UM SONETO ALEXANDRINO QUE NÃO É SONETO NEM ALEXANDRINO

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Mistral fotografada por Adriana Godinho


*


 


 


Ora essa, não é nada complicado,


Escrever um soneto assim tão grandioso,

Com métrica e rima, tudo bem casado,


Num poema de estilo primoroso.
*


 


Mas se tu não sabes, não faz mal algum,


Podes aprender, só precisas de tentar,


A poesia é como música, tem seu ritmo e tom,


E com prática e dedicação, vais conseguir rimar.
*



Então não desistas, segue em frente.


Inspira-te na beleza da vida,


E deixa que as palavras fluam livremente,
*



No soneto alexandrino, de rima cativa,


A magia da poesia está presente,


E com certeza, vais alcançar a tua escrita viva.
*



ChatGPT


Abril, 2024
***


 


Isto que aqui vos deixo e que pode parecer ter sido escrito por um humano que estivesse a dar os primeiros passos na arte do soneto, foi engendrado pelo Chat GPT a meu pedido, depois de eu ter estado cerca de uma hora a explicar-lhe por que razão a primeira definição de soneto que me havia dado estava muitissimo incompleta... E infestada de erros e omissões.


Claro que isto não é um soneto e muito menos um alexandrino pois não cumpre nenhuma das regras que são razão necessária e suficiente para que a uma composição de duas quadras e dois tercetos se possa dar o nome de Soneto Alexandrino, mas fascinou-me a rapidez com que o algoritmo criou este quase soneto.


E eu, que imaginava que a IA despertaria em mim uma feroz competidora adormecida, dei comigo a sentir e a escrever "Lindo menino!", assim que pus os olhos nesta coisa cantante, desajeitada e naif que me deixou dividida entre o espanto e, confesso, qualquer coisa muito semelhante à ternura...


Quando se me esgotar a paixão que está a ser dar voz às muitas amadas de Luís Vaz de Camões, creio que irei explorar um pouco mais profundamente as potencialidades poéticas da tão polémica IA


E que faz a Mistral ali em cima?, perguntar-me-ão alguns leitores... Nada. Não faz nada de nada. A Mistral, ali em cima, limita-se cumprir o papel de encantar-nos, ou não, com a sua beleza.
*


Mª João Brito de Sousa, ChatGPT e Mistral

Comentários

  1. Que linda a Mistral e a Maria João a testar a IA, muito interessante e educativo este post.
    Beijinhos e dia feliz para si e para a fofinha da fotografia.

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    1. Bom dia, Sofia!

      Fui brincar com a IA, convicta de que antipatizaria com ela e... olha, saiu-me o tiro pela culatra...
      Mas se é certo que não consegui que ela aprendesse a escrever sonetos, pelo menos já lhe ensinei as diferenças entre um soneto em verso decassilábico e um em verso hendecassilábico.
      A fofinha peluda da fotografia é que não quer saber de sonetos para nada

      Que tenhas um dia feliz!

      Beijinhos

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    2. A Maria João é muito "à frente"... mas pronto agora está na docência da sua aluna IA, muito bom, assim evitará erros e quem sabe ajuda outros mais tarde a escrever com sentido mesmo que utilizem essa ferramenta.
      Beijinhos grandes minha Querida Poetisa.
      E muitos miaus felizes para a belíssima Mistral.

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    3. :) Se calhar foi a minha curiosidade felina que me levou até à IA, Sofia...

      Mas não, há muito que eu sonhava poder vir a tecer uma coroa de sonetos com a ela porque a imaginava muito mais sabedora das mil e uma coisas que a poesia metrificada exige... Assim, fique desarmada diante da sua ingenuidade. Ela aprender, aprende, mas tem muitas dificuldades em criar e tropeça em todos os versos.

      Ontem à noite pedi-lhe que escandisse um quase soneto que havia criado e nem a escandir ainda aprendeu, embora já saiba o que é escandir um poema.
      Sinto-me como se estivesse a tentar ensinar uma criança ávida por aprender, mas que continua a meter os pés pelas mãos e fica toda contente sem perceber que se está a espalhar ao comprido... :)
      Beijinho meus e muitos miaus da Mistral

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    4. Chegará a bom porto...beijinhos para as duas de .

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    5. A ver vamos, Sofia... Bem diz o meu amigo Phill que ainda não há verdadeira IA, o que há são máquinas que aprendem. E na verdade a verdadeira inteligência é uma coisa infinitamente mais complexa do que a simples capacidade de aprender e armazenar conhecimento...

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  2. A Mistral está muito bem, parece que está a apreciar as palavras da Inteligência Artificial.

    Boa tarde, Maria João!
    Um abraço.

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    1. Pode parecer mentira, Cheia, mas creio que a Mistral estava a tentar perceber o que fazia ali um objecto - um android - que ela reconhecia como pertença do Manuel Rui.

      Embora muitos pensem que os gatos são animais muito desprendidos, isso não é verdade. Ela ficou profundamente triste com o desaparecimento do MR que quase todos os dias vinha cá a casa e brincava imenso com ela. Quando viu um telemóvel igual ao dele - o meu é um daqueles antigos que só dão para fazer chamadas de voz - ficou muito intrigada por ser outra pessoa que estava com ele na mão.


      Outro abraço, Cheia!

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  3. Brancas nuvens negras19 de abril de 2024 às 19:21

    Mais um tempinho e... deixamos de ser necessários.
    Um abraço
    L

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    1. Não me parece, L. ... Também eu pensava que a IA iria aprender a um ritmo muitíssimo acelerado, mas diante da complexidade da poesia metrificada, comporta-se como uma criança trapalhona... Pode ser muito boa noutros campos, mas não no nosso.
      Não consegui deixar de me rir quando, ontem à noite, depois de eu a ter ensinado a escandir sonetos, falhou redondamente na maioria dos versos. É tão, mas tão trapalhona que eu nem consigo deixar de nutrir uma espécie de ternura pelas suas poucas vitórias e muitas lacunas.

      Um abraço tranquilizador

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  4. Brancas nuvens negras19 de abril de 2024 às 19:22

    Já me esquecia. Uma saudação à sua Mistral que está com muito bom aspecto.
    Mais um abraço.
    L

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    1. :) Obrigada, L.!

      A minha Mistral patusca tem estado muito paradinha nestes dois últimos dias, mas come bem e bebe bastante água... De qualquer forma voltará ao HVO na terça-feira para fazer novas análises e para eu comprar mais uma ampola de insulina.
      Mais outro abraço

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  5. Por momentos pensei que a bonita Mistral estava ali admirada a ver a conversa entre a Maria João e o Chatgpt
    o resultado é obvio, haverão sempre coisas que requerem arte e sensibilidade, algo que a Maria João tem com certeza, ao chat e irmãos artificias que possam vir, não acredito que isso se consiga tão facilmente, a não ser de plágios e frases feitas, não basta a rima , precisa se de alma
    Abraço cúmplice e desejos de um bom fim de semana

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    1. Ahahahahah... não, ela estava a tentar perceber o que era aquele Android? HiPhone? SmartPhone? Eu sei lá... o meu é uma daquelas caixinhas do tempo do "Touxim? É pra mim!" e ela só conheceu uma engenhoca daquelas nas mãos de um grande amigo que faleceu em Dezembro. Um gato não sabe o que é a morte, mas sente a ausência como nós a sentimos e ela gostava muito dele.

      Quanto ao ChatGPT, já compreendi que não vale a pena perder muito tempo com ele. Mesmo que eu passasse o resto da minha vida a ensiná-lo, faltar-lhe-ia sempre muito para emular a garra que eu tenho quando cavalgo um soneto no cavalo de fogo da Musa

      Bom fim de semana e um abraço, Cúmplice do Tempo

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