A MULHER INTERROMPIDA II
O que mais nos magoa é não ter fé,
Ser cego a essa imensa lucidez
E surdo às mil razões, aos mil porquês,
De assumir-se e de ser-se o que se é,
É calar estados d`alma, é sonhar baixo,
Saber não se exceder por estar zangado,
Não se falar demais, ter-se o cuidado
Que eu tenho, neste mundo em que m`encaixo...
Durou porque durou! Fez-se memória
A paixão desigual (porque ilusória...)
A quem eu dediquei parte da vida...
Perdeu encanto, nunca teve glória
E tudo o que sobrou foi esta história
Daquela que se assume interrompida...
Maria João Brito de Sousa - 10.07.2008
ESSÊNCIA - Acrílico sobre placa cartonada - 93x73cm
Maria João Brito de Sousa - 1999
Tudo o que se interrompe, começa de novo, por isso é só seguir em frente, e há-de encontrar, novo caminho, quem sabe se com menos espinhos, que esse que ficou para
ResponderEliminartrás
e ATÉ AMANHÃ
Eu caminho sempre em direcção ao AMANHÃ.
EliminarAté amanhã e um abraço para si!
....este soneto é tão, mas tão especial que consegue resumir a vida de tantos...
ResponderEliminarAbençoada sejas .... e nunca, mas nunca sintas que te interromperam. Apenas mudaram o curso da corrente....
beijinho
Foi mesmo interrupção, Flor! E trouxe-me de volta ao que eu sempre fui e nunca deveria ter tentado deixar de ser. Durante muitos anos da minha vida vivi em auto-violentação. Agora já não.
EliminarUm grande abraço!
Sabes qual é o caminho para que os Homens se deixem de auto-violentar?
EliminarSem metáforas te digo, porque me sinto parte de uma tela em que o centro do Universo se centra somente no Criador de todas as espécies e no respeito por toda a simplicidade da vida e é por isso que eu me fundo com todas as partes desse universo, porque sou pó e ao pó regressarei. Enquanto vivo, vou ter dar sempre o melhor de mim em tudo e com isso sou feliz, a bordo de um cometa, a bordo de um sentimento, a bordo de qualquer coisa mas sei que mesmo em pó existirei, e te digo com todo o carinho a que o meu lado humano me deixa sentir a sinceridade de quem se sente feliz pela alegria dos outros, que o caminho para pôr uma pedra na auto-violentação reside no facto de aceitar que todo o ser humano seja imperfeito e mesmo assim ser dotado de algum valor, reside no facto de perdoar e de partilhar e respeitar toda e qualquer forma de vida. Sem necessidade de se ter a obrigação de gostar mais de esta ou daquela espécie, mas gostar sim de todos e tentar procurar viver harmoniosamente com todos. Esta é a minha noção de assertividade, não é nenhuma metáfora, embora eu me delicie com metáforas.
Fica bem Maria João
Um abraço de cometa
É assim, é, Metaforazinha. E, se não te importas, deixa-me continuar a chamar-te assim porque este é o nome que eu uso sempre que penso em ti. É que eu penso muito em vocês, nunca o escondi e não tenciono fazê-lo agora. E tu podes continuar a chamar-me Poeta. Sempre considerei muito importantes os nomes "do coração". Foi à Ki que eu contei a história do Chininho e agora conto-ta a ti. O meu avô poeta sempre me chamou Chininho. Dizia ele que eu, ao nascer, parecia um porquinho da Índia. Os nomes afectivos sempre foram relevantes na minha vida. Tal como todas as espécies sempre foram respeitadas na minha família.
EliminarMas tu sabes que nem todos estamos preparados para pensar e sentir assim...
Um abraço de cometa para ti.
A sério?
EliminarSabes que alguem me costumava chamar Cleopatra?
É que, ainda que com aparentes parecências eu realmente sempre fui muito enigmática.
Fico contente por ainda gostares de me chamar assim, mas eu acho que a partir de agora te chamarei A POETISA.
Isto é, se tu não te importares, é claro!
Abraço estelar
Linda! A mim nunca me chamaram coisas tão importantes... mas o "Chininho" ainda mora, bem vivo, no meu coração. Para a minha avó francesa eu era a Jean-Jean e tive uma criada que me chamava "Santa". A sério!
EliminarEu adorava a "minha Aurorinha"... era de Trancoso e chamava "poches" aos cães... quando penso em vós é sempre com os vossos nicks ou com os nomes afectivos que vos dei ... é uma coisa muito, muito minha, como aquela história de associar cores a letras e números. São coisas que estão comigo desde que me lembro de ser eu!
Penso que a maioria das pessoas tem um certo receio de se mostrar "por dentro", mas eu gosto muito de me "partilhar" nestas pequenas peculiariedades...
Um grande abraço para ti, minha Metaforazinha!
Bom dia, mamã!
ResponderEliminarLevantar a cabeça, olhar em frente e seguir o caminho.
Um beijo e um abraço!
Boa noite filhote! Peço desculpa, mas hoje fui fazer outro exame (o tal que faltava...), fui visitar uma amiga doente e só cheguei agora. Cabeça erguida? Claro que sim! Mesmo quando as dores de cabeça são muitas... o caminho é mesmo para ser seguido.
Eliminarum grande abraço para ti!
tu sabes que nos sonhos entramos
ResponderEliminarsempre agarrados à nossa fé
tu sabes e não a perdeste nos desenganos
tu, Mulher, que estás sempre em pé!
um abraço
Luís
Sei sim Luís. E de pé vou continuar enquanto Isaac Newton mo permita. Nada anda fácil deste lado do ecrã. Vão-me valendo a vossa amizade, o Friend 2008 e os meus poemas...
EliminarUm grande abraço!
se precisares de algo em que possa ajudar, não hesites...
Eliminarum grande abraço
Luis
Obrigada Luís. Obrigada do fundo do coração.
EliminarPor agora sou eu mesma quem vai ter de enfrentar a tal odisseia de inevitáveis. E vai ser uma senhora odisseia contra a burocracia, a crise e até contra as reminiscências mais dolorosas que certas situações vão trazendo ao de cima. Depois lanço-te um SOS, quando tiver tempo para tentar melhorar o meu desempenho com o Friend 2008.
Um grande abraço! :)
Olá Maria João,
EliminarForça para enfrentar isso tudo....
Abraço
Luis
:)) Obrigada Luís! Pensando bem, já passei por pior e sobrevivi...
EliminarAbraço!
tu sabes que nos sonhos entramos
ResponderEliminarsempre agarrados à nossa fé
tu sabes e não a perdeste nos desenganos
tu, Mulher, que estás sempre em pé!
um abraço
Luís
Tu não és uma mulher "interrompida". !!!!
ResponderEliminarÉs uma mulher coerente que finalmente nasceste!
e sê feliz com o que conseguiste criar....amigos....mimos....afectos... tudo num grande e interminável abraço!
Eu sou mesmo uma "mulher interrompida" e, por estranho que pareça, tenho algum orgulho nisso. Se um dia viermos a falar pessoalmente e tu conheceres bem a minha obra, tanto a nível da pintura como da poesia, verás que o adjectivo se aplica muito bem. Um dos últimos livros com que concorri a um Prémio Literário que não ganhei, chamava-se exactamente, "Arquétipos de uma Mulher Interrompida".
EliminarA interrupção nem sequer é muito metafórica.
Um abraço grande, Ligeirinha!
O que é preciso é seguir em frente e tu parece que conseguiste isso, e isso é que interessa.
ResponderEliminarbj e bom fds
Segui em frente pois, Estrelinha. E hei-de sempre seguir em frente enquanto as minhas limitações biológicas mo permitirem.
EliminarUm beijito!
OLÁ POETA. As coisas boas são sempre apropriadas para qualquer altura. É assim que eu entendo. Mas não podemos esquecer esta verdade, há ocasiões que são mais ocasiões do que outras: Que poema tão bonito para ser publicado no dia internacional da mulher. Provavelmente para esse dia terás publicado, e irás publicar publicar, um que supera este, eu pelo menos assim o espero. Mas tenho que confessar que foi a primeira ideia que me veio à cabeça. Andei a dar uma vasculhadela nas tuas tags a ver se encontrava o poema do referido dia mas confesso que não fui capas, também não estava com muito tempo. De qualquer maneira, os meus parabéns, está espectacular. Um grande abraço e um muito bom fim-de-semana.
ResponderEliminarOlá Fisga. Antes de responder-te, fui procurar o soneto que publiquei no "Dia da Mulher", pois já não me recordava minimamente. Foi o "Redescobertas III", especialmente dedicado a todos os blogonautas. Sabes, Fisga,
Eliminareu não faço os meus sonetos a pensar, faço-os a "sentir". todos ou quase todos são feitos "em cima da hora" e muitos directamente das minhas mãos para o Blog. e naquele dia , recordo agora, senti um carinho muito especial por todos nós, os que desbravamos as palavras neste novo e imenso oceano. Todos os dias o sinto, mas naquele dia foi, com certeza, tão forte que me fez nascer aquele soneto.
É mais fácil procurar pelo mês e dia, pois funciono muito mal com as tags e nos próximos dias não vou ter tempo de aprender a lidar com elas.
Um abraço!
Olá amiga e POETA. Acabo de descobrir em ti, a qualidade que eu mais admiro e respeito no ser humano, talvez por ser das mais raras. A humildade. Mas eu vou ajudar-te. Eu até há dois meses a trás também não sabia. É assim, não te preocupes com grandes descrições, Põe sempre em primeiro lugar o título da postagem, e podes pôr uma ou outra palavra que faça parte da postagem. Mas o importante é o título, que tu dás à postagem. Quando poderes vai ao meu blog e repara nas tags com o título (o génio escondido) É um conto verídico que eu acabei de publicar há pouco, só por curiosidade k em o génio escondido e vê o que se passa a seguir.
EliminarUm abraço e um beijo de amigo.
E vou mesmo espreitar o teu Génio Escondido... sabes, eu também me "atirei de cabeça" sem sequer fazer ideia do que seria um blog e praticamente sem saber trabalhar com um computador... olha, foi porkedeuskis!
EliminarUm abraço!
Vai lá espreitar, eu quando te falei disso foi só para veres como as tags funcionam. Tudo quanto eu escrevi antes, também ao nível das tags está uma revalidaria. Depois é que eu aprendi. Um beijo.
EliminarPois! Parece que nestas andanças de computadores eu ainda sou mais amadora do que tu... :)))
EliminarSe eu bem entendi, ainda amas mais o computador do que eu. Acredito piamente. O amor para alem de não escolher idade também não escolhe a quem amar. Estou a fislososfar, estou bem disposto. Até.
EliminarNão sei se é bem o computador, Fisga... será o computador porque ele foi-me dado por vós, mas o que eu amo desmedidamente é a criação. E a forma como ele me permite comunicar convosco... e depois o Friend 2008 já vai sendo da família...
EliminarUm abraço!
Olá amiga. Tens toda a razão, não é do computador, agora estive a pensar e lembrei-me que quando o computador nasceu, já muito se tinha feito em matéria de comunicação, o computador é só uma pequena ajuda, ao nível da facilidade e da higiene. Quanto ao termo (foram vocês que me o ofereceram) Minha amiga eu só apareci depois dos factos consumados,
EliminarTive pena porque sempre disse que onde todos pagam nada é caro. Até logo.
E se os factos estavam já consumados foi muito bom que aparecesses de qualquer forma!:)))
EliminarAbraço!
Muito obrigado, minha poeta preferida, é muita simpatia da tua parte, mas eu agradeço. Um beijo de amigo.
EliminarTudo bem! E esse trabalho, como vai?
EliminarGosto imenso da maneira como introduzes um poema por um quatdo sempre tão bonito e elucidativo :).
ResponderEliminarAh, MACS significa 'Matemática Aplicada às Ciências Sociais' :)
[ ]
Olá Daniel! Essa coisa do MACS parece interessante... tenho pena que na minha juventude a matemática fosse uma coisa tão rígida e sensaborona. Ainda bem que o ensino mudou, a esse nível.
EliminarEste quadro também está à venda :)))), mas como é um dos que eu gosto mais, também é um dos mais carotes...
Um abraço e obrigada por gostares!
Obrigado pela tua visita ao meu Evão e Ada e pelo teu add. Fico feliz que tenhas gostado do meu Jardim e certamente que terei cuidado com as maçãs :) Parabéns pelo teu magnifico cantinho. Bom fds e bjks
ResponderEliminarOlá FerdoS. Sabes, as maçãs são um elemento simbólico que eu utilizo muito, tanto na poesia como na pintura. Agradam-me pela sua carga simbólica e também pela sua forma.
EliminarÉ a minha costelazinha de Eva...
:)))) Abraço!
...
ResponderEliminarO nó aperta-se se na garganta., impossibilita as palavras.
* quanto mais vejo, mais gosto dos teus quadros.
Então ficamos empatados Zm, porque eu também gosto muito, muito dos teus. Nao será assim com os académicos da pintura, mas penso que, para a maioria dos pintores os trabalhos são autobiográficos. Pelo menos rtratam momentos que vivemos e coisas que sentimos. Disso não tenho a menor dúvida. E com a minha poesia também é exactamente assim. Talvez por isso eu não tenha em grande conta os académicos, tal como Picasso também os não tinha.
EliminarU grande abraço!
Nem sempre os caminhos se interrompem.
ResponderEliminarNós é que chegamos a encruzilhadas em que, às vezes, somos nós que escolhemos o rumo a seguir estando acessíveis todas as vias possíveis; outras vezes, só temos algumas disponíveis. Mas o caminho continua. Apenas muda de rumo, de forma, de conteúdo. Somos nós que continuamos a fazer o nosso caminho, andando. Mas para andar também é preciso coragem.
E, nessa matéria, a Poeta tem dado sobejas provas.
Abraço
Um grande sorriso Eva! Aos olhos do mundo fui, realmente interrompida. Fui literalmente interrompida durante muitos minutos. Foi belo e terrível, mas tudo acontece porque tem mesmo de acontecer e eu continuo por cá, durante mais algum tempo, como todos nós... continuo, cada vez mais semelhante àquilo que nasci para ser. Serei talvez teimosa, mas ninguém me tira da cabeça que todos nós nascemos especialmente dotados para qualquer coisa e que temos a obrigação de desenvolver, neste mundo, os nossos dons. Penso que "pecar" será, simplesmente", não o fazer.
EliminarUm grande, grande abraço.
Não sei se devia dizer isto, mas identifiquei-me imenso com este soneto!! Em determinada altura da minha vida tambem eu fui "cega e surda", e "vivi uma paixão desigual"... E "calei estados de alma, e sonhei baixo"... Tão baixinho, que já nem eu própria conseguia ouvir os meus sonhos. Mas depois, felizmente, também eu fui um dia interrompida e trazida de volta ao que sempre fui, e hoje sou!!!
ResponderEliminarObrigada por mais um soneto maravilhoso!
Bj da Jo
Claro que fizeste bem em dizê-lo! olha eu com um sorriso de orelha a orelha! As interrupções até nos fazem crescer, por muito dolorosas que pareçam ser enquanto estão a ser vividas1 ainda bem que entendeste!
Eliminarum abraço grande!