CADÊNCIA PENDULAR

 



Um poente debrua a ferro e fogo


A linha horizontal do fim do mar


E retoma um percurso milenar


Pois pára de o bordar e volta logo.


 


A sua condição, que não revogo,


Impõe-me uma cadência pendular;


Deste lado, onde o Sol vem pernoitar,


Preguiça o mar imenso em que me afogo,


 


Do outro, aonde o Sol vai renascer,


Surge uma luz difusa, num crescendo,


Ressuscitam palavras entre os vivos


 


E recomeça a vida em cada ser...


Quanto a mim, que só disso vou vivendo,


Coube-me descrevê-lo, entre adjectivos...


 


 


Fotografia tirada por mim a uma flor de bananeira

Comentários

  1. Não é justo, amiga poetisa:
    Se me tinha faltado ontem as palavras, se continuar a escrever desta belíssima maneira, começará é a faltar-me o ar

    M A G N Í F I C O !!!!!

    Abraço

    António

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    1. Não falta nada, Poeta!Nós acabamos sempre por ganhar qualquer coisa nesta partilha de versos e emoções!
      Sabe, fui à página do Prémio Bocage, para ver se já havia vencedor, e dscobri que o nome dos jurados até já foi publicado, o que me deixa exactamente na mesma pois não conheço pessoalmente nenhum deles e, mesmo que conhecesse, nunca os contactaria sob pena de me ficar a auto-desprezar. A esperança continua viva e sorridente (embora um pouco palerma e naïve...), mas vai continuando a apostar no mérito (se é que ele existe...).
      Um abraço e obrigada pelas palavras!

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    2. Também sinto o mesmo.
      Quanto ao prémio Bocage, se não vencer este ano, concorra novamento no próximo que houver. Se continuar a vencer, então os jurados preferem a erudição no lugar do talento. Se assim for , é de lamentar.

      António

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    3. É o que ando a fazer desde o ano passado. Já fiquei muito feliz por ter ganho o Poesia em Rede, no Sapo...

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  2. Olá

    À mim... semopre falta ar quando leio tudo que escreve.

    Abraço.

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    1. Olá Velucia! Espero que nunca te falte a inspiração para ires escrevendo, também, os teu poemas.
      Um grande abraço!

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    2. Tudo bem, amiga! Deu para entender perfeitamente e eu sei bem que estes teclados nos estão sempre a pregar partidas.

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  3. Sempre belos os seus poemas, eu não fico com falta de ar, mas "devoro-os" com "sofreguidão" como se eles me alimentassem, e na verdade, alimentam mesmo ,mas o espirito, Um

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    1. Muito obrigada, minha amiga. Pelo menos o espiríto vai tendo as "sobremesas" e eu fico muito feliz por gostar delas!
      Um grande abraço!

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  4. Olá poeta porque Deus quer, Maria João. Que lindo e sentido poema, aliás o que seria de estranhar era se o não fosse. Foi mais um para a minha já gordinha colecção. Obrigado.
    Um abraço.

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    1. Obrigada digo eu, meu amigo!Penso que todos os poetas gostam de partilhar os seus poemas e eu fico muito feliz quando alguém gosta deles e lhes dá alguma importância.
      Um grande abraço!

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    2. Olá amiga Maria João. Eu ao adicionar aos meus favoritos É apenas com intuito publicitário, porque se eu quiser ler sei muito bem ir ao teu blog, e procurar. Mas eu gosto tanto de poesia e em especial da tua poesia, que era para mim um grande prazer concluir um dia que arranjaste mais amigos para te lerem, através do meu blog. A poesia faz necessariamente as pessoas mais compreensivas e mais dóceis, é uma terapia como outra qualquer, que tem os seus efeitos benéficos. Um abraço. Eduardo.

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    3. Eu acredito que todas as formas de arte são muitíssimo terapêuticas! E têm a vantagem de fazer bem a quem as pratica e a quem as lê, ouve ou contempla!
      Um abraço amigo!

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