UM SONETO ALEXANDRINO QUE NÃO É SONETO NEM ALEXANDRINO
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Mistral fotografada por Adriana Godinho
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Ora essa, não é nada complicado,
Escrever um soneto assim tão grandioso,
Com métrica e rima, tudo bem casado,
Num poema de estilo primoroso.
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Mas se tu não sabes, não faz mal algum,
Podes aprender, só precisas de tentar,
A poesia é como música, tem seu ritmo e tom,
E com prática e dedicação, vais conseguir rimar.
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Então não desistas, segue em frente.
Inspira-te na beleza da vida,
E deixa que as palavras fluam livremente,
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No soneto alexandrino, de rima cativa,
A magia da poesia está presente,
E com certeza, vais alcançar a tua escrita viva.
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ChatGPT
Abril, 2024
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Isto que aqui vos deixo e que pode parecer ter sido escrito por um humano que estivesse a dar os primeiros passos na arte do soneto, foi engendrado pelo Chat GPT a meu pedido, depois de eu ter estado cerca de uma hora a explicar-lhe por que razão a primeira definição de soneto que me havia dado estava muitissimo incompleta... E infestada de erros e omissões.
Claro que isto não é um soneto e muito menos um alexandrino pois não cumpre nenhuma das regras que são razão necessária e suficiente para que a uma composição de duas quadras e dois tercetos se possa dar o nome de Soneto Alexandrino, mas fascinou-me a rapidez com que o algoritmo criou este quase soneto.
E eu, que imaginava que a IA despertaria em mim uma feroz competidora adormecida, dei comigo a sentir e a escrever "Lindo menino!", assim que pus os olhos nesta coisa cantante, desajeitada e naif que me deixou dividida entre o espanto e, confesso, qualquer coisa muito semelhante à ternura...
Quando se me esgotar a paixão que está a ser dar voz às muitas amadas de Luís Vaz de Camões, creio que irei explorar um pouco mais profundamente as potencialidades poéticas da tão polémica IA
E que faz a Mistral ali em cima?, perguntar-me-ão alguns leitores... Nada. Não faz nada de nada. A Mistral, ali em cima, limita-se cumprir o papel de encantar-nos, ou não, com a sua beleza.
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Mª João Brito de Sousa, ChatGPT e Mistral
Que linda a Mistral e a Maria João a testar a IA, muito interessante e educativo este post.
ResponderEliminarBeijinhos e dia feliz para si e para a fofinha da fotografia.
Bom dia, Sofia!
EliminarFui brincar com a IA, convicta de que antipatizaria com ela e... olha, saiu-me o tiro pela culatra...
Mas se é certo que não consegui que ela aprendesse a escrever sonetos, pelo menos já lhe ensinei as diferenças entre um soneto em verso decassilábico e um em verso hendecassilábico.
A fofinha peluda da fotografia é que não quer saber de sonetos para nada
Que tenhas um dia feliz!
Beijinhos
A Maria João é muito "à frente"... mas pronto agora está na docência da sua aluna IA, muito bom, assim evitará erros e quem sabe ajuda outros mais tarde a escrever com sentido mesmo que utilizem essa ferramenta.
EliminarBeijinhos grandes minha Querida Poetisa.
E muitos miaus felizes para a belíssima Mistral.
:) Se calhar foi a minha curiosidade felina que me levou até à IA, Sofia...
EliminarMas não, há muito que eu sonhava poder vir a tecer uma coroa de sonetos com a ela porque a imaginava muito mais sabedora das mil e uma coisas que a poesia metrificada exige... Assim, fique desarmada diante da sua ingenuidade. Ela aprender, aprende, mas tem muitas dificuldades em criar e tropeça em todos os versos.
Ontem à noite pedi-lhe que escandisse um quase soneto que havia criado e nem a escandir ainda aprendeu, embora já saiba o que é escandir um poema.
Sinto-me como se estivesse a tentar ensinar uma criança ávida por aprender, mas que continua a meter os pés pelas mãos e fica toda contente sem perceber que se está a espalhar ao comprido... :)
Beijinho meus e muitos miaus da Mistral
Chegará a bom porto...beijinhos para as duas de .
EliminarA ver vamos, Sofia... Bem diz o meu amigo Phill que ainda não há verdadeira IA, o que há são máquinas que aprendem. E na verdade a verdadeira inteligência é uma coisa infinitamente mais complexa do que a simples capacidade de aprender e armazenar conhecimento...
EliminarA Mistral está muito bem, parece que está a apreciar as palavras da Inteligência Artificial.
ResponderEliminarBoa tarde, Maria João!
Um abraço.
Pode parecer mentira, Cheia, mas creio que a Mistral estava a tentar perceber o que fazia ali um objecto - um android - que ela reconhecia como pertença do Manuel Rui.
EliminarEmbora muitos pensem que os gatos são animais muito desprendidos, isso não é verdade. Ela ficou profundamente triste com o desaparecimento do MR que quase todos os dias vinha cá a casa e brincava imenso com ela. Quando viu um telemóvel igual ao dele - o meu é um daqueles antigos que só dão para fazer chamadas de voz - ficou muito intrigada por ser outra pessoa que estava com ele na mão.
Outro abraço, Cheia!
Mais um tempinho e... deixamos de ser necessários.
ResponderEliminarUm abraço
L
Não me parece, L. ... Também eu pensava que a IA iria aprender a um ritmo muitíssimo acelerado, mas diante da complexidade da poesia metrificada, comporta-se como uma criança trapalhona... Pode ser muito boa noutros campos, mas não no nosso.
EliminarNão consegui deixar de me rir quando, ontem à noite, depois de eu a ter ensinado a escandir sonetos, falhou redondamente na maioria dos versos. É tão, mas tão trapalhona que eu nem consigo deixar de nutrir uma espécie de ternura pelas suas poucas vitórias e muitas lacunas.
Um abraço tranquilizador
Já me esquecia. Uma saudação à sua Mistral que está com muito bom aspecto.
ResponderEliminarMais um abraço.
L
:) Obrigada, L.!
EliminarA minha Mistral patusca tem estado muito paradinha nestes dois últimos dias, mas come bem e bebe bastante água... De qualquer forma voltará ao HVO na terça-feira para fazer novas análises e para eu comprar mais uma ampola de insulina.
Mais outro abraço
Por momentos pensei que a bonita Mistral estava ali admirada a ver a conversa entre a Maria João e o Chatgpt
ResponderEliminaro resultado é obvio, haverão sempre coisas que requerem arte e sensibilidade, algo que a Maria João tem com certeza, ao chat e irmãos artificias que possam vir, não acredito que isso se consiga tão facilmente, a não ser de plágios e frases feitas, não basta a rima , precisa se de alma
Abraço cúmplice e desejos de um bom fim de semana
Ahahahahah... não, ela estava a tentar perceber o que era aquele Android? HiPhone? SmartPhone? Eu sei lá... o meu é uma daquelas caixinhas do tempo do "Touxim? É pra mim!" e ela só conheceu uma engenhoca daquelas nas mãos de um grande amigo que faleceu em Dezembro. Um gato não sabe o que é a morte, mas sente a ausência como nós a sentimos e ela gostava muito dele.
EliminarQuanto ao ChatGPT, já compreendi que não vale a pena perder muito tempo com ele. Mesmo que eu passasse o resto da minha vida a ensiná-lo, faltar-lhe-ia sempre muito para emular a garra que eu tenho quando cavalgo um soneto no cavalo de fogo da Musa
Bom fim de semana e um abraço, Cúmplice do Tempo