SONETO SEM TÍTULO IX
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Imagem gerada pelo ChatGPT
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SONETO SEM TÍTULO IX
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Vamos lá preparar-nos para a guerra
Com fisgas e forquilhas e bengalas
Pra tentar defender a nossa terra
De bombas de neutrões... e de cabalas!
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Sei bem quanto a ameaça nos aterra:
De nada servirá fazer as malas
E correr para o mar ou para a serra,
Que de mísseis fugimos, não de balas!
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Quem disse "sim" aos yankees na Terceira
Hipotecando assim as nossas vidas,
Os nossos sonhos, as nossas vontades?
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Quem põe em risco a pátria toda inteira?
Quem a quer ver coberta de feridas?
Quem nos envolve em tais cumplicidades?
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Mª João Brito de Sousa
25.06.2025
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Boa noite, Maria João
ResponderEliminarEntre a tristeza, a impotência e a destruição, restará algo para nos elevar de novo ao Sonho?
Para já só lamentos, à espera que consigamos virar o vento.
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Era uma vez
Um simples cano de arma,
Jarra improvável
Para um cravo vermelho.
Era uma vez
Um povo inocente
Acordado de um pesadelo profundo
Que acordou numa onda de paz emergente.
Era uma vez
Um povo que inocente acreditou
Que naquela arma florida,
A guerra para sempre acabou.
É agora
Um povo entre o triste e o destruído
Que sente, a cada a hora,
«o dia inicial inteiro e limpo»
Ser estupidamente traído.
Zé Onofre
Boa e bela terça feira em toda a harmonia, bom dia MJ
ResponderEliminarBeijinhos
Bom dia. Zé Onofre.
ResponderEliminarObrigada por comigo partilhar este seu poema.
Quanto à pergunta que me faz, tenho de lhe responder que sim, que apesar de tudo e ainda que possa parecer pouco racional, ainda guardamos dentro de nós um espaçozinho para o sonho...
O sonho é uma coisa muito difícil de matar: só morre connosco.
Mas tem toda a razão quando diz que "o dia inteiro, inicial e limpo" "foi estupidamente traído"
Um abraço
Olá,
ResponderEliminarQue seja bela e harmoniosa a tua terça-feira.
Embora a minha Musa esteja muito, muito pertinentemente furiosa, ainda consegue festejar o Verão, que é isso que, a par disto que lês lá em cima, tem estado a fazer desde que, ontem, chegou do hospital veterinário.
Beijinhos
A guerra domina o pensamento da Marca João.
ResponderEliminarO poder e a influência das armas nucleares também me preocupam. Essas armas são de facto de enorme importância e podem influenciar o pensamento e as decisões de muitas pessoas, principalmente por causa do seu poder destrutivo e do perigo associado ao mundo.
Abraço amigo nesta terça-feira preguiçosa e tranquila.
Sim Teresa, tem toda a razão: estou muitíssimo preocupada com o que está a acontecer no mundo que nos mostra um cenário bastante semelhante ao que nos conduziu à segunda guerra mundial cuja potência assassina se aperfeiçoou muitíssimo nas últimas décadas.
ResponderEliminarComo não são poucos, nem meigos, os muitos doidos varridos que comandam as grandes potências, embora a minha Musa vá dando uns pulinhos até ao Facebook para festejar o São João e as belezas do Verão com o poeta Custódio Montes, quando esse abraço poético pára por umas horas ou minutos, as suas/minhas preocupações voltam a centrar-se sobre a humanidade e o seu cada vez mais periclitante futuro.
A Mistral, essa portou-se muito bem no hospital veterinário onde ontem lhe tiraram sangue para uma análise à frutosamina e agora dorme directamente sobre o chão para aproveitar o fresquinho dos azulejos.
Abraço daqui, desta Oeiras que está a ficar um tanto bipolar com a quase total indiferença de uns e a evidente preocupação de outros
Um soneto perfeito para um tempo muito imperfeito, minha cara amiga.
ResponderEliminarTambém me preocupo muito...que mundo deixaremos aos vindouros?
Um beijinho com desejos de que a saúde esteja sob controlo.
É exactamente isso que me preocupa, Ana; que futuro para os que agora são crianças e jovens?
ResponderEliminarQuanto a mim, o meu INR anda tão instável quanto o mundo - iNR representa o factor de coagulação do sangue -o que me obriga a andar sempre a pedir ao Rogério que me leve ao ACES Oeiras para fazer a avaliação e ajuste da medicação.
Obrigada e um beijinho para si também
A guerra acabou, o genocídio continua.
ResponderEliminarBoa noite, Maria João.
Um abraço.
Boa noite, Cheia.
ResponderEliminarO genocídio. infelizmente, continua e, segundo li, o acordo de paz nem três horas durou.
Um abraço
Saúdo solidário o seu poema. Temos consciência e choramos no nosso íntimo.
ResponderEliminarUm abraço revolucionário.
L
Obrigada, L.
ResponderEliminarPara si, o meu forte abraço revolucionário