SONHOS E FILHÓS

SONHOS & FILHÓS
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Memórias
e
Singularidades
Da Casa do Dafundo
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Quão pálida era a lua e longínqua era a voz
Que chamava por nós na esquina dessa rua
Em que o som desagua em rio sem mar nem foz...
Junto de seus avós cresceu ardente e crua
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Quem hoje os perpetua em sonhos e filhós:
Tudo passa veloz, tudo em paixões se estua,
Mas nada desvirtua os que morreram sós,
Fechados como a noz sobre a memória sua
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O tempo não recua assim tão facilmente,
Nem se rende a semente à mão que à terra a lança,
Que a Vida, como a dança, acaba de repente
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E quem bailar não tente ou rejeite a mudança,
Enverga a desconfiança, amua descontente
E invariavelmente a esquece enquanto avança.
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©Maria João Brito de Sousa
20.10.2021 - 14.30 h
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Soneto em verso alexandrino com rima entrançada
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