TERCEIRO AUTO-RETRATO


TERCEIRO AUTO-RETRATO


*


Meu porte de cantiga por cantar,


De ideia inacabada e já nascendo


Ainda uma outra ideia por esboçar


No poema que fui e que vou sendo,


 *


Castelo de ilusões em tom lunar,


Satélite do mundo em que me centro;


Se todas as janelas dão pr`o mar,


As portas, todas, abrem para dentro



Meus olhos, onde a pátina do tempo


Tornou mais negro o negro do carvão,


Sabem de cor a dor e o sofrimento,


 *


Mas calam, bem calado, o seu talento


De verem muito mais que outros verão,


Num olhar que vagueia, desatento


 *


 


Maria João Brito de Sousa  18.02.2008 - 14.10h

Comentários

  1. Muito giro este poema.
    bj

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  2. Não falha...mais um poema lindissimo.

    Amiga e que tal de chuva?! parece que foi a doer.
    Bjs

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    Respostas
    1. É. Foi mesmo a doer. E atenção porque a previsão é de que vai piorar para amanhã!

      Eliminar

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