A MONTANHA DAS CONFUSÕES

Dispersa em tantas coisas que já fiz,


Remendo, humana peça desigual,


Impregno o que não fiz dum sonho tal


Que bem posso dizer que sou feliz...


 


Mas tantas coisas fiz, do que não quis,


Que assumir frustrações deu-me, afinal,


O pão que alimentou o Eu real


Daquilo que é carnal, mas nunca o diz...


 


Cada Centro de Emprego é, no país,


A estação derradeira, o terminal


Do reino de um sistema em disfunção


 


E a porta - que se fecha no nariz... -


O trambolhão do último ideal


Do alto da montanha, em confusão...


 


 


Maria João Brito de Sousa - 25.03.2008 - 12.46h


 


 


No comboio, às 14.06h


.


Peço a todos os amigos que tenham a bondade de me visitar hoje, que dêem uma vista de olhos ao Post anterior e vão ao  http://ajudafabio.blogspot.com


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