COM A VOZ QUE TRAZEMOS NAS MÃOS
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COM A VOZ QUE TRAZEMOS NAS MÃOS
*
Nestes punhos magoados que se cerram
Por razões bem mais fortes do que a dor,
Eu trago estas palavras que se elevam
Como as de outro qualquer trabalhador
*
E, se morrer sem voz porque me enterram
Tentando refrear o meu ardor,
Jamais terei traído os que delegam
A voz na voz de quem lhes dá valor!
*
Ah, nunca mais o medo a meias-vozes!
Não mais a submissão aos tais algozes
Que vão escavando abismos financeiros
*
Entre um punhado de ´bem recheados`,
E os infindos milhões de injustiçados
Que esse abismo transforma em prisioneiros!
*
Maria João Brito de Sousa
04.10.2011 – 02.18h
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Palavras que são punhos!
ResponderEliminarViva o 1º de Maio.
Um abraço, Maria João!
Viva o 1º de Maio, Cheia!
EliminarOutro abraço
Um Soneto que é um Hino ao Trabalhador, trabalhe ele com a picareta, a caneta ou
ResponderEliminarquaisquer utensílios usados em todo o tipo de labor.
Nunca refreei o seu ardor nesta luta pela justiça e por uma sociedade mais equitativa. E se a voz lhe enfraquecer que não fique fraca a força das suas mãos. Para teclar, bem entendido!
Gostei especialmente da 1ª quadra, embora todo o poema se vá ajustando ao Dia que hoje se celebra.
Um beijinho e tudo de bom, Maria João.
Obrigada, Janita!
EliminarNunca me conformei nem conformarei com a exploração do homem pelo homem, isso é bem verdade e este soneto escrito em dois mil e onze é um dos que melhor a retratam. Tenho vários dedicados ao 1º de Maio, mas só hoje os reencontrei nas memórias do Facebook. Tenho de dar mais atenção às "tags" porque tenho dificuldade em encontrá-los aqui, no Blog.
Beijinho e tudo de bom para si também!
Perdão, eu quis dizer 'refrei' e escrevi como se falasse de mim: 'refreei' .
EliminarMas a Mª João é boa entendedora.
Abraço
Sou sim, Janita, e também estou cada vez mais habituada aos meus crescentes erros tipográficos. Só fico triste quando os encontro nos meus sonetos. Nos comentários todos estamos muito mais descontraídos do que nas publicações.
EliminarOutro abraço
O dia dos que, com a sua produção, permitem a alguns ter mansões de luxo enquanto esses que lhes dão os lucros para comprar as mansões, por vezes nem casa têm.
ResponderEliminarGostei do seu glorioso soneto.
VIVA O 1°DE MAIO.
Um abraço.
L
Viva o 1º de Maio, L.!
EliminarOutro abraço
Boa noite, Maria João
ResponderEliminar"Não há dia
Nem noite p’ra ’smorecer
Serão horas de raiva e alegria
Que temos p’rós vencer.
Sempr’ unidos
P’ra fazermos um novo amanhecer."
"A palavra é uma arma, depende da raiva e da pontaria"
Zé Onofre
Boa noite, Zé Onofre :)
EliminarComo já lhe disse, outras armas não tenho e disparo sempre às cegas, nunca sabendo a quem atingirei. Raiva/garra não me falta, mas peco invariavelmente pela pontaria...
Boa noite e um abraço
Já de madrugada
EliminarComo dizia o "Outro", olhe que não, olhe que não". Os olhos podem ver mal, mas a inteligência vê bem o inimigo a vencer.
Zé Onofre
Olá de novo, Zé Onofre
EliminarAté eu que vivo para aqui fechada num pequeno apartamento, percebo que atravessamos um momento muitíssimo difícil. Mas quem pensou que "trocar o passo ao descompasso" fossem favas contadas? Ou que fosse um "veni, vidi, vinci"? Eu não, com toda a certeza.
Outro abraço
Bela quinta feira em harmonia, e agradável MJ, beijinhos
ResponderEliminarBela quinta-feira também para ti,
EliminarPor aqui está sol, mas a temperatura está abaixo do normal para esta época do ano
Beijinhos