O PREÇO

 


 


 


O PREÇO


*


 


 


Eu pago o alto preço da loucura


Por quanto sou, por quanto quero ser!


Pagar-vos-ei da forma que puder,


Enquanto me não chama a sepultura


*


 


Talvez pague em moeda de ternura


E depois, venha lá quanto vier,


Possa cantar melhor que o que souber


Para encher-vos de luz na noite escura


*


  


Com versos o farei, ou com pintura,


Imaginando a carta-de-alforria


Do sangue que por mim for derramado


*


 


Enquanto sobre um esboço da candura


Que teima em não morrer, na alegoria


De alguém que ora foi fraga, ora anjo-alado.


*


 


 


Maria João Brito de Sousa - 22.01.2008 - 12.56h


 


(Reformulado a 15.11.2015)


 


 


 


 


 


 


 


 

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