APENAS UM POEMA DE MULHER...
Apenas um poema de mulher,
Uma coisa banal e feita à pressa,
Um toque virginal, uma promessa,
Nascido porque Deus assim o quer.
Apenas um poema. A mulher faz,
E tudo o que ela faz parece pouco
Porque o poema, às vezes, é tão louco
Que nasce quando muito bem lhe apraz...
Poemas são crianças! Nascem, crescem,
Querem autonomia e desconhecem
Vontades, hierarquias e fronteiras
Partilham esse espanto obrigatório
De quem sonda e conquista um território
Desde as eras remotas e primeiras.
*
Maria João Brito de Sousa - 15.10.2008
À Maria José Rijo pelo seu post "Rendas e Florinhas"
Imagem retirada da internet
Lembrei-me de repente de mostrar este poema à Patrícia, principalmente a parte em que "e tudo o que ela faz parece pouco"
ResponderEliminarAdorei este soneto pela suavidade, simplicidade e delicadeza com que fala da mulher.
só uma mulher podia escrever este soneto
Abraço
Pois eu também acho, Poeta! Por isso ele nasceu na sequência da leitura de um post da Maria José Rijo ( http://paula-travelho.blogs.sapo.pt/ ) , o "Rendas e Florinhas", em que, segundo a minha leitura, ela diz qualquer coisa de muito semelhante...
EliminarAbraço grande!
Oi Maria
ResponderEliminarÉ bem verdade que os poemas vão nascendo e crescendo, como os filhos que não temos.
Uma certeza eu tenho...
Do filho que não tenho e dos meus também que vão crescendo
Eles nascem e crescem em apenas poucos momentos.
E assim vou vivendo com estes filhos que eu tenho
Não são de carne e osso
Mas são eles o meu gosto.
Assim como os teus também o são pra mim.
E de todos os amigos que eu leio.
Descubro em mim que posso criar
Um filho pra mim.
Ps. Desculpe as palavras, elas foram nascendo, como também um que fiz inspirada no poema de António Codeço.
Dê uma olhada e dê-me sua opinião.
Um abraço.
Obrigada pelo teu poema Velucia!Tens razão!
EliminarOs poemas são como filhos nossos... já vou ver o teu blog e o teu novo poema!
Um grande abraço!
Escreve a poetisa com calma
ResponderEliminarSonetos com amor e paixão
Escreve o que lhe dita a alma
e o que consente o coração
Obrigada Manulomelino. Os versos são sempre bem vindos ao poetaporkedeusker!
EliminarUm abraço.
PS- Eu acredito na critíca construtiva! Acredito mesmo muito, mas prefiro não a exercer até conhecer toda ou quase toda a obra de um poeta.
Ai Poeta, que lindo. Apenas um poema, sim, mas que poema!! Feito à pressa talvez, banal jamais. Beijinhos
ResponderEliminarOlá Maria! Então como vai a pequenada? Vou ter de sair em breve mas tentarei ir saber da miudagem assim que voltar.
EliminarUm abraço e obrigada!
Olá amiga Maria João. É sempre com enorme prazer que visito o teu espaço, mas alturas há, em que só me apetecia ficar até me fartar de ler. É um encanto este teu poema. Obrigado pelo ânimo. Um grande abraça, desta vez pela dedicatória que é muito merecida. Eduardo.
ResponderEliminarJa´leste o "rendas e florinhas"? Este poema nasceu lá, enquanto eu lia o post! Aquela senhora escreve espantosamente!
EliminarUm abraço grande!
Não amiga, ainda não li mas logo que possa vou dar uma espreitadela. Já tenho uma lista muito grande para poder responder a tudo já é muita coisa. Um abraço
EliminarEduardo.
Quando leres, verás que é muitíssimo interessante. Mas vê lá, não te esforces demais! Vai devagarinho. As coisas estão lá e não fogem.
Eliminarabraço grande.
Adorei o soneto, ainda mais fala de nós "mulheres" e do que nós fazemos, que é tanto e que ás vezes parece tão pouco.
ResponderEliminarEu ainda não fui ver o blog da Maria José Rijo, mas vou já dar uma espreitadela, que eu também gosto muito do que essa Sra escreve
Até amanhã
Não é um post de hoje, nem de ontem, no blog da Maria José Rijo, mas também não é antigo. É um post que me sensibilizou particularmente não só porque penso da mesma forma que essa senhora em muitas coisas, mas porque relata um caso de uma senhora idosa num hospital... olhe, eu vi situações semelhantes enquanto estagiava num hospital, num curso profissionalizante que fiz. E é bom, é mesmo muito bom que haja quem repare nessas aparentemente pequeninas coisas.
EliminarUm abraço grande.
Embora sendo, as mulheres e as flores, as duas mais belas criações da natureza, jamais disputaram umas às outras a beleza.
ResponderEliminarBjs
Pois não João. Sempre gostámos muito de flores, tens toda a razão. E penso que as flores, à sua maneira, também gostam de nós.
EliminarAbraço grande!
Maria João,
ResponderEliminarGostei do seu "pensar mulher", neste poema há lucidez e sensibilidade. Mantenha-se neste seu posto e continue... Beijos! António
António, estava-lhe a pedir socorro por causa o antivírus e, de repente, não sei como, consegui fazer o "update"! Não se preocupe mais! Estava inválido por qualquer razão, mas deu para funcionar agora!
EliminarObrigada pelas suas palavras, um abraço e desculpe esta "aflição" tão feminina...
Usei esta sua poesia em meu blog PODEROSAMENTE MULHER, porque achei ele otimo , espero que não se importe, de uma olhada no blog.
ResponderEliminarabraços
Olá, Izilda! Com certeza que me não importo. Fico até muito agradecida quando o fazem. Apenas peço que mencionem o nome ou mesmo o nick do autor, neste caso, eu... :)
EliminarMuito obrigada e um abraço!
Até já!