A META
Nesse céu onde almejo à vida eterna
-Paraíso de mim que, em mim, criei...-,
Sou ilha nesse mar onde engendrei
A rota, à compulsão que me governa;
Um ego a que não nego os impossíveis
Futuros de imperfeita-perfeição,
Uma tela `inda branca (a tentação...)
E mãos que vão escrevendo, `inda sensíveis...
Meu sonho inacabado! E quanto assumo
Da tua incoerência (ou será minha?)
Assim que em ti deponha o próprio anseio...
Ó meta de ideais deste meu rumo,
É a poeta em mim quem te adivinha
E pode, a razão, mais do que o receio!
Maria João Brito de Sousa - 01.05.2008 - 10.52h
.
Também conheço o rumo da minha meta.
ResponderEliminarO pouco de poeta que sou mostra-ma.
Vejo a luz, e não a receio!
Beijinho e abraço acoplado
Tu tens muito de poeta, Blue! Muito mesmo!
EliminarNão preciso dizer que gostei do soneto, porque isso já é um dado adquirido.
ResponderEliminarSó lhe quero desejar um bom feriado e dizer-lhe que ainda me lembro e com alguma saudade deste dia a alguns anos atrás, agora só nos resta lembrar, e convêm não esquecer o que ele significa para todos nós trabalhadores, mas a magia já não existe, como em tudo na vida.
Um e até logo
"Mamã" Tomei a liberdade de fazer uma alteraçaozinha no meu último post! Espero que goste!
ResponderEliminarVenha comigo ao banquinho ver.
Pronto! Já encaixei lá a parte que sugeriu. Acho que ficou lindamente. Vamos ler?
EliminarAdoro quando fazes essas alterações! È como se o sol se pusesse duas vezes numa mesma noite!
EliminarEntão eu havia de me esquecer? Eu estive lá, naquele primeiro 1º de Maio em Portugal!
ResponderEliminarE penso que guardo essa magia toda dentro de mim. Já não tenho é pernas que me levem lá nem dinheiro para os transportes... mas os cravos vermelhos continuam a florir no meu jardim!
Um beijinho!
É maravilhoso quando se enxerga a Luz.
ResponderEliminarE sobretudo quando, vendo-a, não se receia.
Beijinho
Na Luz não há receio de espécie nenhuma, Flor. A sensação de paz é tão intensa que não se sente mais nada senão essa imensa ncessidade de voltar a fazer parte dela.
EliminarBeijinho.
A luz, ou as luzes, são luzernas que alumiam os nossos caminhos na "noite", quando todas as nossas ideias estão mergulhadas na escuridão.
ResponderEliminarSó os poetas têm a sorte de terem sempre presente uma réstia de chama que arde a qualquer hora do dia ou da noite sempre pronta a incendiar um "rastilho" novo.
Meu amigo João, estou com uma daquelas gripes que mal deixam abrir os olhos. Já espirrei tanto que nem sei se ainda tenho a cabeça no lugar... eu, que mal tinha tempo para dormir de noite, dormi de tarde e continuo com os olhos a fecharem-se-me...
EliminarMas tens razão. Tanto reais como meramente simbólicas, as luzes são sempre de uma beleza fascinante e nós, poetas, temo-las sempre conosco...
Abraço!
Olá, amiga poetisa:
ResponderEliminarQuando vim espreitar este seu espaço, e contemplei esta maravilhosa tela, pensei se poderei algum dia ir a uma exposição sua e ver parte das suas obras. A Maria João tem quadros lindíssimos. Pensei que este quadro ficaria bem na minha sala (estou a brincar, obviamente). Nunca se desfaça deles.
O soneto, bem, a Maria João esgota-me os comentários. O silêncio é, por vezes, a melhor forma de expressão.
Um abraço
António
Meu caro Poeta,
EliminarO meu PC está hoje a deixar-me fora de mim... publiquei o post de hoje 5 vezes antes que ele fosse finalmente editado!
Olhe, meu amigo, eu vou ser novamente homenageada na Galeria Verney. Talvez à homenagem poética, promovida pela Associação Portuguesa de Poetas, se siga uma exposição de pintura, quem sabe?! Já lá tive, em 2006, duas telas, numa exposição colectiva da Paço de Artes. E já vendi algumas telas, num leilão no Salão Paroquial de Sto. António de Nova Oeiras. Se não fosse isso já teria, concerteza, morrido de fome...
Quando expuser de novo convido-o a si, à Patrícia e ao pequeno Eduardo.
Abraço.
Maria João