MEU AMO, O MAR...

 MEU AMO, O MAR


*


 


 


Meu amo e meu senhor das ondas bravas,


Dos líquidos abismos insondáveis,


Que prometendo amor`s inconfessáveis


Me vão trazendo as horas como escravas,


*


 


Meu senhor das marés, o que me davas


Se obedecesse a apelos impensáveis


Das ondas que parecem sempre amáveis?


Também a mim, será que me afundavas?


*


  


Ó mar das profundezas ilusórias,


Como entregar-me a ti se tão bem sei


Que essas tuas promessas são traidoras?


*


 


 


E  surgem, de repente, estas memórias


Dos medos ancestrais que ainda herdei


De quantos te entregaram suas horas...


*


 


 


 


Maria João Brito de Sousa - 29.01.2008 - 10.58h


 


 


 

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