DOIS SONETOS DO DIA II
DA PARTILHA DO SONHO
Prometo-te o suor, mas nunca o pão!
Pensa que quando queiras vir comigo,
Of`reço-te ilusão, dou-te um abrigo
E tudo o que te exijo é o perdão...
Procura, lá no fundo, uma ambição
E, quando a descobrires o que te digo,
É que o sonho constrói, meu bom amigo,
E a ambição arrasa uma nação...
Repara: Nada dou, nada prometo,
Nada trago comigo, de concreto...
Só trago as mãos vazias mas, no peito,
Bate-me um coração multiplicado
Em coisas que só são do teu agrado
Se tentas, como eu, ser mais perfeito...
Maria João Brito de Sousa - 16.10.2008
DAQUILO QUE PENSAIS...
Serei um ser tocado pela lua;
Uma qualquer Maria-Sem-Camisa,
Transportada, ao de leve, pela brisa,
Escrevendo os seus sonetos de alma nua.
Serei o que quiserdes, mas serei!
(talvez exista apenas, não me int`ressa...)
Estarei sempre a passar, mas fico presa
Nos versos e nas rimas que deixei...
Serei sempre este rasto-de-cometa,
Esta papoila ou esta borboleta
Pousando onde calhar, numa procura;
Esta procura, feita, de passagem,
Que cumpre, no roteiro da viagem,
Aquilo que pensais ser só loucura...
Maria João Brito de Sousa - 16.10.2008 - 13.13h
À Flor (adnirolfpa)
À Maria Luísa Adães
poeta
ResponderEliminarBrotam do coração fontes
Antes desconhecidas
Mais ou menos secas
Mais ou menos pressentidas
Do que vistas
E torna vivas e fáceis de entender
A força que liberta
E a alegria exuberante.
O amor está no começo e no fim
de tudo o que existe.
Amor preveniente
Amor sobrenatural
Amor natural
Amor por tudo
e por todos.
E eu agradeço esses versos lindos,
onde ficas presa
em versos virtuais
que me envias
junto,
com a tua Alma de Poeta!
Te agradeço,
Maria luísa
E eu também te agradeço o poema, tão espontâneo, que aqui deixaste, Maria Luísa.
EliminarHoje estou num daqueles dias em que não consigo parar de "poetar", embora os animais estejam a dar-me pouca liberdade para o fazer... mas vou-os escrevendo no meu caderno, entre uma tarefa e outra.
Abraço grande.
Serás contudo breve. Tudo é breve.O tempo é breve e efémero e porém tão valioso, tão eterno como tu, que serás contudo breve.
EliminarBjs
Que frase João! Sabes que não sei o que me deu hoje (logo hoje que tinha tanto que fazer...)? Não conseguia parar de poetar! A correr entre a loiça por lavar, a gaiola dos pombos, a maluqueira da Lupa, os miados do Spirit e os meus eternos caderninhos... olha, foram tantos, mas tantos sonetos, que lhes perdi a conta!
Eliminarcaramba1 A Lupa quer ir lá abaixo outra vez!!!
Abraço grande!
João Chamiço
EliminarToda a nossa vida é como um estranho poema de uma terra ignota. E é uma realidade viva.
Tudo está impresso, gravado na vida concreta, na vida de todos os dias, no aqui e agora do momento.
De modo inevitável, impossível de ser retido, mas breve, muito breve ... Resta a
Eternidade!
Obrigada pelas suas palavras; vá, por favor ao meu blogs e leia o que escrevo e entende-me ou não, consoante a sua Verdade!...
http://prosa-poetica.blogs.sapo.pt
http://os7degraus.blogspot.com
Beijos,
Maria Luísa
p.s. mas se quiser falar-me neste blogs, com
a amizade de da nossa Poetisa, eu sempre lhe respondo.
amizade e cumplicidade!
Eliminarpoetaporkedeusker
EliminarAmizade e cumplicidade!
Aceito a amizade e a cumplicidade!
Beijos aos bichanos e outros e para ti, também,
maria Luísa
Tenho um bichano fechado na sala... sabes de alguém que queira ficar com um gato macho, de cerca de sete meses de idade, amarelo-alaranjado e muuuuito brincalhão?
Eliminarpoeta
EliminarÉ terrível o que vou dizer... Não sei!
Eu ausento-me, muitas vezes ao Brasil e tenho a cadelinhha cocker de 16 anos; muito dificil deixá-la na Veterinária quando saio. E ninguém quere animais! E pior , deitam-nos fora quando perdem a graça (para esses donos) pois na realidade, são sempre um encanto.
Ficas tu com ele! É mais um, quase não ocupa lugar! Tem dó! Não o entregues a
ninguém, só a ti , tem paciência, é uma espécie de destino!
Obrigada por perguntares e desculpa a resposta; não fiques zangada - não suportava!
Beijos,
Maria Luísa
Não Maria Luísa, claro que não fico zangada contigo, mas deixa-me explicar-te: os meus animais são treze (sem contar com o Spirit). Dois cães, três gatos machos (castrados), duas fêmeas não castradas (uma delas com o Síndrome da Imunodeficiência Felina) e sete pombos. O Spirit já dei tareias aos cães, aos gatos todos e tenta, incessantemente, caçar os pombos. Neste momento está a ocupar a maior área do meu T1, pois é absolutamente impensável habituá-lo aos outros. Os outros estão inquietíssimos porque se sentem presos. Ele está inquietíssimo porque também se sente preso. Terei de lhe arranjar dono ou dona. Não é só a minha vida que fica em causa, é a dos outros treze. Tu conheces bem gatos? São como são. Não mudam nunca... tentar mudar a personalidade de um gato é o mesmo que tentar encher uma piscina com um balde sem fundo... gosto muito, muito dele, mas terei de o dar. Além do mais acredito não ser a única pessoa no mundo que é incapaz de abandonar um animal. Outros haverá com certeza e hei-de ficar com o contacto do futuro dono/a para ir sabendo dele.
EliminarAcrescenta às dificuldades que já relatei os 181,91€ que são o meu único rendimento mensal. De vez em quando, muito de vez em quando, terei de ter uma pitada de bom senso e este é o momento.
Um beijinho e não fiques tu aborrecida comigo...
Eu não fico aborrecida, mas fico triste pela falta de espaço que eles têm.
EliminarTerás de lhe encontrar um dono, ele fica mais feliz ... Mas encontrar? Talvez nos muitos amigos que tens (e ainda bem) tem de haver algum que responda ao teu apelo!
Até lá, mais uma canseira!
Hoje às 9h tenho um poema no blog de nome "Clarões" , quando possível aparece!
Esses Euros de que falas, são muito poucos...
Maria Luísa
São mesmo muito poucos euros, Maria Luísa. O que me vale é que tenho duas amigas de café que me vão ajudando com umas areias para as caixinhas, uns saquitos de ração e uns Kilitos de trinca de milho para os pombos. O meu veterinário também é uma pessoa extraordinária. De vez em quando lá me vai ajudando com as mazelas deles e não me leva nada da consulta. Apenas pago os medicamentos e os desparasitantes... e, muito de vez em quando, lá vendo uma tela e consigo ir-me equilibrando... o pior é que a última que vendi já foi no Verão de 2007...
Eliminarassim que acabar de responder aos comentários, vou ver o teu "Clarões".
Abraço.
Mais dois sonetos do dia
ResponderEliminarQue devem ser comentados
São mais do que poesia
São dois diamantes lapidados
Um abraço
Obrigada Manulomelino. Desculpa, ainda não tive tempo de ir ver o blog que me recomendaste. Isto anda muito dfícil por causa da bicharada toda e eu, ainda por cima, tive hoje um dia de produção intensa. Não conseguia parar de "poetar"... acho que bati hoje todos os meus recordes...
EliminarAbraço.
Mais dois belos sonetos, e que fonte inesgotável que a minha amiga tem , e que bem que a sabe aproveitar, pois eu hoje estou sem inspiração nenhuma , pode ser que depois da meia-noite eu consiga fazer alguma coisa.
ResponderEliminarAté amanhã
Serás contudo breve. Tudo é breve.Ò tempo é breve e efémero e porém tão valioso, tão eterno como tu, que serás contudo breve.
ResponderEliminarBjs
Olá Maria
ResponderEliminarGostei imensamente dos sonetos, mas principalmente destes versos:
"Serei, contudo, breve, de passagem,
Cumprindo no roteiro da viagem"
É assim que vejo-me, com breve passagem na vida e cumprindo o roteiro desta viagem aqui na terra.
Continue com as inspirações para poetar.Um abraço.
Ontem foi demais, Velucia! Poetei tanto, tanto, tanto que ficou tudo virado do avesso cá em casa!
EliminarBeijinho.
Bom dia, minha amiga:
ResponderEliminarÉ sempre um enorme prazer ler e reler os seus sonetos. Transmitem-me uma paz interior inagualável, uma suavidade num mundo onde nõa tem pressa em nada, fazendo o que lhe compete calmamente. Desculpe os floreados, mas quando leio, crio imagens na minha cabeça.
Abraço
Também eu! Desde pequenina! Ler é imaginar e visualizar. Depois tudo depende também do escritor. Uns transmitem paz, outros inquietude ... mas sempre li de tudo e comecei muito, muito cedo. Mas ontem foi diferente... cheguei a tropeçar nos cães e a atirar-me para cima da cama a correr (gosto de escrever na cama, de barriga para baixo) porque começavam a nascer sonetos sempre que eu iniciava uma tarefa doméstica... fiz tudo, tudo à pressa, como se o mundo estivesse para acabar e eu não pudesse deixar de escrever "aquele" soneto...
EliminarAbraço.