DE PASSAGEM I e II
Passagem! Eu, por cá, estou de passagem!
Passo por esta vida e vou deixando
Sementes do que for congeminando,
Porque assim se me cumpre esta viagem
E passo até por ti, que adivinhaste
Meus versos de semente abrindo em flor
Pois assim deve ser enquanto for
Preciso semear no que sonhaste...
Passagem! De passagem se semeia,
De passagem se colhe esse sonhar
A despontar em nós que o semeámos,
De passagem se vive uma epopeia,
Se rasgam novas rotas pelo mar,
Se sobrevive ao sonho que sonhámos!
.
II
Eu passo pelo mar, passo por terra
E é no ar que construo o meu poema
Enquanto, lá de baixo, a vida acena
Com todos os mistérios que ela encerra
E desconstruo o sonho e volto à vida,
Vou decifrando mais e, deslumbrada,
Retomo a minha eterna caminhada
Em direcção à Terra-Prometida
Pois passo e no passar é que desvendo
Os segredos do mundo, o que ele murmura
Enquanto o tempo passa como eu passo
E quanto mais passar, mais eu aprendo;
É viagem de estudo à sepultura,
Mas nunca passará quanto aqui faço...
Maria João Brito de Sousa - 29.04.2008 - 12.27h
é de passagem que vivemos e influenciamos a vida de outros, muitas vezes positivamente, outras negativamente...
ResponderEliminaré fácil estar de passagem...
... é dificil decidir ficar...
E o mais desejável é ficar enquanto vamos passando, sabendo que por cá vamos deixando as nossas "impressões digitais".
EliminarÉ uma magnífica viagem, esta!
Um abraço Jangadadecanela!
Beleza em duplicado.
ResponderEliminarA minha amiga ainda tem tempo para respirar? A escrever assim duvido muito, mas é um enorme prazer para mim passar por aqui e ler estes belos sonetos.
Até logo
Vou fazendo os possíveis para respirar, minha amiga. Acabou, agora mesmo, de nascer o "De Passagem III". Publico amanhã.
EliminarUma excelente tarde para si e um beijinho.
Mais um soneto lindo:)
ResponderEliminarbj
São dois, Estrelinha, são dois. E já nasceu o terceiro...
EliminarBjinho!
Olá, minha amiga poetisa:
ResponderEliminarOs seus dulcíssimos sonetos vêm mesmo a calhar, pelo tema que melindra tanto o homem.
Eu e a Patrícia abordámos noutra forma, este tema, desta passasgem breve que é a vida, fazendo-nos questionar a nossa fraca existência.
Enquanto viver, bem, que continue a escrever as maravilhas que tem escrito, e que mais tarde, muito e muito mais tarde alguém que se lembre de alguém chamada Maria João Brito de Sousa.
Saudações poéticas
António
Olá, Poeta!
EliminarMuito obrigada pelas palavras e... exactamente o mesmo lhe desejo a si!
Um grande abraço para si, para a Patrícia e para o pequeno Eduardo!
M. João
Eu passo pela vida a balançar
ResponderEliminare aprendo a sorrir com quem me cruzo
Tu Poeta és alguém de encantar
que siga sempre belo o teu discurso.
Que odes faças e sonetos
poemas e quadras triunfais
Se pudsse eu fazia um decreto
E tu serias Poeta de ideais
Leio-ter este saber estar contente
mesmo com a vida a exigir
Este ensinar a ser mais gente
teimosamente sempre a rir
Ah Poeta se toda a gente visse como tu vês...
Abraço!
Altos voos KI! Altos voos!
EliminarSempre gostei muito da tua escrita, mesmo que tenha de andar de "trapézio" para te ler...
Vou guardar as "castanhas", não vá começar a chover...
Bjinho!
Olá Amiga!
ResponderEliminarSem dúvida, quanto mais passo por este blog
amis aprendo. Parabéns! Belos sonetos, extraordinária sensibilidade.
Abraço apertado!!! António
Muito obrigada, amigo António!
EliminarHoje saiu outro poema no antoniodesousa.blogs.sapo.pt. Já estava a tardar, não era?
Abraço!
Vim ler o que brotou das minhas sementes e fiquei maravilhado!
ResponderEliminarMuito bonitos, esta dupla epopeia da nossa vida!
E agora vou para o óó que me sinto um pouco cansado da viagem que fiz hoje!
Um beijo e um abraço
Durma bem, descanse! Boa noite!
Um soninho descansado para ti, Blue Eyes!
EliminarSoou-me tristonho.....mas lindo!
ResponderEliminarAndas triste?
Não tens tempo minha amiga, com tantos a baterem-te á porta! Eu sou um deles!
Beijinhos e dorme bem!
Não Ligeirinha, não ando triste. Penso que estou a fazer alguma coisa útil e bonita "enquanto passo", como todos nós...
Eliminarembora hoje esteja um bocadinho menos alegre porque o Jo morreu. Foi uma passagem tão curtinha...
Beijinho!
LINDO!!! Desculpa ,é a 1ª vez que por aqui passo ,mas gostei tanto de ler.. Até me vieram lágrimas aos olhos. Grande veia poética, o meu menino do meio também tem esse dom. Beijinhos, Guguinha
ResponderEliminarBem vindo/a Guguinha! Fico muito feliz por saber que tenho colegas de palmo e meio. É sempre em pequeninos que os bons poetas começam a escrever. Volta sempre!
EliminarNesta passagem, que nos vai levando à outra margem, não há vagas por mais traiçoeiras que nos façam naufragar no meio delas. Há um novo cais além, naquela margem desconhecida da vida, e há tantas coisas belas para ver, e ter, neste trajecto perenemente incompleto.
ResponderEliminarbjs
olá João!
EliminarNós cá vamos, tentando sobreviver a Bagdad e a tantas outras loucuras das guerras... e as vagas não nos submergirão enquanto não formos indiferentes.
Abraço!
Estes poemas fizeram-me sentir o que senti momentos antes de criar o meu asteróide... uma passagem rápida e marcante.
ResponderEliminar"E quanto mais passar mais eu aprendo!"
A tua poesia vale muito mais que ouro. A tua poesia é vida!
Beijinho e cheio
Tão bom! O cafézinho até me faz esquecer que estoupor causa das viagens que hoje fiz... para nada! Ou melhor, para gastar os poucos euros que ainda tinha para o mês de Maio... ai, as eternas e famigeradas burocracias...
EliminarBjinho!
Nesta vida estamos só de passagem, uma passagem longa com um pouco de tds os condimentos, por vezes salgada, outras vezes doce, o que virá amanhã? nesta passagem que terá um fim, ou talvez não!!!
ResponderEliminarTerminará esta passagem?
Seja como for valerá sempre a pena, ler-te é um condimento doceeeeeeeeeee na minha passagem, quem déra não tivesse um fim.
Bèjuuuuuuu
Ó Frágil, tu obrigas-me a isto! Deixas-me despalavrada e depois só sai em verso...
EliminarCumpadri, ê lamento muito
Mas vou dizer-lhe quem sou!
Tenho em mim o estranho intuito
De mostrar-me a quem me dou...
.
É que ê cá nunca fui frágil...
Sou até bastante forte!
Mas na corrida ê sou ágil;
Até já venci a morte!
.
Gosto de enfrentar a vida
E de agarrar pelos cornos!
Às vezes fico partida,
Mas são pequenos transtornos...
.
Sou tã pobre e tã falida
Que quase nã tenho nada,
Mas em casa dou guarida
A toda esta bicharada...
.
Posso nã ter que comeri
Mas nã passo sem cigarro...
Nã faço senão escreveri
Até debaixo de um chaparro!
.
E se depois do que ê disse
O cumpadri inda acredita
Que a vida é uma chatice...
Ê acho que ela é bonita!
.
Bêjuuuuuuuuuuuuuuuuuu!!!!!!!!