GARANTO QUE CRESCI

Eu e o meu pai no Jardim Botânico

Fotografia de minha mãe

*


GARANTO QUE CRESCI

*

 

Perdidamente amei, perdidamente cri

Naquilo que perdi do tanto que encontrei

E evoco o que não sei se vi ou se não vi

Até que encontre aqui quanto aqui procurei.
*

 

Tentando honrar a lei que não reconheci,

Jamais lhe resisti, jamais a confrontei,

Mas se pouco lhe dei, bem menos lhe pedi

E se acaso menti, a mim me castiguei
*


Amo o chão que pisei, a terra em que nasci,

A chama em que aqueci os sonhos que engendrei

E as rimas que entrancei nas cordas que teci
*


Dos versos que escandi às telas que pintei,

Do quanto gargalhei às mágoas que engoli,

Garanto que cresci... E juro que gostei!
*

 

©Maria João Brito de Sousa

13.06.2020 – 17.39h
***

 

Soneto em verso alexandrino com rima entrançada

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