NÃO BRINCO MAIS!

 



Poder-me-ão dizer que faço aqui,


Jogando o vosso jogo de paciência?


Eu tive uma postura de indulgência,


Mas sei que estou no jogo e não pedi!


 


No meio dos peões alguém estará


Que, como eu, não sabe porque joga...


Mas não vos falarei como quem roga!


Jogai, jogai... enquanto eu  estou por cá.


 


Enquanto o jogo dura, eu pouco aprendo...


De nada (ou quase nada) me arrependo!


Se qu`reis jogar, eu quero colher flores!


 


Um dia, de repente, o jogo acaba...


Não brinco mais! Eu sou como a cigarra


E quero lá saber dos vencedores!


 


O LADO "MAUZÃO"


 


Não jogo mais!... mas posso ir poetando...


Às vezes sou travessa, sei-o bem!


É o meu "outro lado"... eu serei quem


Sabe sempre o que quer mas nunca quando...


 


Quem nunca sabe quando irá parar,


Quem sonha a tempo inteiro e sem fronteiras,


Quem, como uma criança, faz asneiras


E logo depois tem de as confessar...


 


À vezes mostro as garras, assanhada,


Eriço o dorso e fico tão zangada


Que ameaço, esperneio e sou mazinha...


 


Eu tenho alma de gato. Eu avisei!


São estes os pecados que eu pequei,


O meu lado "mauzão". Que sorte a minha!


 


 


 

Comentários

  1. Pode continuar a brincar, porque brincar rejuvenesce , tem é que se ter mais cuidado, e ver bem o sitio onde fazemos as nossas brincadeiras, e olhar para os cantos porque pode estar alguém " á espreita para nos "tramar".
    O meu soneto baseava-se um pouco nisso também , porque custa ver tanta coisa que está mal e não há quem ponha "travão" nestas "asneiras" que todos os dias vemos á nossa volta.
    Até logo agora vou passar a ferro, porque a empregada "esquivou-se"e lá vou eu fazer um pouco de exercício aos braços

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    1. Isto é só uma brincadeira, minha amiga. Eu, de vez em quando, gosto de ditar as regras do jogo... gosto de jogar "à minha maneira"... por isso é que ilustrei o soneto com uma careta! Foi para mostrar o meu "outro lado", o lado "mauzão"...
      Um grande, grande abraço para si. Eu já fiz alguns "acertos" que publico depois.

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  2. Olá Amiga

    Continue brincando até poder, pois brincar assim, fá-la feliz e aos outros também.
    Bjs

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    1. Eu ainda brinco, minha querida Maria. Hoje de manhã resolvi fazer uma careta, mas é só o meu lado "mauzão"...
      Um grande abraço!

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  3. Oi Maria

    Adoro o jogo de xadrez!
    Além de paciência... É também um jogo de estratégias. Os peões são os defensores do Rei.
    E com certeza um dia o jogo acaba ou com empate ou com a vitória de um dos lados.
    O jogo é saudável desde que este jogo não seja com as pessoas como se joga no jogo de xadrez.

    Um abraço.

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    1. Olá Velucia! Eu também gosto do jogo de xadrez, mas não jogo há mais de 30 anos! E desde quando se joga xadrez com pessoas? Com peças sim. Peças de madeira. om pessoas só se for de forma metafórica, como naquela imagem que eu encontrei na net e usei para ilustrar um dos meus sonetos que fala das dificuldades reais que eu enfrentei depois do divórcio. No jogo de xadrez os adversários jogam porque querem. Há um mútuo consentimento e um mútuo empenhamento. Nao é como aqui!
      Um beijinho!

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    2. Oi Maria

      Eu entendi que no seu poema não seja isto que quis dizer.
      Só quis comentar que ainda há pessoas que jogam com pessoas, como se fossem no jogo de xadrez. Sim, ainda há infelizmente.
      Já tentaram jogar comigo, mesmo sem consentimento. Só tentaram... Como também sei jogar dei o xeque-mate!

      Desculpe a maneira como expressei-me anteriormente. Não quis dizer do teu poema de maneira alguma.

      Um abraço.

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    3. Tudo bem Velucia. É que comigo ainda estão a tentar eu ando um bocadinho hipersensível.
      O mu avô era advogado, além de poeta e tradutor e eu penso que me vem dele esta dificuldade em julgar seja quem for sem provas absolutas. Absolutas dentro da limitação do nosso humano conhecimento, claro. Sempre parti do princípio que todos são inocentes até prova em contrário e como o "Jogo" já dura há meses, ando um bocadinho cansada. Já me demarquei da situação. Apenas tenciono lidar com toda a gente com imparcialidade e isenção.
      Um beijinho!

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  4. Nunca deixe de brincar, Maria João, mas mostrar “o outro lado…”, de vez em quando também faz bem!

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    1. Olá Vitor! Peno que foi mesmo o seu blog que despoletou este meu post. Não a atitude, mas o título. Deveria tê-lo dedicado a si, mas não me correu na altura... de qualquer modo fica a saber que também é co-autor de uma part dos meus sonetos que, de há uns meses a esta parte, têm vindo nascer deste nosso intercâmbio de ideias e palavras.
      Um abraço!

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