PEQUENA HOMENAGEM A ALBERTO CAEIRO

UMA ESMOLA PARA UM REI QUE VAI NU...


.


Tu pensas ser o rei... mas rei de quê?


Dum mundo mat`rial, duma nação?


Acaso conheceste uma prisão


Maior do que o olhar de quem não vê?


.


A flor, o rio, o céu aqui ao pé


E tu julgas-te rei, mas és, em vão,


Apenas um a mais na multidão


Que pensa tudo ser e nada é...


.


Uma flor, uma só... o mundo é meu!


Um gato, um velho gato de telhado,


Tem mais do que tu tens, é bem mais rico!


.


Tu pensas ser o rei ma,,,s rei sou eu


Que VEJO e sinto e sei... tenho a meu lado


Tudo aquilo que existe e te dedico!


.


Maria João Brito de Sousa - 24.02.2008 - 11.4h


 


Continuando (muito humildemente) a dar voz a A. Caeiro


(Que o Mestre me perdoe. A minha "voz" saiu-me assim...)

Comentários

  1. Consigo ver os traços... mas talvez o soneto não seja a forma mais adequada de expressar alberto caeiro... só uma sugestão:)

    Bom trabalho*

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    Respostas
    1. E tens toda a razão. Mas eu atrevi-me a ser diferente. Não queria imitá-lo, queria que a MINHA voz desse continuidade à voz dele.
      E eu, neste momento, estou apaixonada pelo soneto Camoniano em decassílabo heróico.
      Este é um híbrido de nós dois. Digamos que é um filho espiritual de Alberto Caeiro e Maria João. Uma combinação genética original, não é?
      Blogabraço!

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