A ILHA
Serei sempre uma ilha de paixões
Rodeada de mundo a toda a volta...
Deserta por decreto da revolta
Que me encheu de lagoas e vulcões...
Em mim os animais são aos milhões,
Correndo como o verso, à rédea solta,
Pois por cima da lava que me solda
Lavrei um verde manto de ilusões
E neste Paraíso em que me dou,
Entre ervas, embondeiros, brancos lírios,
Sou Arca de Noé de âncora presa!
Talvez alguém duvide do que sou,
Talvez seja mais um dos meus delírios,
Talvez seja uma forma de defesa...
Maria João Brito de Sousa - 2008
Um dos poemas que foi a concurso no Prémio de Poesia Palavra Ibérica.
Na Imagem - Uma tela de KI - trapezio.blogs.sapo.pt
lindo...
ResponderEliminarabsolutamente lindo.
abraço
Merci bien! Je suis enchantée...
Eliminar:)
EliminarMamã! Deixaste-me sem palavras!
ResponderEliminarBeijinho e abraço acoplado
Lembras-te? Eu já te tinha falado deste poema...
EliminarBeijinho e abraço, filhote lindo!
Maria João,
ResponderEliminarBelo poema,de emoções e sentimentos que sentem a Vida na sua cor intensa.
No seu desejo pulsante de Viver em pleno,mesmo no meio do oceano,mesmo afastado da terra.
Nós M.João,seremos sempre mundos de energias divinas,fortes em desejos ou fracas em perdições,que como disseste no meu blog em comenatrio,esta nossa Energia de Luz continunará pelos tempos.
Uma noite de sono profundo e pacifico,
joao
Uma noite serena para ti também, meu amigo.
EliminarAdorei ver aqui esse desperdicio de tinta lol. O soneto é lindo e tem mt a ver comigo, tudo mais q sinalto guardo na alma, mas adorei mesmo.
ResponderEliminarAndo sem mts palavras mas está td bem, e leio sempre esta poesia magnifica.
Um beijo e sorrisos.
Andas mesmo a leste! Vai à mail box!
EliminarAinda tens dois meses...
Bjinho!
"tudo mais q sinto"
ResponderEliminarando mesmo a leste
Ai!
Já vi, já vi!:))
Eliminartalvez seja uma forma de defesa ...
ResponderEliminartalvez mesmo ...
um abraço
jmack
Tudo vai sendo... mas não sou eu quem o afirma. Serão sempre os outros quem faz essa leitura...
EliminarAbraço!:)
Olá Amiga!
ResponderEliminarComo sempre gostei! Há muita sensibilidade em tudo o que faz e sente...
Ah! Contém erros ortográficos.
Abraço apertado! António
É um erro tipográfico, não é? Saiu "dsta"...
EliminarÉ do cansaço...
Abraço!
Amiga, ontem li este soneto pela manha mas não tive tempo de o comentar. (ontem tive um dia meio complicado). Mas o que eu te queria dizer e que adorei este soneto e identifiquei-me imenso com ele! Tu talvez não saiba mas eu sou uma ilha de paixões ! Sou ilha pelo obvio, e quanto as paixões, bom, eu apaixono-me por tu-do. Sou capaz de me apaixonar por uma caneta... Se gostar muito de escrever com ela! lol
ResponderEliminarE depois um soneto que fala em lagoas, lava, vulcões , mantos verdes, só podia falar ao mais fundo da minha alma!!
Obrigada por mais este (especialmente) lindo soneto! Vou adicionar aos meus favoritos... Se deixares.
Bj da Jo
Também eu! Também eu sou capaz de me apaixonar por uma caneta! Até este computador velho e escaqueirado já me mereceu um soneto, o "Animização", que deve estar publicado algures no poetaporkedeusker! Sabes, "A Ilha" foi um daqueles sonetos que me nasceu num dia em que estava especialmente feliz! Na minha opinião é um dos sonetos mais bonitos que já escrevi... acho que ainda me corre nas veias um bocadinho de sangue da terra em que nasceste... vem-me do meu avô e a ele veio-lhe do pai dele...
EliminarNão te sei explicar exactamente como isto funciona... parece que não se pode provar cientificamente. mas eu SEI que é assim...
Beijinhos e obrigada por gostares da minha Ilha!
Ah amiga, então e mais uma coisa que temos em comum! Somos umas verdadeiras apaixonadas!!... E eu só não faço sonetos a computadores, porque infelizmente não os sei fazer... Como já te disse eu rimar, e mais só "alhos com bugalhos'! :)))
EliminarGostei de saber que escreveste este soneto, (também um dos meus favoritos), quando estavas feliz... Eu como que sinto essa energia!
Esta coisa de ser ilha e uma coisa que nao se explica, e uma vez ilha, ilha para sempre! Perdura por gerações, e gerações, e tu ainda sentes isso nas tuas veias!
Já dizia outro poeta, de quem também gosto muito:
"Esta ilha que há em mim,
E que em ilha me transforma ,
Perdida no mar sem fim,
Perdida dentro de mim,
Tem da minha ilha a forma.
Esta lava incandescente
Derramada no meu peito
Faz de mim um ser diferente
Tenho do mar a semente
Da saudade tenho o jeito"
Bj da Jo
Pois é, Jo... parece que ainda me corre nas veias a lava que o Pico tem, adormecida nas entranhas da terra... as ilhas têm uma magia muito sua e inexplicável. Estou a ter uns dias difíceis porque esta coisa que funciona mal em mim - ando farta da palavra doença - está meia "assanhada" e leva-me as forças todas, mas ainda acredito que é só mais uma crise, que depois tudo melhora. Mas os meus sonetos reflectem essa exaustão.
EliminarAgora tenho de ter mais cuidado com o que vou publicando porque estou a trabalhar para o Prémio Bocage e preciso de trinta bons sonetos inéditos para Julho.
Um grande abraço para ti!
Tem de melhorar! Cuida bem de ti!!! Poupa-te! Boa sorte para o concurso, e muita inspiração e o que te desejo. Vais conseguir!! Cá estamos para te apoiar!!! Bj da Jo
EliminarConcha minha
ResponderEliminarA ilha corre-me por entre os dedos.
Sinto a sombra pintar meus arvoredos
E fecho-me na concha rente ao chão
Para calar a voz do meu vulcão.
E não há nada melhor que sem medos
Enfrentar luas, sóis e meus segredos;
Cantar à solta, versos de porão,
Da arca do meu ser, numa evasão.
Na concha é onde me fecho nesta hora
E não sai nada do que nela mora.
Mas eis que acordo das mais duras provas
E dos sonhos profundos - boas novas:
É que nenhum ser por mais que perfeito
Tem só uma ilha dentro do peito!
P.S. Obrigada por me fazeres olhar para dentro e soltar a minha concha... Concha minha inspirada na tua Ilha.
Bom fim de semana
Beijinhos
É lindíssima a tua concha, Azoriana! Mas agora tens de começar a trabalhar e a não mostrar até sair o prémio. O Júri só aceita inéditos e os poemas publicados em blog não são considerados inéditos!
EliminarFecha a concha por uns meses, enquanto fabricas a pérola...
Um abraço Azoriana!
Amiga,
EliminarNão me está a apetecer concorrer porque quando a escrita sai à solta, sem obrigação, tudo bem... agora quando penso que é para algo assim profundo bloqueio. Acho um concurso bastante exigente e perco a coragem. E por experiências passadas não tenho muita sorte a concursos. :)
Olha, nem eu! Mas daqui a finais de julho são dois meses e eu faço, pelo menos, um soneto por dia... não posso é publicá-los. Publico só os que considerar menos bons... desculpem lá, mas é por uma questão de sobrevivência. Vocês nem imaginam o quanto eu necessito do dinheiro do prémio...
EliminarE vou de alma limpa. Dou o meu melhor. Se ganhar ... é muito, muito bom. Se não ganhar... paciência. Concorro ao próximo!
Podias tentar dentro deste mesmo espírito...
Força amiga! Tu consegues e mereces. Vou torcer por ti.
EliminarBeijinhos
Obrigada Azoriana. Vou mesmo só tentar. Este último concurso que não ganhei mostra bem como é difícil. Falo do Prémio Internacional de Poesia Palavra Ibérica, porque o Poesia em Rede ganhei e estou muito feliz por isso! Mas os regulamentos destes Prémios são muito rigorosos mesmo. São para seguir à letra e não pode falhar nada, ou os livros são desclassificados à partida e nem chegam a ser lidos.
EliminarContinuo a achar que também devias tentar...