EM CADA NOVO OUTONO...


 


EM CADA NOVO OUTONO


 


Sempre que for Outono, eu estarei lá,


Nas folhas velhas, mortas e douradas,


No murmurar das árvores cansadas,


No Sol que se despede: - Eu volto já!


 


Há lágrimas no céu, de quando em quando,


E o vento vai gemendo de mansinho


Quando o Tempo prepara o seu caminho


Para o novo Natal que vai chegando.


 


São crianças, as tardes e manhãs


E as noites, a crescer, são como irmãs


Do eterno labutar da nossa vida


 


E, a cada novo Outono, eu lá estarei


Cantando o tal Natal que vislumbrei


Na vida  que vivi tão  de fugida.


 


 


Maria João Brito de Sousa - 29.09.2008 - 11.30h


 


Imagem retirada da Internet

Comentários

  1. Adorei este poema, está mesmo lindo e fiz tudo sobre o Outono.
    bj e boa semana

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    1. Obrigada, Estrelinha! Desejo-te uma semana "brilhante"!
      Beijinho grande!

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  2. Olá! Boa tarde, lindo este soneto ao Outono, gostei muito.
    Um abraço

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    1. Boa tarde, minha amiga. Eu já aí vou "espreitar" a sua coroa!
      Um grande beijinho!

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  3. Querida poeta, que lindo elogio ao Outono!
    Mas não chega a ser triste.....para mim o Outono é só ver....e ir embora!
    Quem me dera hibernar até á Primavera!
    Beijo grande da tua amiga "meia tonta"....

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    1. Não é para ser triste, Ligeirinha, é para ser uma homenagem ao Outono. "Meia tonta"? Mas meia tonta porquê? E olha que tu também escreveste, e bem, sobre o Outono!
      Não sei se foi muito consciente, mas é muito possível que o teu poema tenha estado na origem deste.A Vida é partilha, Ligeirinha, e a Poesia também!
      Beijinho!

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    2. Por acaso pensei nisso!!!!Que coincidência!
      Amanhã visitinha Vip, k bom! Fiquei muito contente! Beijos

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    3. Não é amanhã, Ligeirinha. É na 4ª feira.
      Quanto ao soneto... agora que falei nisso, acho que foi mesmo assim. Li o teu poema, fiquei com ele "na cabeça" de forma semi-consciente e, às tantas, nasceu este... mas há coincidências extraordinárias! Depois de ter publicado o soneto que nasceu hoje, peguei no antoniodesousa, ainda sem saber o que haveria de postar. Procurei entre a papelada e veio-me parar às mãos um artigo do Gaspar Simões. Resolvi publicá-lo e, qual não é o meu espanto, a páginas tantas, dou com uma citação de um poema do meu avô que também fala do Outono. Tudo isto aconteceu "por acaso" e estes "acasos" deixam-me sempre, sempre maravilhada!
      Um beijinho grande!

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  4. Oh, Poeta, que belo Outono!
    Tenho estado afastado dos comentários mas não ausente.
    Há quem adore o Verão ou a Primavera mas a minha estação preferida é o Outono.
    Gosto de ir à praia e sentir o vento ou até a chuva. Gosto do som das folhas secas, das cores...
    Enfim, gosto de tudo!
    E, mais uma vez, obrigada pelos poemas e por toda a beleza da vida com que nos brinda!

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    1. Eu é que agradeço as suas palavras e a sua atenção. Penso que só esta manhã interiorizei bem o Outono e o soneto surgiu como uma cascata... também gosto muito dos Outonos. É a única estação do ano em que gosto de ir à praia, mesmo que o mar ande resmungão...
      Abraço.

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  5. Poeta, devido a diferença horária que nos separa, eu chego aqui ao teu blog, sempre tarde e a mas horas... Mas nunca deixo de cá vir!
    Que lindo este soneto dedicado ao Outono, uma estacão de que tanto gosto.
    Bj da Jo

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    1. Não te preocupes Jo! És muito bem vinda a qualquer hora do dia ou da noite! Eu também penso (ou sinto...) que o Outono tem uma magia qualquer que é quase inexplicável! Parece que nos aquece a alma na dimensão oposta à do friozito que vai fazendo cá fora...
      É uma estação em que me sinto mais"aquecida" por dentro.
      Um beijo grande!

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  6. Olá

    É uma bela homenagem ao outono.

    "acasos" minha amiga...Não, é divindade mesmo!
    Um abraço.

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    1. Pois é Velucia. Eu também tenho essa sensação Ou essa certeza. Por isso pus o Acaso entre aspas. Respeito a opinião de toda a gente, por isso resolvi deixar que cada um interpretasse estes "Acasos"à sua maneira.
      Um grande beijinho.

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  7. Todas as estações do ano têm o seu encanto mas eu.....sem o Verão não sou nada.



    Beijo


    *FreeStyle*

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    1. Olá Free! O Verão também tem os seus encantos e eu também pensava assim quando era mais jovem, mas nenhuma estação tem a magia do Outono. Mas é tudo tão subjectivo!
      Olha, "amor também é sentir isto"!
      Um beijinho!

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  8. Olá, minha amiga:

    Fantástico! Acho que não podia escolher melhor fotografia do que esta. Penso que os próprios verso dão vida à própria fotografia. Quando o princípio do Outo se aproxima lembro-me sempre do ano de 1986, ano em que comecei realmente a viver.

    Um enorme abraço

    António

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    1. Poeta, eu já lhe tinha respondido, mas o sapinho parece apostado em continuar a pregar-me partidas... respondi-lhe qualquer coisa àcerca das perguntas que tem o condão de fazer despontar em mim... adiante. Espero que esteja bem e que tenha tido umas boas férias.
      Abraço!

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  9. Que lindo poema... O Outono é também a estação do ano com a qual me identifico. As cores, os cheiros, os passeios à beira mar, as manhãs preguiçosas... Beijinhos

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  10. É lindo o Outono não é? Nesta estação do ano o pensamento voa-me sempre para a minha infância, para a casa em que cresci... mas é muito bem vinda, essa nostalgiazinha.
    Aquece-me por dentro.
    Um beijinho para si, Maria.

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  11. Cá na cidade grande, não se olha o Outono como se olha na província, no campo.
    Perdemo-nos por outros caminhos, outros olhares.
    Não poetisamos.
    ***
    Por mim, sempre gostei de todos os seus sonetos.
    Este tocou-me muito que resolvi inseri-lo no meu blogue, tentando dar-lhe o devido relevo. É uma honra para mim poder mostrar alguns trabalhos seus e a sua inserção é prova do meu reconhecimento.
    Espero que não haja objecção.
    Continue a poetisar-nos.

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    1. Olá José. Talvez seja por isso que eu sempre gostei de estar por aqui. Sou uma suburbana por natureza e, embora a "cidade grande" se vá aproximando cada vez mais de mim, este estuário do Tejo oferece-me todas as regalias da província.
      Um abraço muito blue.

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    2. Desculpe. Esqueci-me de dizer que fico muito grata por ter adicionado este soneto aos seus favoritos e que não há qualquer objecção. Muito pelo contrário.

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