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PROCURO?

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"CIDADES NÃO POLUÍDAS"

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RAZÃO

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RAZÃO *   Chegaste escondida nas asas do tempo: És ré sem sentença nem culpa formada E germe da força que (in)gere o talento Duma humanidade confusa e cansada * Encontro-te sempre. Não te oiço um lamento Que a raiva - até ela! - se quer registada Num ficheiro próprio e num só documento Conquanto te nasça por tudo e por nada... * Chegaste e provaste de todos os frutos: Exultaste os partos, choraste os teus lutos, Sonhaste os teus sonhos, lavraste o teu chão... *   Hoje destronada, Razão que aqui canto, Quem ousa remir-te envergando o teu manto Que sempre foi pródigo e fértil, Razão? *   Mª João Brito de Sousa 16.07.2022 - 12.40h ***   Gravura de Francisco de Goya

LOUCURA...

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... ou um "router" avariado...  confira aqui, por favor.

"CUIDADO COM O CALOR" !

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Refresque-se  aqui

A CENSORA

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A CENSORA *   Perdidas nos gestos das gentes nas ruas, Apaguem-se as luas que o resto... são restos, Passageiros, lestos, de memórias cruas, Secretas, tão tuas que as guardas em cestos... * Presságios funestos que ferem quais puas Erguidos nas gruas dos grandes pretextos Parecem-te honestos assim que os intuas... Navegam faluas no cais dos protestos * Agitam-se os estros, gemem as guitarras E as novas cigarras dos becos de outrora, Filhas de Pandora, reforçam amarras *   Que há raiva nas garras da dor que alguém chora Enquanto devora códigos de barras: De plástico, as parras, de plasma, a censora. *   Mª João Brito de Sousa 11.07.2022 - 17.00h *** Sonetos da Matrix

QUEM ISTO EM SI SENTE

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QUEM ISTO EM SI SENTE *   Nós que cultuamos as sonoridades E expomos verdades nos versos que ousamos, Que nos desnudamos de culpa e vaidades Derrubando as grades contra as quais chocamos, *   Nós que aqui nos damos em espanto e vontades Nas cumplicidades de quanto sonhamos, Saudáveis, insanos, com ou sem saudades, Nos campos, cidades ou onde estejamos, *   Nós, os que criamos compulsivamente Roçando a tangente dos limites nossos Com nervos e ossos que, subitamente, *   Crescem qual semente e nos tornam colossos Que em vez de destroços voltam a ser gente... Quem isto em si sente, pode quanto eu posso! *   Mª João Brito de Sousa 01.07.2022 - 14.30h *** Aos poetas em geral e aos sonetistas, em particular.