LER NAS ENTRELINHAS...

 


 


 



Talvez não fosses tu... ou foste mesmo?


Talvez não fosses tu quem me traiu...


Talvez fosse outro alguém quem me mentiu,


Quem sobre mim espalhou calúnia a esmo...


 


Talvez não fosses tu... talvez (quem sabe?),


Tu estejas, afinal, disso inocente...


Talvez fosse outro alguém (ou toda a gente?)...


O que me importa a mim? Quem foi, que o pague!


 


Se foi pura maldade e maldicência,


Eu nunca tive tempo nem paciência


Para lidar com coisas tão mesquinhas!


 


Se foi intencional (de causa-efeito),


Pior p`ra quem o fez! Não tenho jeito


Para me pôr a ler nas entrelinhas!


 


 


Soneto dedicado ao Poeta António Aleixo


 


Imagem retirada da internet

Comentários

  1. Olá amiga Maria João.Tu não te cansas de homenagear o poeta e eu não me canso de ler as tuas homenagens a ele feitas. Porque elas nunca serão de mais. Este é o meu ponto de vista, Obrigado por mais este lindo poema dedicado ao grande poeta do povo António Aleixo. Um bom Domingo e um abraço.

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    1. Olá amigo Eduardo! Neste momento ando a homenagear os poetas Ant´nio de Sousa e António Aleixo. A um porque vivi com ele e a outro porque estou a viver (quase) como ele.
      Mas também já homenageei a Nat´lia Correia, o Vitorino Nemésio, a Maria Ivone Vairinho, o Ulisses Duarte, Maria José Rijo e até a nossa amiga Linhaseletras teve uma quadra.
      Um abraço amigo!

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    2. Olá amiga João. Sobre a Natália correia. Eu tenho por ela uma grande admiração apesar de de ela ser de uma ária política diferente da minha felizmente, cinto-me muito honrado por saber distinguir entre o político e o ser humano. Para mim a Natália era 3 em um. Uma grande senhora, uma Senhora seríssima e uma grande poetisa. Esta discrição que se segue encontrei-a acidentalmente em uma das minhas pesquisas. Um grande abraço.

      Domingo, 13 de Abril de 2008
      Natália Correia # Retrato talvez saudoso... e A defesa do poeta
      .
      A ti, Mãe, primeira maravilha dada aos meus olhos, eu dedico estes poemas. Subida da tua carne, a minha luz pertence-te. Toma a minha dor e a minha alegria e este desespero que floresce à sombra do teu mistério.

      Sou filha de marinheiros
      pelo mar que também quis.
      Pela linha da poesia
      sou neta de D. Dinis.
      Aquilo que nunca fiz
      é a minha bastardia.


      .
      RETRATO TALVEZ SAUDOSO
      DA MENINA INSULAR

      Tinha o tamanho da praia
      o corpo que era de areia.
      E mais que corpo era indício
      do mar que o continuava.
      Destino de água salgada
      Principiado na veia.

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    3. Muito obrigada pelo teu comentário e, também, pelo envio dos dois pequenos poemas da Natália. Sabes que a biografia do meu avô foi escrita por ela? "A Ilha de S. Nunca - A Insularidade na Poesia de António de Sousa". Há quem diga que ela era muito rispida mas eu nunca achei... pelo menos para mim nunca foi.
      Um abraço!

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    4. Olá amiga João. Eu tenho pena de não ter mais tempo para ler certas coisas mas eu demoro muito a fazer seja o que for por falta de sabedoria na matéria. Mas um dia qualquer ainda vou ver se encontro o celebre António de Sousa. Um abraço.

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    5. Ele tem uma citaçãozita na Wikipédia, que foi toscamente acrescentada por mim. E eu penso que já foste ao http://antoniodesousa.blogs.sapo.pt
      Estou a tentar reeditar online a obra dele, mas confesso que não tenho sido muito assídua à postagem desse blog. Também tenho falta de tempo e não posso ficar horas e horas com a net ligada, senão a conta da banda larga aumenta
      Abraço!

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    6. Olá amiga. Eu já dei uma espreitadela mas muito por alto. Eu quero arranjar tempo para poder ler com atenção, sós que eu sou muito vagaroso, a fazer as coisas, gasto muito tempo, com pequenas coisas. Mas já deu para eu ver que há umas coisas que eu quero ler com calma. Um beijo. Eduardo.

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    7. Fica à vontade,amigo Eduardo. O blog não sai daí, mesmo que eu tenha um faniquito qualquer.e nenhum de nós está com pressa.
      Um abraço!

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  2. Bonito soneto este, a mim pareceu-me um recado, e se realmente for um recado, a quem ele for dirigido, que consiga ler nas entrelinhas, e que pense e chegue a alguma conclusão coerente.
    Obrigado por mais este belo trabalho.
    Bom Domingo

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    1. É um recado, é, minha amiga. Dediquei-o ao Poeta A. Aleixo porque ele também sabia dar muito bem recados através dos seus poemas.
      Um grande abraço para si e um bom resto de Domingo!

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