UMA LUZ NO FUNDO DO MAR

 


UMA LUZ NO FUNDO DO MAR


*


 


 


Meu castelo de sal em lua-cheia,


A renda que debrua as tuas vagas


E pontilha de branco as duras fragas,


Vem, às vezes, lançar-me, sobre a areia,


*


 


Gotinhas desse mar que bebo à ceia...


De ti, mar, que fugias e voltavas


Nas ondas que obedecem como escravas


Aos mais fúteis caprichos das sereias.


 


*


 


Assim, singro este mar que me conduz


À nascente de mim no infinito


E a templos de água e sal sobre ilusões.


*


 


Fala-me, essoutro abismo, doutra luz


E eu, quando oiço o mar, quase acredito


No mundo imaginário dos tritões.


*


 


 


 


 


Maria João Brito de Sousa - 29.01.2008 - 16.06h


 


 


 


 

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