UM MAR CÁ DENTRO...

UM MAR CÁ DENTRO


 


 


Sabe-me a boca a sal. O meu menino


Há tanto que partiu e mesmo agora


Existe, em mim, um mar que quando chora


Se veste inteiro de um azul divino.


 


 


Nunca mais voltará, o pequenino,


Foi para o céu azul onde hoje mora


E nunca saberei qual é a hora


De poder partilhar o seu destino.


 


 


Sabe-me a boca a sal. Talvez do mar...


Talvez, cá dentro, o sangue tenha sal,


Por isso a minha boca está salgada


 


 


E chora, cá por dentro, e quer calar,


Mas tanto mar cá dentro faz-me mal,


Sabe-me a boca ao sal, de estar calada.


 


 


 


 


 


Maria João Brito de Sousa 10.02.2008


 


 


10.02.08 - 01.00h


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