MARIA-SEM-CAMISA III
Maria-Sem-Camisa III
É uma sem camisa, essa Maria
Que vive, noite e dia, na canseira
De escrever os sonetos que Deus queira
Como se fosse alguma mais-valia
E há quem já nem lhe ature a teimosia
Quando ela, a "poetar" dessa maneira,
Não escuta nem consente à sua beira
Quem quer que lhe interrompa a fantasia.
Maria-Sem-Camisa nunca pára,
Teclando ou rabiscando até se esquece
Que o mundo gira ainda ao seu redor
E que ela será sempre uma ave-rara
Porque não muda nunca... até parece
A cada ano que passa estar pior.
Maria João Brito de Sousa - 17.01.2008 - 02.56h
Comentários
Enviar um comentário