O NASCIMENTO DE EVA
A MULHER INTERROMPIDA II
Subitamente carne, eu aterrei
Neste planeta incerto, e quis viver!
Neste acto (in)voluntário de nascer
Trouxe comigo o mar que, um dia, herdei.
Subitamente vida, eu comecei
A pesquisar o mundo, a qu´rer saber...
Vivi-me por inteiro até morrer
E, sem saber porquê, depois voltei.
Sem sair deste espaço, o que eu andei!
As mil e uma voltas que não dei,
As mil e uma coisas que não vi!
Há quantos mil milénios eu me sei
Nas vezes que morri, nas que acordei
Sobre o estranho planeta em que nasci...
Maria João Brito de Sousa - 27.08.2008 - 13.03h
Imagem retirada do site www.sabercultural.com
NOTA DE RODAPÉ - Este soneto classifica-se entre os "poemas de
rima pobre", pois todos os versos terminam
em palavras da mesma categoria gramatical.
Neste caso específico são Pretéritos Perfeitos
de verbos. Em poesia a classificação "rima pobre" não tem
uma conotação negativa. É apenas uma
classificação como outra qualquer, sem valor qualitativo.
Minha Poeta preferida, se eu já tinha gostado imenso do Mulher Interrompida I, ainda gostei mais do II!!! Identifico-me com ambos!!
ResponderEliminarObrigada por mais um belo "banho" matinal de poesia!!
Bj da Jo
Olha a minha Joanina preferida! Este poema foi escrito ontem à tarde no caminho para a estação os Ctt. Esbarrei com uma árvore e tudo, mas ele nasceu quando tinha de nascer...
Eliminarlol. Não me admiro muito que algumas pessoas olhem para mim como quem olha para um "alien"...
Um grande, grande abraço para ti e toda a família!
Ah!! Tenho-me esquecido de te dizer aprovo as modificações no blog!! Gostei sim senhora!! Esta mais luminoso!
ResponderEliminarBj da Jo
eh, eh... "tá mai munito, nã tá?". A casota é que anda muito desarrumadinha... paciência! Melhores dias virão, como tu muito bem disseste!
EliminarUm abraço graaaaande!
Olá Maria João!
ResponderEliminarJá ando a "passear-me" por aqui há longos minutos e sabe que nem estou cansado. Parabéns, mais uma vez, pela qualidade do seu blog. Há muito que ando para fazer referência ao seguinte agrada-me ver em quase todos os seus sonetos pinturas de sua autoria. Bem haja pelo que faz em favor da arte. Continue. Abraços! António
Muito e muito obrigada, meu amigo António.
EliminarEstas minhas telas foram fotografadas e digitalizadas por um colega da Associação de Artistas Pásticos Paço de Artes. Sem esta oferta dele não as conseguiria mostrar com esta qualidade de imagem.
No fundo, este bog tem muitos pequenos auxílios, entre os quais o seu.
Um grande abraço!
Adoro aulas!
ResponderEliminarExplica taõ bem.....
Mas o que escrevo não tem regras...porque o que sai daalma é desregrado...com humores....pelo menos comigo....1 É errado ....eu sei.....1 Mas é tanta a vontade que sai ....sem eu saber....
Minha querida Ligerinha, quer acredites ou não os meus sonetos tambem nascem ompulsivamente e "em esguicho", sem eu ter tempo para pensar muito. Quando os releio (ou leio, pois é a primeira vez..) é que verifico as métricas e, neste caso, descobri que era um soneto em "rima pobre". Como este blog pretende fazer uma modesta divulgaçao do soneto formalmente clássico, eu resolvi adicionar esta pequena nota de
Eliminarrodapé. E não é nada errado escrever desregradamente! Eu gosto muito a tua poesia.Tem muita leveza e muita limpidez. Pelo menos é assim que eu a "sinto".
Um grande abraço para ti!
Eu tambem gosto das aulas , mas não consigo entender bem o conteúdo, e então continuo a escreve como sei e como as coisas me vão saindo, e seja o que Deus quiser
ResponderEliminarUm abraço e até amanhã
Pois escreve mutissimo bem, minha querida amiga! As suas quadras são metricamente perfeitas e os sonetos são lindíssimos. Pouco importa a métrica não estar ainda perfeita, pois o maior valor está no conteúdo e na musicalidade que lhes consegue dar.
EliminarUm grande beijinho!