O DIA EM QUE O MAR TREMEU - Reedição
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O DIA EM QUE O MAR TREMEU
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"A vista embebe na amplidão das vagas"
A velha mãe do jovem pescador
Mas nada enxerga além de pranto, dor
E um mar que, de tão cru, criava garras
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Há quantos dias levantara amarras
E se fizera ao mar o seu amor,
O seu menino pleno do vigor
E da alegria própria das cigarras?
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Sobre o areal branco o negro vulto
Confronta o mar num derradeiro insulto
Ao azul impassível que o roubara
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E, toda raiva e fúria, avança agora
Rasgando as águas em que o filho mora:
Pra quê esperar se a dor já a matara?
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Mª João Brito de Sousa
20.06.2022 - 13.45h
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Poema criado a partir do verso final do soneto MATER DOLOROSA de Gonçalves Crespo e inspirado
pelas glosas feitas por Joaquim Sustelo ao mesmo texto poético.
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Bonita homenagem MJ
ResponderEliminarBom dia, bom e belo dia, beijinhos
Bom dia,
ResponderEliminarObrigada. Hoje tenho duas amigas a precisarem de mim porque estão pior do que eu... Não devo poder andar muito mais tempo por aqui ...E também não sei como as hei-de ajudar, que nisto de força de braços e amparos, já dei o que tinha a dar. Agora é como dizer "diz o roto ao nu.."
Beijinhos
E que belo é este poema sobre a tragédia dos que ficam no mar para sempre e dos que ficam mortos em vida.
ResponderEliminarUm abraço.
L
Obrigada, L.
ResponderEliminarA dura vida dos homens e mulheres que do mar retiram o seu e nosso sustento, sempre me inspirou profunda admiração.
um forte abraço