POSTAL DE AGRADECIMENTO

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A minha gratidão segue em abraço


Como um postal no marco do correio;


Por vós eu nunca hesito, nem receio


Desvendar-me nas linhas que aqui traço,


 


 


Pois por vós me condenso, ou me desfaço


Nos versos mil que adubo e que semeio


E é por vós que escrevo e devaneio


Calcando bem mais fundo o meu cansaço.


 


 


P`ra vós, que descobristes o talento


Onde outros nunca encontram senão fel,


Envio esta minh`alma aberta e nua,


 


 


Por vós sigo inteirinha onde me invento


Transmutada em pedaços de papel,


Pela mão de um carteiro, em cada rua...


 


 


 


 


Maria João Brito de Sousa - 06.03.2008 - 10.36h


 

Comentários

  1. Ah a celebração sol que nos inunda hoje e se espelha no mar querendo alma a sorrir. Que lindo e maravilhoso soneto, sincero e transparente como um sorriso de olhos nos olhos.

    Abraço.

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    1. Já estava com saudades! Tinha prometido a mim mesma só publicar um soneto por dia, muito embora nestes últimos dias, tenha andado a criar cinco e seis. Vou abrir excepção e publicar um outro que acabei de fazer...
      Obrigada, Poeta de Domingos!

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  2. Molhei os pés no mar das tuas palavras e... arrepiei-me.
    Não foi resfriado! Foi calor humano dissolvido nas gotas da água e cristais de esperança salgados...
    Foi o toque da visão do tempo despendido a pensar em alguém, a pensar com carinho.
    Foi esse carinho que me arrepiou...
    A Menina do mar não pode estar triste... O que é a tristeza afinal?
    A Menina do mar é feliz, porque é dona do Sol, das Estrelas, do Céu, dos Oceanos... e de uma Rosa sem igual... tudo o resto não será assim tão importante...
    E a Menina do mar fica ainda mais feliz, sempre que vem sentar-se aqui nesta praia a descansar!

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  3. Era para passar sem dizer nada mas não resisti a tanta beleza. Se eu um dia pudesse, punha-te no pelouro da cultura, outros lá estarão com menos direito. Um beijão e um abraço muito amigo.

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    1. Sabes Fisga, acho que era logo despedida por me pôr a "poetar" e esquecer-me das burocracias...
      Abraço!

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    2. Olha amiga ainda bem que eu não tenho poder, por várias razões. 1º Porque já terminei o prazo de validade. 2º Porque já se pode demais neste pais, a prova disso são as queixas do povo. 3º Porque há milhentas pessoas a poder de mais, e só não podem mais ainda porque não os deixam. E finalmente, porque, nunca ambicionei poder, nem em casa e nem na rua.
      Poder é trabalho para arrogantes, Obedece é a missão dos humildes. Um beijo, e bom Domingo.

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    3. Um bom Domingo também para ti Fisga! Também penso que o poder (conforme ele é entendido pela maioria de nós...) é terrível, mas também confesso que nem sempre me sinto capaz de obedecer. Sobretudo a ESSE poder...

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    4. É difícil, minha amiga, até porque o tempo do feudo, já acabou há muito tempo. Mas se é verdade que cada um tem o que merece, então eu penso que nós não merecíamos tanto. Um abraço.

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    5. Claro que mereciam! Se esse soneto nasceu, é porque mereciam!
      Abraço!

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