DEPOIS DE MIM
Estais cansados de ouvir a lenga-lenga
Daquilo que já fiz, do que não faço...
Que vos pode int`ressar o meu cansaço,
Este cantar-me até que a voz se renda?
Não podeis entender este feitiço
(meu estranho e voluntário cativeiro...)
De ser rica sem ter nenhum dinheiro...
Podeis olhar-me e ver um deus postiço,
Mas reparai; se sou quanto aqui escrevo,
Se o mundo, em mim, produz tão estranho enlevo,
Se este cantar-me é pura compulsão,
Podeis ler-me depois de eu ter partido,
No futuro, ideal mas pressentido,
Dos que depois de mim me seguirão...
Imagem - "O Filho do Homem" -
Acrílico sobre placa
Maria João Brito de Sousa -2006
Gostei muito deste soneto e do quadro:)
ResponderEliminarbj e bom fds
Obrigada, Estrelinha! Um bom fim de semaa tambem para ti!
EliminarBjito!
Sentido e profundo...esedeuskiser,tão depressa não partirá!
ResponderEliminarEsperemos que não, Vitor! Como dizemos no café, eu e as minhas duas amigas, "agora não me dava jeitinho nenhum!"
EliminarUm abraço!
Boa noite, minha amiga.
ResponderEliminarQue soneto lindo, mas acho-a um pouco deprimida , e talvez um pouquinho pessimista.
Anime-se, que melhores dias virão se Deus quiser . Eu sei que a vida nem sempre nos dá aquilo que merecemos, e que mesmo as "lutadoras" vão perdendo as forças.
Até amanhã um abraço e uma
Sabe o que é, minha amiga? É que ando a sentir-me mesmo sem força física nenhuma.
EliminarNa 2ª Feira vou ao hospital, a uma consulta com outra médica da mesma especialidade. Vamos lá ver como estão as análises que de há uns anos para cá têm tido uns valores muito mauzitos, sobretudo nos anticorpos A.N.A., que são sempre 1/1280 e deveriam ser 0. Há por lá outras coisas que estão elevadas, mas estes é que andam assim há anos.
Um abraço!
Então, Poeta, depois de mim?
ResponderEliminarLá chegaremos, lá chegaremos, mas - e como muito bem diz - neste momento não dá mesmo jeitinho nenhum.
Tantos projectos... e tão bonitos...
Quando se fecha uma porta abre-se sempre uma janela.
Sinceros votos de melhoras.
Abraço
Olá, minha amiga. É só cansaço, mas é um cansaço que parece não ter fim. Estava habituada a crises menos prolongadas. De vez em quando "empenava", mas depois lá me ia mexendo menos mal. Este faz-me acordar cansada e deitar cansada e acabo por me cansar de tanto cansaço... o que me vale é este sentido de humor meio maluco... e os poemas, claro. Para pintar não ando com grandes forças...
EliminarMas garanto que não me dava jeitinho
nenhum este "depois de mim" nos tempos mais próximos!
Um grande abraço!
É um belo poema que reflecte tristeza, cansaço.
ResponderEliminarLamento os resultados das análises.
As minhas também não são brilhantes, de qualquer modo a vida já me deus dois «suplementos» de tempo...
Um abraço.
Então não estamos nada mal servidos, meu amigo! Eu também já vou no meu segundo "prolongamento" e sei que nem todos têm essa sorte... ando é mesmo muito cansada, mas é um cansaço muito físico. Fico zangada com o meu próprio cansaço e, como nãogosto de zangas, justifico-me em verso... penso que é mais ou menos isso.
EliminarAbraço.
Olá Poetiza
ResponderEliminarMuito lindo, mas um pouco pessimista.
Fiz uma pequena homenagem para Você.
Um abraço.
Voltei...
EliminarPode ajudar-me com o título?
Obrigada.
Oh, Velucia! Muito obrigada! Tenho esado sem acesso à cx de correio e hoje tinha mais de 50 emails e comentários por abrir, por isso só agora vi o teu!
EliminarEu vou já ver!
Abraço grande!
Deixei uma resposta meia tonta no teu blog,
Eliminarnão sei se vais gostar... mas o teu poema é lindo e eu fico-te muito agradecida! Fiquei um pouquinho de lágrima no olho, mas é uma lágrima boa!
Um grande abraço para ti!
Olá Maria
EliminarAinda estou a pensar no título.
Não quero ser injusta ao que você merece.
Um abraço.
Mas tu já tens títulos lindos, Velucia! Escolhe com o coração e vais ver que acertas!
EliminarBeijinho e, mais uma vez, obrigada!
Olà Maria João.
ResponderEliminarPassei so para lhe dar um Bom Dia.
Os seus poemas e sonetos "sont toujours merveilleux ".
Um abraço do "Belga".
SON toujours merveilleux.
EliminarDesculpe o erro
Olá Carlos! Sabe que com essa sua "assinatura", "o belga", fez-me lembrar o Poirot, que é um personagem fascinante! Lia tudo quanto era Agatha Christie, na minha primeira juventude e sempre tive uma enorme admiração por essa figura! Foi há tantos, tantos anos, que já não consigo lembrar-me onde um artigo biográfico sobre A. Christie, onde ela dizia que "de nada valerá viajar pelo mundo e ver tudo, se não conseguirmos descortinar os universos de vida
Eliminarnuma poça de água, junto da nossa casa". Não posso garantir que as palavras sejam exactamente estas, mas o sentido é este. Por estranho que pareça, aderi 100% a esta frase e isto desde os meus doze ou treze anos.
Um abraço e muito obrigada pela visita e pelo comentário!
Nem tinha dado por ele, meu amigo!
EliminarAbraço!
Olá. Amiga poeta. Adorei este teu poema que te retrata, que nos retrata a todos de alguma forma. É belo, sentido e real, mas não sei se estou enganado e espero bem que sim, acho-te um pouco por baixo. Será que algo de inesperado surgiu? Não pode ser eu é que estou a sonhar alto. Diz-me que sim amiga que eu estou a ver coisas onde não as há. Um bom fim de semana. E um Abraço. Eduardo.
ResponderEliminarNãote preocupes, amigo. É só uma crise de cansaço que está a durar mais do que o habitual. Além disso, na 2ª feira é dia de ir ao hospital e eu fico sempre "doente" por causa disso. Não é muito fácil de explicar, as eu associo, involuntariamente, os hospitais a momentos terríveis da minha vida que se passaram por lá. Por isso, ainda hoje, ir ao hospital é "descer aos infernos". Sei que não é muito normal, mas é inevitável... é mais uma das minhas fraquezas...
EliminarAbraço!
Eu compreendo amiga, mas tens que ter paciência e encarar isso como uma forma de te esqueceres de outras coisas piores que te atormentam, e te machucam. Um abraço Eduardo.
EliminarAinda não faltei a uma consulta. Já tive, muitas vezes, de pedir dinheiro emprestado para os transportes que são caríssimos, mas vou sempre. Ando há anos neste vai-vem de consultas e exames e não vejo melhoras. Mas ninguém pode dizer que eu não faço o que eles mandam. Tomo os medicamentos todos os dias, evito o sol e evito grandes esforços físicos. Aliás, nem conseguiria fazer grandes esforços porque até os pequenos já vão custando.
EliminarAbraço!
Olá. Amiga poeta. Adorei este teu poema que te retrata, que nos retrata a todos de alguma forma. É belo, sentido e real, mas não sei se estou enganado e espero bem que sim, acho-te um pouco por baixo. Será que algo de inesperado surgiu? Não pode ser eu é que estou a sonhar alto. Diz-me que sim amiga que eu estou a ver coisas onde não as há. Um bom fim de semana. E um Abraço. Eduardo.
ResponderEliminarAmiga Maria, voltei para ver se mais alguma obra de arte tinha desenhado em forma de escrita…e dei conta que está algo deprimida devido aos seus problemas de saúde…não lhe vai resolver coisa alguma, mas dê uma voltinha pelo meu blogue, e isto sem qualquer intuito de o promover, e talvez se sinta um pouco melhor…o post tem o titulo de:
ResponderEliminar“Lance Armstrong…e eu !”
Beijinho!
Olá Vitor! Vou já ver o seu post!
EliminarAté já...