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25 DE ABRIL, 1974

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APERTO(S)

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  Ler  aqui, se faz favor.

UM SOPRO...

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NUM SOPRO... * Se por mais que me busque ando perdida E por muito que escute o som me escapa, Como encontrar-me neste imenso mapa Daquilo em que fui garra e força e vida? * Como voltar a mim se fui traída Por um corpo que oscila e que derrapa Na ausência do que foi quando, sem capa, Me deixava, de sons, farta e vestida? * Hoje, porém, a música voltou; Um sopro, um só, mas isso me bastou Pra esculpir um poema tosco e breve. * Chegou num nada e logo se findou Mas sendo um quase nada conquistou Este pouco de mim que agora o escreve. * Maria João Brito de Sousa – 25.03.2019

BLOG SUSPENSO, ABERTO A LEITURA

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Por motivo de doença grave e prolongada da autora, este blog encontra-se temporariamente (?) suspenso, ainda que aberto a leitura.   Seja muito bem-vindo/a a estes onze anos de profunda paixão pelo soneto.

DA GRALHA - A Bainha Descosida

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DA GRALHA (A Bainha Descosida) * Das gralhas que passam vestindo sorrisos, Dos gestos precisos que, acaso, as refaçam, Das névoas que embaçam contornos concisos Dos passos nos pisos que nos ameaçam * Se súbito passam a lisos, tão lisos Que aos próprios sorrisos ali despedaçam Sem que outros renasçam. Sisuda e sem siso, Compõe longo friso, a gralha, se a caçam. * Letrinha a letrinha me força a escrever, Só para a não ver a tornar-se rainha Da escrita que é minha, enquanto eu puder. * Mas se eu a esquecer e escrever mais asinha, A maldosa gralhinha vai sem se deter Esgaçar, descoser, do vestido, a bainha. *   Maria João Brito de Sousa – 28.01.2019 – 11.05h

ORA PAPOILA, ORA FRAGA II

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ORA PAPOILA, ORA FRAGA II * Não me levem as asas. Pouco ou nada Me vai restando do que em tempos tive E nem a rocha bruta sobrevive Caso em cascalho seja transformada * Se progressivamente triturada Até que recidive e recidive Na total frustração que a prenda e prive De ser flor, sendo rocha assoreada. * Devo-me à vida até que a morte chegue E, antes que soe a hora da partida, À vida entrego o que me foi entregue * Multiplicada, se diminuída, Entre o que me esclareça, o que me cegue E aquilo que colhi, sendo colhida. * Maria João Brito de Sousa – 26.01.2019 – 12.33h       Imagem retirada  daqui

SONETO ESCRITO PARA UM DESAFIO PROPOSTO NO "HORIZONTES DA POESIA"

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REFLEXÃO EM QUEDA LIVRE * Reboa qual aço e desfaz-se em brancura, Caindo sem cura do alto do espaço E mal me refaço de vê-la tão pura Entro na aventura, descrevo-a num traço, * Como se, em abraço, lhe ousasse a candura E na partitura soltasse esse laço... Sei bem que o não faço, que o sonho não dura, Mas sonho é procura e sem sonhos não passo. * Se eterna, se breve, depressa, depressa Sei que recomeça, que faz o que deve, Qual branca de neve que não desfaleça * E bem reconheça que tudo prescreve; Tão grande e tão leve... apenas promessa, Ou firme confessa de a quanto se atreve? * Maria João Brito de Sousa – 20.01.2019 – 12.18h