqui.
EliminarMais beijinhos axicorãozados e um Xi💖, querida Mª João.
Gostei do poema, da mensagem clara, sem equívocos. Mas, os povos manietados pelos órgãos de informação não conseguem perceber que estão a entregar o ouro ao ladrão.
ResponderEliminarA nossa firmeza já não convence ninguém.
Um abraço.
L
Bom dia e obrigada, L.
EliminarEste poema, que encontrei esquecido nos ficheiros, foi escrito em 2015, ano de eleições legislativas e tinha uma função a cumprir, mas penso que pode muito bem ir além da função que teve nesse ano e por isso o resgatei do crepúsculo do esquecimento e o trouxe até ao presente.
40 anos de fascismo são uma pesada herança para qualquer povo e o 25 de Novembro encarregou-se de sufocar a Revolução dos Cravos. Não a matou de vez, mas difamou-a e colocou-lhe sobre os ombros todas as culpas de que ela estava inocente. As culpas "deste mundo e do outro", citando Saramago.
Um abraço