TRISTE * Estou triste e sou palmeira degolada sou ave derrubada em pleno voo, palavra em que tropeço e me magoo por sabê-la indefesa e maltratada... * Tão triste! Às vezes fico tão magoada que nem sei s`inda sou, se só destoo dos “grandes”, na pobreza em que me roo e em que, inteira, me vejo mergulhada * Mas, na mesma palavra em que me doo, me espelho, me confundo e sei que soo conforme soa a coisa inacabada, * Sou verso e, nesse verso, o verbo arpoo; mais triste ou menos triste, ainda ecoo inda que melhor fora estar calada. * Maria João Brito de Sousa – 02.04.2015 – 17.54 * Eu, fotgrafada por Carlos Ricardo - 2014