ALENTEJO
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ALENTEJO
*
Revejo esse Alentejo no meu sonho;
Na toada de Régio em sua casa
Queima-me um sol ardente como brasa
E alguém bebe aguardente de medronho
*
Depois dos seus ciprestes, os sobreiros
No leito espreguiçado da planura
E perdem-se-me os olhos na lonjura
De uns sobreiros leais, mas altaneiros
*
Alentejo, ou sonhei-te, ou estive lá,
Onde as ceifeiras mondam o teu trigo
E as ovelhitas pastam pelos montes
*
Não sei se fique aqui ou se lá vá,
Envolta neste sonho em que me abrigo,
Espreitando os teus longínquos horizontes.
*
Maria João Brito de Sousa
NOTA - Este é para a minha amiga Maria, pela sua gentileza e disponibilidade
e para o meu amigo Manuel Ribeiro de Pavia por ter sido o meu pri-
meiro Mestre no desenho a carvão e Tinta da China.
Olá Amiga
ResponderEliminarObrigada pelo miminho, é uma querida.
Bjs
Olá...
ResponderEliminarFoi aqui que encomendaram?
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Entrega feita!
Participa na campanha FAZ UM AMIGO FELIZ!!!
Manda esta encomenda p/ todos os teus amigos.
Espero estar incluído nessa lista........
Vou fazer outra entrega ...fuiiiiiiiiiiii
Muito lindo este poema:)
ResponderEliminarbj
Gosto imenso do Alentejo, da paz e calmaria, das gentes simples, do poder caminhar sem pressas e sem poluição. Apaixonei-me para sempre por Évora, Arraiolos, Estremoz, e outras terras que significam o mais nobre lugar de Portugal. Eu que sou mais sulista que nortenha ( ainda não me cativou a alma o que o Norte de Portugal me mostrou, talvez o Minho, tenho que lá ir.) rendo-me perante o cheiro da terra nesse pedaço árido da nossa pátria.
ResponderEliminarUmas férias por lá seriam um aconchego à alma e agora que faço eu com a saudade que me deixaste com este poema tão belo?
Um Abraço e que o fim de semana seja profícuo.
Olha amiga, pega nessa saudade e faz um poema com ela! Ou dois, ou três. Até que possas evocá-lo de tal forma que a saudade já não faça sentido porque esse Alentejo já está em ti. Comigo funciona sempre!
EliminarUm grande abraço para ti!
Olá.... Foi aqui que encomendaram? |““““““““““““““““““““““““||_ |...............*AMOR*...........|||“|““__ |________________ _ |||_|___|) !(@)“(@)““““**!(@)(@)***!(@)““ |““““““““““““““““““““““““||_ |............*CARINHO*.........|||“|““_ |________________ _ |||_|___|) !(@)“(@)““““**!(@)(@)***!(@)““ |““““““““““““““““““““““““||_ |............*ALEGRIA*.........|||“|““__ |________________ _ |||_|___|) !(@)“(@)““““**!(@)(@)***!(@)““ |““““““““““““““““““““““““||_ |............*AMIZADE*.........|||“|““_ |________________ _ |||_|___|) !(@)“(@)““““**!(@)(@)***!(@)““ |““““““““““““““““““““““““||_ |........*FELICIDADE*.......|||“|““__ |________________ _ |||_|___|) !(@)“(@)““““**!(@)(@)***!(@) Entrega feita! Participa na campanha FAZ UM AMIGO FELIZ!!! Manda esta encomenda p/ todos os teus amigos. Vou fazer outra entrega ...fuiiiiiiiiiiii
ResponderEliminarobrigada por me ter ensinado o caminho para sua casa. Há muito tempo que não encontrava nada novo com tanta força e tanta beleza como a sua poesia.
ResponderEliminarRendo-me ao seu talento - parabéns
Maria José
Minha amiga, o seu comentário deixa-me sem palavras. Muito e muito obrigada por ele!
EliminarÉ tão bom encontrar poetas por aí!!!
Um abraço!
Amiga...de Pavia?
ResponderEliminareu xou de Pavia miga
beijinho terno e doce com desejo que tenhas um optimo fim de semana
Enão já ouviste flar do Manuel Ribeiro de Pavia, pintor. Foi ele o meu primeiro Mestre
Eliminarquando eu era ainda muito, muito pequenina.
Sentávamo-nos os dois no chão da "sala das tertúlias", em casa do mu avô, em Algés, e passávamos tardes inteiras a desenhar a carvão.
Em Pavia há um Museu dedicado a ele. Mundo, pequeno mundo!
ResponderEliminarEncontrei-me aqui,
de onde vim?
nao sei,
nao me interessa.
Vou seguir,
sem olhar para trás!
Levo um rumo bem definido,
mas vou levar na memória,
todos os meus amigos
por isso lhe deixo estas simples palavrinhas
Um optimo fim de semana
Bjinho amigo
Mario Rodrigues
Está a ver como é verdade, Mário? Um bom fim de semana e um abraço!
Eliminar
EliminarVou amiguinha. Vou seguir o meu rumo. Vou atras do amor. Ela esta esperando por mim, do outro lado do Atlantico. Pode dar em nada. Mas nunca me hei de acusar de nao ter tentado.
Um lindo fim de semana
Bjinho amigo
Mario Rodrigues
Fazes bem Estreladosul. Devemos fazer sempre o que o coração nos pede. E o que é o Atlântico para um navegador do Blogomar?
EliminarAbraço apertado e uma boa Viajem para ti!
„Alentejano“
ResponderEliminarMas tu que sabes?
Tu quem és para falares do Alentejo?
Tu que não és como eu um “Ramo de Chapárro”
Tu que só vês os postais e ouves falar do Alentejo
Tu que só passas de carro e dizes: “Que giro”
Não....
Tu não podes falar só do mal do Alentejo
Nós nascemos doentes
De uma doença que não se cura nunca
E vamos andando para a frentiiiii, com as carícias de Deus...
Que nos enriquecem as mãos
Um alentejano ....
Não está sempre alegre
Não é só anedodas e riso
Não lhe chega só o sol.... tem outros pensamentos
E nesta corrida somos sempre os ultimos a arrancar
Corremos toda a vida para alcançar a méta da mesma barreira
Não....
Tu nunca poderás entender o que são milagres
Se não conheces o sofrer das gentes do sul
Se soubesses o que é a “Terra seca”!!!!
Se soubesses o que é ter que partir sempre
Se soubesses o que é chorar abraçado á melancolia
Entre alentejo e terras nórdicas e geládas
Os alentejanos são tambem os que agradecem sempre
Mesmo que o que lhe dás ou fazes é um direito humano
Os alentejanos são tambem os que pensam que são espertos
E não sabem que foram e continuam a ser sempre enganados
Os alentejanos são acima de tudo os que trabalham
Ou que esperam trabalhar....
Numa região onde o trabalho é uma coisa preciosa
E como todas as coisas preciosas não se encontra!!!!
Ah, meu querido Frágil! Mas eu trago comigo, também, uma costelazinha alentejana. Também sou, por vezes, um raminho de chaparro. O pai da minha mãe era do Crato e a minha mãe sempre se considerou alentejana. O meu primeiro Mestre de pintura, o Manuel Ribeiro de Pavia, era de Pavia. Morreu tuberculoso quando eu tinha 5 anos, mas nunca, nunca o esquecerei. Ainda hoje durmo com uma fotografia dele à cabeceira da cama. As últimas refeições (e únicas...) que teve, de tão pobre que era, foram ao meu lado, na casa do meu avô, a quem ele ilustrava os livros. Para mim era um tio muito querido e para o meu avô era um irmão. o Saúl Dias (Julio, enquanto pintor), pseudónimo de Júlio dos Reis Pereira, irmão do José Régio, também fez parte do meu universo de afectos infantis... e era alentejano. Cresci a amar as "Ceifeiras" do Pavia e esses ramos de chaparros que eles eram e são. Como posso dissociar-me do teu Alentejo? Como posso deixar de me "sentir" planície alentejana?
EliminarUm abraço para ti, "cumpadri"!
Cumadri, o meu comentario é a copia de um post que tinha editado há já algum tempo, vim aqui, vi que havia algo dedicado ao alentejo e colei aqui o post.
EliminarDe qq maneira fico feliz por teres uma costela alentejana.
A cor das tuas estrelas vai ser editada hoje no Frágil, aparece.
Bêjuuuuuuuu
Bêjuuuuuuu para ti, cumpadri! Estou sem tempo nenhum, mas quero passar por tua "casa" para ir ver a cor das estrelas!
EliminarE aproveito para apontar o caminho a todos os que queiram saber de que cor são as estrelas! Há lá opiniõs líndíssimas, todas femininas. Foi uma proposta do nosso amigo Frágil e nós, mulheres, aceitámos com entusiasmo! Como não sei deixar links, carreguem no nick do comentário de cima e vão descobrir o nosso Firmamento!
Eu sei que algures, por entre as milhares folhas soltas da minha vida tenho um poema escrito, da janela do Teatro Garcia de Resende, onde talhei um pedaço de mim, pela manhã olhei o longe enevoado e senti cheiro de mar e nesse momento naveguei eu pela planície fora e amei Évora tão intensamente que ainda hoje sinto apertos de coração quando lembro a Praça do Giraldo, a Travessa do Sol onde morei e um tasquinho escondido onde a fome matei a preço módico... Sim algures, no meu passado está uma alegre dor alentejana. Obrigado porque a despertaste.
ResponderEliminarSomos todos companheiros de Viajem, Yodleri! Ainda bem que sirvo para alguma coisa neste imenso mar em que navegamos!
EliminarObrigada a ti, por me mostrares que fui útil!