NAUFRÁGIO... OU TALVEZ NÃO...


 


P`ra onde me encaminho, nunca o sei...


Perdi a minha bússola no mar!


Talvez um dia a volte a encontrar...


Qu`importa o que perdi, se o não paguei?


.


É transparente, o mar onde encontrei


A bússola que não quisera achar...


P`ra que quero um ponteiro de apontar


Um mar que tantas vezes naveguei?


.


A Jangada-de-Acasos não tem rumo,


É ela o meu destino, o meu caminho,


Flutua porque é feita de ilusões...


.


De terra alguém me faz sinais de fumo...


Fecho os olhos! Não vejo! Sou ceguinho!


Amparai-me, ó sereias e tritões!


 


Maria João Brito de Sousa -25.02.2008


.


Para o Poeta António de Sousa, por ser uma perfeita metáfora da sua vida nos últimos anos... e porque, na sua colossal ironia, o poderia ter escrito.


Oeiras, 25 de Fevereiro de 2008 - 16.53h

Comentários

  1. Hoje também me sinto um pouco assim...
    Já li o anterior. Fico com pena de não ter conseguido fazer o que queria, mas cada coisa de cada vez.
    Ainda há-de ser uma poetisa famosíssima! :)

    Desejo as suas melhoras e uma boa noite.

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    1. Obrigada Oásis! Estou segura de que ainda terei o livro! Se não for agora pode ser em homenagem póstuma.he, he... brincadeirinha...

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  2. Não que o poema nâo esteja do meu agrado, que está e mais uma vez parabens a ti...vulcão de poesia.

    Mas qdo se fala de jangada....lembro-me sempre de uma ( e unica ) sova que o meu Pai me deu, axo que teria mais ou menos 8-9 anitos e a brincadeira antes e depois da escola era andar de jangada numa lagoa que se formava em terreno barrento mesmo perto da escola, a malta construi-a as suas jangadas e toca de arregaçar as calças e enfiar-se naquele lamaçal.
    O velho já me tinha avisado milhentas vezes até ao dia que me apanhou em cheio a andar de jangada e tumba, toma lá disto. Ioi.


    Bêjuuuuuuuu

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    1. Ó meu querido Frágil! Eu hoje estou sem tempo nenhum porque estou realmente doente e tenho de tomar uma séri de diligências, entre ir ao médico e enviar os trabalhos para o Prémio Literário. Mas achei muita graça às memórias que o meu soneto te suscitou!
      Ai, que me dói tudo quando rio!
      Blogabraço!

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    2. e tumba frágil...tou a ver coitado do Pá...
      passou as passinhas do alenteju contigu hehehehe...

      bejuuuuuuuuuuuuuuuuu

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