DIÁLOGO (A "SOLO"...)
Sobra-me, de mim mesma, um ego e meio,
Mil coisas que volitam por aí
E neste "transbordar" sinto-me, aqui,
Ao comparar-me a vós, "patinho-feio"...
Transposta esta barreira, o que granjeio
É a amizade de quem nunca vi
Neste "prémio" a que, em tempos, concorri;
Desvendar-me em poemas, sem receio...
Sobra-me, em cada abraço, o vosso aplauso,
Se mão que me estendeis é sempre amiga
E se acende a palavra a arder em mim...
Perdão, se alguns incómodos vos causo;
Sois vós quem me alimenta e quem me abriga
E é por vós que, afinal, eu escrevo assim...
Maria João Brito de Sousa - 27.03.2008 - 08.16h
(Na estação dos CTT, aguardando a vez da minha senha...)
NOTA - Sei perfeitamente quão mal pode soar este título. Na realidade, um "diálogo a solo" é um perfeito disparate, deveria ter escrito "Monólogo", mas... foi um disparate muitíssimo propositado e intencional...
Nesta minha viagem reformulativa até aos meus primeiros sonetos, tenho-me apercebido de que parti sempre do princípio que os hipotéticos leitores estariam familiarizados com a total liberdade conceptual que a poesia confere ao poeta, bem como com o facto de nem sempre o narrador coincidir com o sujeito poético.
E pode ter a certeza que estaremos sempre aqui consigo!
ResponderEliminarObrigada! Senta-te no Banquinho, pois enquanto eu durar e Deus quiser, vou escrever!
EliminarMinha querida amiga poetisa:
ResponderEliminarDediquei-lhe um soneto no meu blog. Espero sinceramente que goste porque depois de ter lido este seu último, fiquei sem palavras, e esperei que as palavras voltassem novamente.
Muitíssimo obrigado, minha amiga.
António
Muito obrigada meu amigo! Vou já dar uma espreitadela!
EliminarEstarei sempre consigo, enquanto tiver NET
ResponderEliminarBelo poema. Pode crer que amigos não lhe faltam e não tem que perdoá-la.
EliminarPelo contrário, devem-lhe admiração.
Também gostei da imagem volátil da vela,
sintonizada com a poema.
Obrigada Maria! Eu também prometo estar convosco até o meu PC se desconjuntar todo!
EliminarBjinho para ti!
Obrigada pelas suas palavras, meu amigo...
Eliminarsão cada vez mais importantes as vossas palavras. As palavras são a minha maior riqueza e, como ainda não pagam imposto, vou-as arrumando dentro do peito.
M. João
A minha amiga tem uma nascente dentro de si! Não a deixe secar nem poluir, é dessa limpidez que sai das suas palavras que eu e mais pessoas vêm beber todos os dias, já nem preciso dizer que gosto do que escreve , a minha visita diária fala por mim. Força!
ResponderEliminarAté logo
Minha amiga,
EliminarO Poeta António Codeço dedicou-me um soneto tão bonito!
Quanto à nascente, não se preocupe. Durará enquanto Deus quiser e, se ainda não está poluída depois de tudo o que já vivi, penso que será sempre transparente...
Muito obrigada pelas suas palavras!
Vou dar uma espreitadela ao blog do poeta António Codeço para ver esse soneto, estou curiosa, embora eu já tenha ido algumas vezes lá espreitar e gosto também dos sonetos que esse Senhor escreve.
EliminarBoa noite
É uma madrugada de insónia
ResponderEliminardaquelas mesmo atrevidas
e me deu na cachimónia
para ler das minhas poetas preferidas
Encontrei um verso alado
que me soube bem cantar
Atrevi-me a levá-lo
espero que não se vá zangar.
Abraço e se fui inconveniente peço desculpa
mas "diga de sua justiça" aqui:
http://zooom.blogs.sapo.pt/
Na,na,na... a maravilha toda está em partilhá-los convosco. Fico toda quando vocês gostam! Vou já ver!
EliminarOlá Maria João!
ResponderEliminarDe passagem... mas obrigatória.
1 abraço
De passagem... como todos nós, sempre. Obrigada pela visita!
EliminarOs sonetos nascem-te da alma e em qualquer situação ou qualquer lugar. É assim amiga, é assim mesmo o dom que Deus te deu.
ResponderEliminarInspira-te este título: «O dom que Deus me deu.»
Beijinhos
Obrigada amiga Azoriana! Se te sobrarem uns minutinhos livres, passa no antoniodesousa.blogs.sapo.pt
EliminarVoltei a postar as obras do meu avô. Só não posso prometer a regularidade do poetaporkedeusker. Mas posso tentar...
Abraço para ti!