A CHAVE DE OURO
Chave-de-Ouro:
- Eu fecho-te onde o sonho recomeça
E volto onde outro sonho, adormecido,
Fizer soar um tímido vagido
Pr´a resolver o puzzle, peça a peça.
Serei a Chave de Ouro de um soneto,
A que encerra o poema e tudo explica,
A que o torna soneto, o justifica
E por fim lhe dirá que estácompleto.
Soneto:
- Sendo aberto com chave que é de prata,
Sigo em harmoniosas, curtas linhas
Até que a Chave de Ouro enfim me feche
E, tendo o seu segredo, o que me mata
Neste tecer-me assim de rimas minhas,
É que onde ela me encerra, o sonho cresce...
Maria João Brito de Sousa - 31.03.2008 - 12.49h
(Reformulado a 10.03.2016)
Não sei bem porquê, mas este soneto deu-me assim um sensação... que não sei explicar. Mas mexeu comigo!
ResponderEliminarGostei muito!
Hoje quero dar-lhe um abraço!
Obrigada Blue Eyes! Sentei-me no teu banquinho, enquanto estavas fora. Espero que me desculpes o atrvimento, mas penso gozar de alguns privilégios concedidos por estes cabelos que vão embranquecendo...
EliminarAinda bem que gostaste. Este soneto é muito simbólico e tem a pretensão de ser didático...
A Chave de Ouro existe enquanto conceito de "fecho de um soneto". Todo o soneto é
construído em torno de uma série de pequenas regras que lhe dão esta "musicalidade" toda.
Um bom soneto deve começar com "Chave de Prata" e acabar com "Chave de Ouro".
Quando se conseguem "intuir" a musicalidade e o ritmo do soneto, descobre-se que ele é uma "pequena canção" com uma melodia muito própria e, segundo recentemente descobri, um magnífico veículo para os sonhos e os ideais!
Abraço!
Olá Maria João!
ResponderEliminarComo gostei do soneto...
Gostei também da explicação/resposta ao comentário anterior...
Com a amiga estou sempre a aprender...
1 abraço!!! António
Amigo! Não acredito que possa ensinar muito a uma pessoa que tem dois blogs dedicados à poesia! Mas é muito amável da suaparte!
EliminarAbraço!
Olá.
ResponderEliminarSou nova por aqui.
Vi o sou blog no blog de uma amiga, e como me cheirou a poesia, resolvi vigiar.
Adoro poesia, desde os meus tempos de liceu.
E como tal adorei os seus.
Parabéns.
Lala (",)
Obrigada Lala! Venha sempre que quiser! Quem gosta de poesia é sempre muito bem vindo!
EliminarAbraço!
Olá, minha amiga poetisa:
ResponderEliminarAi os gatos, os gatos... Já tive tantos gato e agora não tenho um sequer. O amor do reino animal da minha vida já está com os deuses.
Catorze anos esteve comigo como um fiel amigo e ouvinte das minhas loucuras.
Deixe-me dizer-lhe que a sua pintura com os gatos, lembrou-me uma pintora: Frida.
Não me leve a mal, porque deve abominar ser sujeita a comparações inúteis, mas peço que me perdoe este comentário apenas de um amante de arte e não de artista.
Abraço
António
P.S. O soneto, que dizer sobre ele? Sublime.
Ó meu caro Poeta... desculpe, mas ainda me estou a rir! E não é que toda a gente diz o mesmo acerca deste quadro! Penso já lhe ter dito que esta tela foi vendida em leilão. O Marchand que o licitou disse exactament o mesmo. o Vereador que o comprou ofereceu-o, como presnte de casamento, a outro Vereador que pessoalment me prguntou se eu tinha rtratado a Frida Kahlo. respondi que não, que aquela era eu no meu pequeno mundo de grandes afectos e que me orgulhava muito de ser eu mesma.
EliminarDepois tentaram "lançar-me" como "a Frida Kahlo portuguesa", mas acabou por não dar em nada. Tenho uma enorme admiração pela pintura dessa mulher mas não consigo nem quero pintar o que me impõem. Nem quando mo impõem. Neste momento satisfaço a minha criatividade na poesia, de uma forma que a mim mesma me espanta. Sei que um dia destes vou acordar e sentir-me "empurrada" para os meus pincéis... então obedecerei à compulsão. É sempre assim. Sempre foi assim.
Nunca sei quando, nem como, nem porquê. A arte transcende-me completamente...
Obrigada e um abraço!
Maria João
Adorei seu soneto!Passo depois com mais calma para ler seus escritos melhor.
ResponderEliminarObrigada Salomé. Apareça sempre!
Eliminarola amiguinha depois de ler um comentario seu vejo que tem um corção de ouro ,voçe diz nada ter mas e feliz ,adorei isso da-me muita força para o meu dia a dia ,,o seu soneto esta maravilhosso . pode contar com este seu amiguinho se precisar de alguma coisa .
ResponderEliminarcom todo respeito ,
um beijinho ...
sonhosolitario
Muito obrigada Sonhosolitario. Aquilo em que eu mais acredito, neste mundo, é que cada um de nós o vai mudando um pouco. Se cada um tentar mudá-lo para melhor... era uma maravilha, não era?
EliminarAbraço!
Como sempre adorei o soneto, também acredito que o nosso»Eu» é a chave que abre muita coisa incluindo os sonhos e claro a poesia est à incluído , até logo ! vou passar para o»PC»os sonetos que fiz ontem à noite
ResponderEliminarTodo o dia não consegui escrever nada , depois, j à bastante tarde escrevi três, que vou publicando durante a semana.
Boa noite.
Se eu não tivesse uma montanha de mails e comentários para responder, ia já ver. Fica para amanhã, embora esta semana, para não variar esteja cheia de coisas inadiáveis para fazer...
EliminarAbraço!
Hoje quem está com o sono sou eu. Penso que se deverá à mudança da hora.
ResponderEliminarA chave de ouro...
Com a tua chave de ouro abriste a porta do meu coração.
Obrigada por existires!
Beijinho e
Obrigada a ti também, pelo mesmo motivo!
EliminarO qu seria da poetaporkedeusker sem o seu cafézinho?
Lembrar dos amigos
ResponderEliminarnão se torna um compromisso
mas um impulso que não
coseguimos controlar.
Uma optima semana
Bjinho amigo
Mario Rodrigues
É verdade, amigo Mário. E eu tenho feito poucas visitas... a minha vida, deste lado, anda complicadota...
EliminarAbraço amigo!
Olá!😊
ResponderEliminarGostaria de saber o que é um "chave de ouro"...
Olá Anónimo/a!
EliminarNo âmbito do soneto, a Chave de Ouro é o seu fecho; o último verso do último terceto, que deverá, teoricamente, poder lançar luz sobre a mensagem que em crescendo vai sendo revelada ao longo de cada soneto. A Chave de Ouro deverá ser apresentada sob a forma de um verso especialmente harmonioso, belo e de forte sonoridade, mas não tanto que nos dê a ideia de ser uma excrescência, um exagero, um gongorismo...
Nesta coisa da poesia metrificada, há que saber equilibrar e dosear as emoções e as harmonias, muito embora eu própria os possa, de quando em quando, escrever numa selvagem cavalgada...
Espero ter podido ajudar a esclarecê-lo/a.