O NOJO
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Imagem retirada da Wikipédia
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NOJO
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Enquanto os vermes sobem ao poder
E a podridão se infiltra nas ranhuras,
Os grandes são tão só caricaturas
Da grandeza ideal que dizem ter!
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O nojo aumenta e há náusea a renascer
Em todas as humanas criaturas
Que honraram outro Abril com partituras
Que só quem queria a paz podia ver
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Bem mais forte que o medo é esta injúria,
Esta infâmia de ver a coisa espúria
Que a vermina transporta enquanto o nojo
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Em nós sobe de tom, passa a agonia
E dói-nos tanto que a democracia
Não mais é sonho e cai como um despojo!
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Mª João Brito de Sousa
28.03.2024 - 15.00h
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A repulsa que sentimos, depois de tanta luta, ver os vermes a tomar conta das nossas vidas.
ResponderEliminarUm abraço.
L
Essa mesmo, L., que é bem mais forte do que todos os também justificados medos.
EliminarUm forte abraço
SONETO CERTEIRO
ResponderEliminarEM QUINTA-FEIRA SANTA
NUM CONTEXTO NOJENTO
EM QUE NEM O DIABO SE ESPANTA
Abraço enojado
Um soneto que tinha de ser escrito. Já me sinto bastante inútil por não poder sair às ruas, mais inútil me sentiria se deixasse que os receios me amordaçassem.
EliminarPara te dar um abraço, despojo-me do nojo por instantes
Bom e belo fim de Semana de doçuras
ResponderEliminare harmonia de Páscoa MJ, beijinhos
Bom dia ,
EliminarDoçuras? Não as provarei nesta Páscoa, mas pelo menos a depressão Nelson amainou e o sol sorri em Nova Oeiras.
Que tenhas uma Páscoa feliz!
Beijinhos
Os vermes bem podem subir, mas quanto mais subirem, maior será a queda.
ResponderEliminarExcelente, Maria João!
Um abraço do tamanho de um cravo de esperança.
Saúdo-o erguendo bem alto o meu pequeno cravo de Abril
EliminarA esperança aliada ao trabalho colectivo , definem bem o que este cravo representa para todos os que viveram Abril do lado certo da mudança.
Mais do que nunca precisaremos de esperança, bom senso e coragem para enfrentar o que aí vem.
Outro forte abraço