SER AS COISAS
Eu vejo e sinto e sei e SOU o mar
E os seus abismos de um azul profundo...
Onde houver vida, aí é o meu mundo,
Aí, onde sei ser, irei morar...
Eu vejo e sinto e sei e SOU a Lua
No manto em que derrama a sua luz
E sou-o tanto quanto me seduz
Esta assunpção total duma alma nua...
Sou pedaços de tudo e não sou nada
Na dispersão total que habita em mim
Como se em vez de "estar" fosse só "ser"
Para além de mim mesma e despojada
De um corpo que terá princípio e fim
E no qual sempre soube não caber...
Maria João Brito de Sousa - 04.03.2008 - 11.39h
Eu sabia que hoje lia aqui a amiga de novo o que muito me apraz. Folgo em saber que está bem. E entendo essa forma de em nós não cabermos, é por isso que adoro o mar.
ResponderEliminarAbraço.
E é verdade, Poeta de Domingos! E quando nos apercebemos disso... passamos a ser poetasdetodososdias!
EliminarBeijinho!
E sou mar de lágrimas de sal
ResponderEliminarE sou sol de calor e aconchego
E sou lua de sonho e de luz
E sou ar de uma brisa de carinho
Pelo brilho que o amor seduz
Pela luz que me indica o caminho
Sou céu, sou terra e sou água e fogo
Sou ser que Deus quis renascer
Sou vento que embala as vontades
Sou tempo de sentir o viver
Sou eu sem ser eu mas sempre eu!
Minha querida Menina do Mar! Eis-te a "ser as coisas"! Fico tão feliz por isso!
EliminarBeijinho grande!
Somos feitos de multipicidade, unos na essência. Somos raciocínio e corpo, certeza e experiência, imaginação e realidade... :-)
ResponderEliminarFantástico, o teu poema!
Um beijo... :-)
É verdade V.A.D. ! Somos realmente feitos de multiplicidade e unos na essência. Obrigada e um beijo também para ti!
EliminarTás melhor de saúde? espero que sim.
ResponderEliminarMais uma x um poema lindo:)
bj
Assim, assim, amiga Estrelinha. Estou confusa! Ainda não percebi se foram os meus sonetos que cresceram muito em quantidade ou se foram as horas que encolheram com a água do mar! Acho que é um bocadinho das duas coisas!
EliminarHoje não fui ao médico e ainda nem parei para comer...
Beijinho para ti!
Apesar de ter nascido longe do mar, ele está sempre a seduzir-me. Gosto muito de poemas sobre o mar.
ResponderEliminarUm abraço.
M.H.
Pois. O mar é mesmo um eterno sedutor! Algures, no meu blog, publiquei um poema sobre o mar que se chama exactamente sedução...
EliminarAbraço.
E mais um poema de encantar....
ResponderEliminarMiga, tenho andado ausente, por falta de tempo, mas nao desapareci, qdo posso venho sempre deliciar-me com a tua poesia.
Bêjuuuuuuuuu