ACENDER A PRIMAVERA NAS ASAS DE UMA ANDORINHA


 


Aonde as andorinhas que as não vejo?


Atrasos? Nunca os houve neste céu!


Talvez seja, afinal, engano meu


Ou talvez seja céu quanto eu desejo...


 


 


Aonde os negros fatos que eu invejo?


Aonde os aventais que Deus teceu?


Aonde as asas negras como breu


Criando aéreas pontes sobre o Tejo?


 


 


Aonde as andorinhas que chegavam,


Em louca revoada, ao Portugal


Que havia nos meus tempos de menina?


 


 


 Até onde os meus olhos alcançavam


As negras asas davam-me o sinal


Para acender, num sonho, a luz divina.


 


 


 


Maria João Brito de Sousa - 18.03.2008


 


 

Comentários

  1. Andorinhas do meu coração
    Segurem na minha mão
    Carreguem-me em vossos braços
    Aliviem-me estes cansaços
    Que me fazem ter olhos no chão.
    Andorinhas de alegria
    Transformem a noite em dia
    Desviem rotas cinzentas
    Tragam calor para a calma
    Digam à minha alma
    Que não vai viver de ilusão.
    Poeta, amiga poeta,
    Tu olhas bem dentro de mim
    escreves o meu pensamento
    como quem olha um jardim.

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    1. Ó minha Andorinha, tu estás-me a deixar sem palavras!
      Estou tão cansada que mal me aguento no PC e amanhã tenho de ir ao tal médico aonde já devia ter ido ´há um mês atrás...
      Um grande abraço, Menina do Mar!

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  2. Olá Maria João!
    Vinha só dizer-lhe que me arrancaram o banquinho.
    Mas eu (ou alguém por mim ) virá cá apreciar a obra!

    Um grande beijinho

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    1. Ó Pensador, fico muito triste por ti. Não percebo nada de informática, por isso não sei o que poderá levar à "desaparição" de um blog...
      De qualquer forma teria perdido o por-do-sol pois só cheguei à noite. Mas estás bem?
      Já tentei aceder ao teu blog e também não consigo...
      Tem calma pois deve ser uma avaria temporária. Pode ser que amanhã já tenhas o teu Banquinho. Fico a acreditar que sim.
      Tem uma boa noite de sono.

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  3. Menina do mar, do céu e das estrelas18 de março de 2008 às 18:37

    As andorinhas... eu já as avistei.
    Voam no meu céu, de uma forma diferente, mas mais calma e com mais confiança.
    Voam nas asas de uma abraço de amizade e força!
    E dou Graças a Deus por isso!

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    1. Tens razão... acho que também já as estou a ver!
      Obrigada pelo teu abraço! Preciso bem dele porque amanhã vai ser outro "dia de ir ao médico" e já estou cansada.

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  4. O tempo tambem engana as andorinhas, elas já não sabem quando é primavera, tambem nós já não percebemos nada disto, sai-se de casa de manhã com sol , vimos almoçar com frio e á noite temos que ter um chpéu de chuva para não apanhar-mos uma molha.
    Isto está tudo descontrolado, mas nós ainda conseguimos ver alguma beleza nisso tudo e fazer Poesia, o que é espantoso, e mais uma vez me encantou com este poema .
    boa noite

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    1. Boa noite para si também, Linhaseletras. Obrigada pelas suas palavras!

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  5. As andorinhas ainda vão aparecendo, a regularidade de outros tempos não passando de uma recordação... Mudam-se os tempos, muda-se o clima... :-s

    Desejo-te uma magnífica noite!

    Um beijo e um enormeeeeeeee sorriso... :-)

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  6. Olá, minha amiga poetisa:

    Gosto imenso deste poema porque adoro as andorinhas. É a ave mais irrequieta e infantil que conheço.

    E os versos são macios e naturais. Esqueça os blogs.
    Passe para os livros.

    António

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    Respostas
    1. Olá meu amigo. Por muito que lhe ccuste acreditar, eu não tenho dinheiro nem meios físicos para tentar uma publicação imediata. Também não conseguiria esquecer o blog. Sou muito constante nos meus afectos e tenho um imenso carinho pelo poetaporkedeusker. Talvez lhe pareça infantil, como as andorinhas, mas foi a forma de vos encontrar e eu nunca a esquecerei.
      Em termos materiais a minha vida é umtanto ou quanto miserável. Nunca tive muito jeito para viver na ambição de ter coisas materiais, os sonhos vencem sempre esta luta pela sobrevivência. Mas acredito que virei a publicar.
      Um abraço.

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