O ABRAÇO


Ó lusitano mar de quem herdei


As veias dos poemas que te faço,


Eu venho-me entregar ao teu abraço


Pela mão de um soneto que criei


 


E tu, em cujo seio eu engendrei


A voz que trará vida ao meu cansaço,


Repara nestas linhas que te traço


E aceita, inteira, a vida que te dei...


 


Eu sou quem te levou a outras raças,


Quem de ti fez cavalo que galopa,


Quem ouve os mil segredos que revelas...


 


Eu sou a terra-mãe que tu abraças


Num ponto ocidental da velha Europa


E a nação que te encheu de caravelas!


 


(Imagem retirada da internet)


 


NOTA DE RODAPÉ -Um dos sonetos com que concorri aos Jogos Florais que não ganhei


 


 

Comentários

  1. Tenho muita pena que não tenha ganho o prémio, porque o soneto é simplesmente maravilhoso, com é possível com um trabalho destes não ganhar , mas como disse fica para o ano que vem, há que ir sempre tentando.
    Até amanhã

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    1. Pode ter a certeza de que, para o ano, se ainda por cá estiver, concorro outra vez! Lá teimosa sou eu! Mas começo a perceber que é quase imossível ganhar um prémio destes. Eu li o soneto que ganhou. Era um bom soneto, mas não era tão bom quanto o meu. Nem pouco mais ou menos. E não estou a dizer isto por ser meu! Eu consigo ser muito isenta e objectiva quando exerço crítica literária. Fui habituada a ser assim desde pequenina, com o meu avô, que também era crítico literário, para além de poeta e tradutor.
      Um grande abraço... como o do mar!

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  2. Olá Amiga. Eu parece que adivinho, eu disse que o teu poema provavelmente era melhor, Com bastante tristeza acabo de constatar isso mesmo. É o tal problema dos compadres. Mas deixa lá o povo só é cego quando quer, e a justiça, contra a vontade de muitos ás vezes vai se fazendo. E a esperança é sempre a ultima. Também este poema na esperança de que seja mais publicitado lá foi arranjar um cantinho no meu blog. Para morar. Um abraço. Eduardo.

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    1. Olá Eduardo. Mais uma vez muito obrigada pelas tuas palavras de conforto e por teres adicionado outro dos meus sonetos. Para o ano há mais e eu não hei-de ser sempre tão "azarada"! Agora vou apsar é na publicação do livro. É um sonho muito antigo que eu gostaria muito de ver realizado!
      Um grande abraço!

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    2. Força amiga, Eu adorava o saudoso António Variações, mas discordo do tema. É prámanhã o que podes fazer hoje. Abraço.

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    3. Esse homem tinha, realmente, um talento extraodinário! Mas eu não tenho outro remédio senão esperar pelo amanhã...
      Um abraço grande!

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    4. Oi Amiga João. Um abraço de boa noite, também para ti.

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    5. Que tenhas uma boa noite, meu amigo Eduardo!
      Abraço de mar!

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    6. Olá amiga João. Obrigado pelo abraço, de uma das três coisas com as quais eu mais me identifico, Mar, Céu e Natureza, São coisas que eu sonho, venero e amo.

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    7. Também eu, Eduardo! E de que maneira! Às vezes sinto-me como se tivesse um pedacinho de tudo isso dentro de mim!
      Abraço

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    8. São estas coisas que denotam a sensibilidade das pessoas, e os bons ou menos maus gostos de cada uma. Um abraço. Eduardo.

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    9. Pois são Eduardo. É tudo muito subjectivo, mas em relação aos Jogos Florais na categoria de Soneto Clássico, há regras muito rigorosas a serem seguidas e este soneto cumpre-as todas. Paciência...

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    10. Como sabes, em todas as balanças de pratos, um prato só sobe se o outro descer, será que o que ganhou cumpria as regras? Eu não estou a por em dúvida, pois não conheço o que ganhou, e muito menos ainda tenho escola para poder fazer juiso de valores. Mas todos nós sabemos que os compadres estão em grande forma. Um abraço Eduardo.

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    11. Ora aí está! Eu estive presente na cerimónia de abertura dos envelopes e deixaram-me ler o soneto vencedor. Não tenho nada a dizer contra. Cumpria todas as regras e estava metricamente correcto, mas não tinha a força deste "abraço" ! E não estou a dizer isto porque é um soneto meu! Se fosse ao contrário eu diria a mesmíssima coisa, isso te posso garantir!

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  3. Olá Maria João!
    Nada de desanimar, como tudo na vida, há quem sabe o que faz e também aqueles que nada sabem e julgam saber... Como é maravilhoso "andar " pelo seu blog onde se pode ler tanta verdade dita em tão bela poesia. Força Amiga! Tenha um excelente Domingo! Abraços! António

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    1. Olá, meu amigo António!
      Estou a chegar à conclusão de que sou mesmo "azarada"... mas fico muito contente por saber que gosta de "passear" pelo poetaporkedeusker! Hoje comecei a blicr um artigo do Campos de Figueiredo no antoniodesousa. Não o publiquei na íntegra por ser muito longo e tenho pena de não poder referenciar o jornal em que saiu, mas penso que irá gostar.
      Um grande, grande abraço!

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    2. Peço desculpa. Leia-se "publicar". O sapito comeu-me algumas letras...

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  4. Olá

    Sinto por não ter ganho o prêmio.

    Ainda os sistemas de "QI".

    Isto é muito triste e, aqui, não foge à regra.

    "QI" seri o fator de inteligência, mas nestas condições a qual você passou e li num dos comentários, também tem o significado de: QUEM INDICA, ou seja o apadrinhamento.

    Teu poema é lindo.

    Bom final de domingo e boa semana.

    Ps. deixei a respota no meu blog pra você.

    Abraço.

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    1. * desculpe engolir algumas letras, mas não tenho paciência de usar o corretor ortográfico.

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    2. Não te preocupes, Velucia. Já me tem sucedido o mesmo...

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    3. Pois... obrigada por gostares do poema. Eu já vou ao teu blog ver a resposta.
      Um beijinho!

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