O DESLUMBRAMENTO
Neste deslumbramento de andorinha
Que a génese da vida gera em mim,
Vislumbro o recomeço de outro fim
Num vai-vem sazonal que é coisa minha
E neste infindo ciclo se adivinha
Uma urgência maior que vai assim
Renovando destinos de Arlequim
Que não sabe viver sem Colombina.
E tudo o que germina se avizinha
Desse deslumbramento que me impele,
Dessa força sublime e imparável
Porque um desejo-alado me encaminha
Urgindo um universo que revele
O seu deslumbramento inenarrável.
Ao FreeStile porque vai ser avô.
Imagem - Pormenor da tela "O Filho do Homem"
Maria João Brito de Sousa, 2006
Bonita homenagem ao teu amigo, gostei muito, o deslumbramento é bom desde que não seja em demasiado.
ResponderEliminarbj e boa semana
Sabes Estrelinha, para os artistas nunca é demasiado, porque toda a verdadeira obra de arte é fruto de um intenso deslumbramento. Acontece comigo e tem acontecido com muitos ao longo dos tempos. O deslumbramento produtivo é sempre muito bom.
EliminarBeijinho.
Sempre que aqui venho -( e venho muitas vezes) seja-me perdoada a heresia - julgo entender os problemas fisicos a atormentam.
ResponderEliminarComo seria possível que uma alma como a sua não fizesse rebentar pelas costuras qualquer dimensão humana?
Um abraço grande maria José
Minha querida amiga, muitíssimo obrigada pelas suas palavras, que não mereço. Por vezes tenho essa mesma sensação, mas é só quando estou, como eu costumo dizer, "em estado de Graça por contemplação e deslumbramento, mas quando "acordo" reparo sempre em toda a imperfeição que existe em mim. Se alguma coisa boa existe em mim, será este "deixar-me deslumbrar" por todas as formas de vida que me cercam, pela beleza das coisas que me rodeiam.
EliminarUm grande abraço!
O seu soneto está um "deslumbramento" mesmo, gostei muito, e tenho a certeza que a quem ele é dirigido vai ficar "deslumbrado" também.
ResponderEliminarMuito Boa Noite
Olá minha amiga. Falo aqui de um deslumbramento que me invade muitas vezes, diante de muitas coisas. Uma delas é o nascimento de uma vida, por isso achei que estaria bem para o Free que também me pareceu "deslumbrado" pela anunciada vinda de um netinho/a. Este soneto não foi feito hoje. Já tem alguns meses, mas assim que percebi o que se estava a passar com o Free, veio-me logo este soneto à ideia.
EliminarUm abraço e uma boa noite.
Eu ainda me deslumbro com os meus tesouros, com a vida, com o mar, com a poesia que emana de si, querida amiga poeta. Beijinhos
ResponderEliminarE é tão bom, Maria! Não é? Conheço pessoas que deixaram na infância essa capacidade de se deslumbrarem. Tenho alguma pena delas. Às vezes apetece-me sacudi-las para acordar a criança que está lá dentro, muito escondida, muito sufocada... eu sei que nem todos gostamos das mesmas coisas, mas o espanto, o deslumbramento, é uma sensação de beleza ímpar.
EliminarUm grande abraço.
Sabes que li e reli o soneto e algo me tocava, senti mesmo quase que um arrepio..
ResponderEliminar( há situações na vida que não se conseguem explicar ), ou seja....como disse acima li e reli o soneto, estava pronto a comentar ( já com esta janelinha aberta ) e a primeira palavra que me ocorreu de escrever foi "DESLUMBRANTE", começei a escrever o comentario e só depois vi que era dedicado a mim!!!, só depois li "dedicado ao FreeStyle que vai ser avô".
Voltei a ficar com pele de galinha e continuo a dizer que a unica palavra que me ocorre é: DESLUMBRANTE.
Obg minha amiga.
Beijos with Style
Beijos "with style" para ti também, Free!
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