EU, O SER-HUMANO...


Habito em mil milénios de procura!


Questiono tudo e em tudo reconheço


As linhas pelas quais me traço e meço


Na memória de "ser" que em mim perdura.


 


Sei-me entre mil questões. Esta loucura


Que assumo, que sei minha, que agradeço,


É tudo o que já fui desde o começo


De mim, que sou humano e tão sem cura...


 


Com lágrimas nos olhos, com sorrisos,


Vivendo infernos, mesmo em paraísos,


Eu sou o Ser-Humano vertical!


 


Quantos erros, na vida, eu cometi...


Quantas coisas sublimes concebi...


Humano! Para o Bem e para o Mal!


 


 


Ao Artesão Ocioso


 


Imagem retirada da internet

Comentários

  1. Como se costuma dizer, "errar é humano", e ninguém pese que é perfeito porque é mentira, e com os erros também se aprende, e posso dizer-lhe que já aprendi com alguns erros que cometi, e pouco me arrependo ou nada de tudo aquilo que já fiz na vida.
    Consigo dormir muito bem, não tenho nada que me tire o sono, felizmente.
    E como sempre conseguiu dizer muito, nestas poucas linhas que um soneto contem, coisas muito bonitas e que terão a ver consigo, e com a sua vivência.
    Até logo, um abraço

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    1. Exactamente, minha amiga! O mais próximo que a nossa humana condição nos permite em relação à Perfeição, é aspirar a ela, tentar alcançá-la.
      Um grande abraço para si também!

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  2. Olá Poeta. A sua poesia é sentida e vivida, é mágica. Todos os seus poemas, de uma forma ou de outra, retratam a condição do ser humano, os seus defeitos, as suas glórias e alegrias. Todos nós nos conseguimos vislumbrar um pouco (ou muito), num verso, num poema. Adoro lê-la e tentar intrepretá-la. Beijinhos

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    1. Fico muito grata por ler palavras tão estimulantes em relação à poesia que "me vai nascendo". Espero mantê-la como amiga e leitora, Maria.
      Um grande abraço.

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  3. Olha amiga lá foi mais um para a minha colecção. Só tenho pena que o meu blog não seja daqueles que são lidos por muita gente, e que essas pessoas não sejam como eu que estudo o perfil das pessoas, não só pelo que escrevem, mas também pelo que adicionam aos favoritos. Um abraço Eduardo.

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    1. Fico-te muito agradecida, Eduardo. O teu blog é o teu blog e eu sinto-me muito feliz por me seleccionares, seja ele muito ou pouco lido. A propósito... caramba! Ando mesmo distraída (e cansadota...)! Nunca mais me lembrei dos favoritos!
      Abraço grande!

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    2. Olá amiga João: Tu não andas cansadota, tu andas cansadíssima, essa é uma das tuas grandes doenças. Um abraço. Eduardo.

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    3. Pois será, Eduardo. E então o ditado "quem corre por gosto não cansa" ? E olha que eu ando mesmo cansada... mas a verdade é que me canso muito mais quando tenho de ir ao hospital, à Segurança Social, ao Centro de Emprego (buscar as "certidões") e até ao Centro de Saúde.
      Abraço.

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    4. Eu acredito piamente amiga. Mas Aí já não se pode dizer que é por gosto, mas sim por necessidade imperiosa. Deixa lá amiga, Eu não sou mágico nem adivinho, mas posso-te dizer com segurança só a ti que és uma grande amiga, que daqui a 100 anos já não te cansas com essas coisas. Leva lá essa para contares ás teu amigas do café. Abraço. Eduardo.

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    5. Essa já nós usamos, Eduardo! E olha, elas querem ir com vestidos de baile quando for o funeral e eu quero ir de pijama, com um montão de folhas A4 e o caixão cheínho de canetas! eheheh
      Vai a http://mariajoaobritodesousa.synthasite.com/ e vê porque é que eu estou tão feliz, mesmo sem conseguir fazer o download do anti-vírus!
      Abraço!

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    6. Oi amiga. Eu já disse isso a um padre meu amigo, e sabes o que ele me respondeu? Que não caísse na asneira porque não há correi de lá para cá, e também não há Internet. Por isso esquece. Um abraço e tudo de bom para ti. Eduardo.

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    7. P. S. Eu lá vou ver o que é aquele endereço que tem a ver contigo. Um abraço.

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    8. Caramba! Isto de ficar com o pc "empanado" dá resultados destes! Só agora vi este comentário... agora que já nem vejo direito de tanto sono...
      Esse endereço é de uma galeria que uma amiga fez para os meus quadros. ainda nem lhe consegui enviar os meus dados! Está tudo em "arrumações"...
      Abraço!

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    9. Não faças isso amigo, eles lá dão guarda-roupa completo, tudo gratuito, é como na tropa. Eu já tenho escrito, que quero ir em pelota e descalço com a barba por cortar e o cabelo, a única coisa que eu quero levar é o cartão Multibanco. Um abraço amiga. João.

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    10. Ah, disso eu não duvido, Eduardo. Foi por isso que eu nem falei em levar o portátil...
      Abraço.

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    11. Parece que também não há por lá caixas ATM...

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    12. Ó amiga, não estejas a lebantar suspeitas, tu sabes tão bem como eu que ainda ninguem cá veio contar nada do que lá se passa. Um abraço e bom domingo, eduardo.

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    13. Mas eu gosto de "lebantar" este tipo de suspeitas, Eduardo. Afinal de contas sirvo para isso! Sou um ser humano!
      Abraço grande.

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    14. Obrigado por seres assim, amiga, um abraço. Eduardo.

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  4. O ser humano...português!
    estive hoje como te disse nas andanças dos centros de saude, português. É absolutamente inqualificável a maneira como tratam as pessoas, mnão falo em saúde, mas em humanidade.... que triste o nosso país...
    Beijinhos

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    1. A quem o dizes! A nossa Ministra parece que considera muito bom o atendimento. Pois! Foi "vestida" de Ministra... esqueceu-se de se "disfarçar" de ser humano...
      Eu deveria ter ido hoje, mas ainda me custa muito a andar... irei assim que me passe esta "crisezeca"!
      Bjo grande!

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  5. O que interessa é deitarmos a cabeça na almofada e adormecer de consciência tranquila por termos feito e dado o nosso melhor. Obrigado pelo seu gesto! Um abraço.

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    1. Não sou escrava da "razão", Manu, mas serei sempre escrava da minha consciência. Lamento ter errado tantas e tantas vezes, mas não fico a "chorar sobre leite derramado". Se errei, o mínimo que posso fazer é tentar não voltar a errar e, sobretudo, fazer as pazes comigo mesma. Se não as fizer, não poderei ser útil a ninguém. Nem sequer a mim.
      Abraço.

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  6. O importante é isso: Estar pronto para, a qualquer momento, sacrificar o que somos pelo que poderíamos vir a ser. (Charles Du Bois)

    Bjs

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    1. Olá João. De todos os que eu conheço, enquanto artistas, o mais flagrante exemplo é o de Paul Gauguin. No contexto em que viveu foi, evidentemente, considerado um irresponsável, quase um criminoso... também isso é necessário saber aceitar. Se for essa a nossa decisão, claro está.
      Abraço grande.

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  7. Sinto-me lisonjeado com a dedicatória, que agradeço.
    Se a memória não me falha é a primeira vez que tal me acontece.
    Antes de deixar de poder «postar» quero editar alguns textos sobre ORIGENS, as nossas, humanos, que são cósmicas.
    Vou «roubar» o poema omitindo a dedicatória.
    Espero que não leve a mal.
    Um abraço

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    1. Não meu amigo, não levo a mal. Até levo muito a bem! Fico toda satisfeita quando vocês gostam especialmente de um dos meus sonetos e o "roubam"... vamos acreditar que ainda vai escrever durante uns bons anos. Não me leva a mal se eu quiser acreditar, pois não?
      Abraço.

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